sábado, 20 de abril de 2019

Não computáveis à moda ianque

Deu no NY Times online
20-04-2019, por Matthew Haag
How Luxury Developers Use a Loophole to Build Soaring Towers for the Ultrarich in N.Y.
Foto (Detalhe): Karsten Moran / The New York Times

(..) The building and nearby towers are able to push high into the sky because of a loophole in the city’s labyrinthine zoning laws. Floors reserved for structural and mechanical equipment, no matter how much, do not count against a building’s maximum size under the laws, so developers explicitly use them to make buildings far higher than would otherwise be permitted.
The towers benefiting the most from the zoning quirk have all sprouted during the past half-decade: enormous glass and steel buildings with lavish condominiums that sell for millions of dollars. Many line the blocks around Central Park, some of the most expensive and coveted real estate in the city, and have become second homes for Chinese billionaires, European tycoons and out-of-state hedge fund investors.
(..) Many of these towers stay vacant most of the year, so their owners are not subject to local and state income taxes because they are not city residents. As a result, the state and city have already begun a separate crackdown on them.
State lawmakers proposed a pied-à-terre tax, an annual recurring tax on second homes valued at more than $5 million, but it was derailed under intense lobbying from real estate groups(Continua)

2019-04-20




terça-feira, 16 de abril de 2019

New Brazil Realty


Deu no UOL Notícias
15-04-2019, por Marcio Dolzan /Estadão Conteúdo
Apartamentos irregulares na Muzema custam entre R$ 60 mil e R$ 200 mil
Foto: Marcos Serra Lima/G1 
Prédios erguidos em tempo recorde junto a encostas, imóveis ocupados ainda em obras e precária infraestrutura são a regra no condomínio Figueiras do Itanhangá, na Muzema, zona oeste do Rio, onde na sexta-feira dois edifícios ruíram, matando pelo menos 11 pessoas. O baixo custo dos imóveis em comparação à média no mercado imobiliário e a falsa segurança prometida por milicianos que dominam a região acabam levando pessoas de baixa renda a adquirirem apartamentos no condomínio, que não tem autorização da Prefeitura do Rio.
Os moradores mais antigos dizem que, há menos de 20 anos, apenas casas com até dois andares eram permitidas no local. Hoje, elas são poucas em meio a dezenas de prédios erguidos em poucos meses, a maioria com o mesmo padrão - entre seis e sete andares, com quatro apartamentos por andar. Os apartamentos de dois quartos, com cerca de 50 metros quadrados, são vendidos em média por R$ 60 mil. As condições de compra são convidativas: entrada de R$ 15 mil e o restante financiado em parcelas mensais de R$ 1.000, sem juros.
Foto: Renee Rocha / Agência O Globo
Os imóveis maiores, na cobertura dos edifícios, chegam a custar R$ 200 mil - e, também podem ser financiados sem juros. Os prédios são construídos em questão de meses, a maioria sem nenhum tipo de laudo técnico. O novo morador recebe o imóvel pronto apenas do lado de fora. "Cada um é responsável por fazer a parte elétrica e hidráulica dentro de casa", contou à reportagem um comprador, que pediu para não ser identificado. (Continua)

2019-04-16

domingo, 14 de abril de 2019

Habitação de mercado para iniciantes

Deu no Valor econômico
05-04-2019, por Adriana Cotias
Hectare estreia com foco em ativos imobiliários
Fruto de uma cisão com o escritório de gestão de fortunas RTSC, a Hectare Capital ampliou a lista de gestoras com foco exclusivo em investimentos no mercado imobiliário. (..)
Montagem: à beira do urbanismo
Imagens: free Family Clip Art e https://scubasanmateo.com/sales-clipart.html
No forno está outro FIP multipropriedade, que já mapeou cinco investimentos e terá R$ 100 milhões, além de um fundo de recebíveis (FIDC) para dar funding na modalidade "home equity" - em que o mutuário usa o imóvel como garantia para levantar recursos numa operação de crédito pessoal. (..)
"A garantia é avaliada com a visão de 'projetc finance', ele tem que se pagar sozinho", diz Castro. Os imóveis são integralizados numa sociedade de propósito específico, com uma garantia de 130% a 150% do valor financiado, dada pela combinação do imóvel com a carteira de recebíveis do empreendimento.
Os veículos podem ser o fundo imobiliário para o público geral, o multimercado para o profissional ou via emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no caso de projetos já performados.  (Continua)

2019-04-14



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Sua Casa Minha Vida (2)

Deu no Sindsep PE
02-04-2019, por Sindsep

Construtoras do Minha Casa, Minha Vida ameaçam demitir 50 mil
Montagem: à beira do urbanismo
Imagem: Internet
Sob alegação de atrasos no repasse de pagamentos devidos pelo Governo Federal, construtoras que atuam no programa Minha Casa, Minha Vida avisaram ao Palácio do Planalto que vão começar a demitir trabalhadores. Empresários falam em dispensar até 50 mil empregados nos próximos dez dias. A dívida seria de R$ 450 milhões.
Dados Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que o Minha Casa, Minha Vida representa dois terços do mercado imobiliário brasileiro.
O setor da construção chegou a empregar 3,4 milhões de pessoas, mas atualmente emprega 2 milhões. 
O porta-voz do recado dos construtores foi o presidente da CBIC, José Carlos Martins, enviou mensagens aos ministros da Casa Civil, do Desenvolvimento Regional e da Economia informando que “não consegue mais segurar o pessoal”. (Continua)

2019-04-04


domingo, 31 de março de 2019

Lei de Hertz


Deu no Café de las Ciudades
Fevereiro de 2019, por Daniel Hertz
La vivienda no puede ser a la vez “asequible” y “buena inversión”
Los dos pilares de la política de vivienda estadounidense están fundamentalmente en desacuerdo.
(..)  los dos pilares enunciados de la política de vivienda estadounidense, la propiedad de la vivienda como creación de riqueza y la asequibilidad de la vivienda, están fundamentalmente en desacuerdo. En general, la política de vivienda de Estados Unidos resuelve esta contradicción al decidir en silencio que, después de todo, no le importa mucho la asequibilidad. Si bien los fondos para viviendas subsidiadas de bajos ingresos languidecen, se reservan grandes cantidades de dinero para promover la propiedad de vivienda a través de subsidios como la deducción de intereses hipotecarios y la exención de ganancias de capital, la mayoría de los cuales se destina a hogares de clase media alta o alta.
Pero incluso los mercados con grandes cantidades de viviendas asequibles demuestran la contradicción. Desde al menos la segunda mitad del siglo XX, la gran mayoría de las viviendas realmente asequibles se han creado a través del "filtrado": es decir, la caída de los precios relativos de las viviendas a precio de mercado a medida que envejecen o que su vecindario pierde estatus social, a menudo como resultado de los cambios raciales. La asequibilidad de bajos ingresos, donde existe, se basa en que grandes porciones del mercado de la vivienda actúan como pésimas inversiones.
Y en la medida en que las personas de bajos ingresos encuentren una unidad de vivienda subsidiada y con precios fijos para vivir, eso significa que no construirán riqueza, aun cuando sí lo hagan sus vecinos más ricos que viven en viviendas de mercado, aumentando la desigualdad en la distribución de la riqueza.
Aun la confianza comunitaria en la tierra, que parece ser una forma de cuadrar el círculo de creación de riqueza / asequibilidad, finalmente fracasa en la práctica. Los fideicomisos de tierras comunitarias (community land trusts –CLT) generalmente brindan oportunidades de propiedad a precios reducidos o subsidiados a los compradores iniciales, y aseguran la asequibilidad a largo plazo al limitar el precio de reventa de la vivienda. En otras palabras, las viviendas financiadas por CLT siguen siendo asequibles solo porque restringen la cantidad de riqueza que los propietarios iniciales pueden capturar. El resultado es que las casas financiadas por CLT solo atraen a aquellos que de otra manera no podrían comprar una casa, lo que significa que las personas con menores ingresos en CLT construirán la riqueza más lentamente que las personas con mayores ingresos en las viviendas a precio de mercado, una situación básica de desigualdad cada vez mayor.
Decimos que queremos que la vivienda sea barata y que ser propietario de una casa es una gran inversión financiera. Hasta que nos demos cuenta de que estos dos objetivos se excluyen mutuamente, continuaremos frustrados por políticas de vivienda fallidas y, a menudo, contraproducentes.  (Destaques do autor)
El autor es miembro principal en City Observatory. Actualmente está completando sus estudios de posgrado en la Harris School of Public Policy de la Universidad de Chicago. 

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2019-03-31


sexta-feira, 29 de março de 2019

E os patrícios vão morar… nas caravelas (3)


Deu no Jornal Econômico – Portugal
24-03-2019, por Fernanda Pedro

Preços das casas vão estabilizar em Lisboa e subir nas periferias
(..) Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, revela ao Diário Imobiliário que é nos segmentos médio e médio baixo que se concentra, atualmente, a procura. “Contudo, a oferta disponível no mercado não é suficiente nem ajustada a este perfil de procura”, admite.
(..) Apesar da subida constante do preço das casas, o CEO da Century 21 revela que os indicadores da mediadora “levam-nos a acreditar que os preços vão estabilizar em Lisboa e subir nas periferias”.  Ricardo Sousa, acrescenta que o nível de preços dos imóveis no centro da cidade já está a superar o rendimento disponível das famílias portuguesas para aquisição de casa, pelo que a procura está a deslocalizar-se agora para as periferias, para encontrar as soluções de habitação em linha com as suas expetativas e capacidades financeiras. “Esta tendência vai, consequentemente, gerar maior pressão nos preços das zonas mais periféricas da cidade”.
O responsável indica que há cada vez mais famílias e jovens portugueses a não conseguirem aceder a soluções de habitação. (Continua)

2019-03-29


quarta-feira, 27 de março de 2019

É uma bolha portuguesa com certeza

Deu no Idealista News 
18-03-2019, por Tânia Ferreira
https://www.idealista.pt/news/financas/investimentos/2019/03/14/39052-ainda-ha-edificios-em-lisboa-e-porto-com-boas-rentabilidades

"Ainda há edifícios em Lisboa e Porto com boas rentabilidades" (..)
Que tipo de ativos considera a MK Premium que são mais atrativos para investir no mercado imobiliário luso?
Imagem: Internet
Em Portugal onde há mais oportunidades de negócio, e onde se podem conseguir maiores rentabilidades, é ao comprar residencial para destinar a uso turístico, porque podem estar em causa rentabilidades anuais entre 20% ou 30%. E isso é muito, muito interessante. 
(..)
Há risco de bolha?
No Porto não, mas em Lisboa sim que pode haver um pouco de risco de bolha. Não me parecem normais os valores que se praticam, de oito mil euros o m2 num país em que o salário mínimo está em pouco mais de 500 euros por mês. É que um apartamento de 50 m2 custa mais de 300 mil euros no Bairro Alto e vende-se. E o que compramos, ainda que já seja caro, reformamos e vendemos pelo dobro. No Porto não se vê este auge tão significativo. (Continua)
  
2019-03-19


segunda-feira, 25 de março de 2019

Social, climat, même combat!

Deu na Agência Brasil online 
18-03-2019, por Heloisa Cristaldo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-03/falta-saneamento-basico-para-2-bilhoes-de-pessoas-no-mundo-diz-onu

Falta saneamento básico para 2 bilhões de pessoas no mundo, diz ONU
Mais de 2 bilhões de pessoas carecem de serviços básicos de saneamento básico no mundo, diz relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento mundial da água,. A publicação Não Deixar Ninguém Para Trás será lançada nesta terça-feira (19) durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.
De acordo com o relatório, apesar do progresso nos últimos 15 anos, o direito à água potável segura e limpa e ao saneamento é inacessível para grande parte da população mundial. Em 2015, três em cada 10 pessoas (2,1 bilhões) não tinham acesso a água potável e 4,5 bilhões de pessoas, ou seis em 10, não tinham instalações de saneamento com segurança.
“Se a degradação do meio ambiente e a pressão insustentável sobre os recursos hídricos globais continuarem no ritmo atual, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produção global de grãos estarão em risco até 2050. Populações pobres e marginalizadas serão afetadas de forma desproporcional, agravando ainda mais as desigualdades”, ressalta o presidente da ONU-Água e presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Gilbert F. Houngbo.
Segundo Houngbo, o documento aponta a necessidade de adaptar abordagens, tanto na política quanto na prática, para abordar as causas da exclusão e da desigualdade. (Continua)


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http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-03/falta-saneamento-basico-para-2-bilhoes-de-pessoas-no-mundo-diz-onu


2019-03

sábado, 23 de março de 2019

SOS Holiday (2)

Deu no G1 Pernambuco 
21-03-2019, por Pedro Alves

Da inovação à degradação: Holiday representa marco arquitetônico e social para o Recife
Construído em 1956, o Edifício Holiday (..) foi um marco arquitetônico e social para a formação e ocupação da Zona Sul do Recife. Localizado no bairro de Boa Viagem, o prédio contribuiu para a mudança da paisagem da cidade, de formas que vão muito além de sua estética, então, inovadora. (..) foi projetado por Joaquim Rodrigues e segue uma tradição artística ligada ao modernismo. Com 17 andares e 476 apartamentos, o prédio, junto com o Edifício Califórnia, seu contemporâneo também localizado em Boa Viagem, é um dos primeiros arranha-céus do Recife (..).
A importância do Holiday e de sua arquitetura, nos anos 1950 e 1960, se mistura com a própria história de Boa Viagem, bairro que, atualmente, tem um dos metros quadrados mais caros da capital pernambucana.
Segundo o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE), Rafael Amaral Tenório, a ocupação do bairro, tendo em vista sua distância em relação ao Centro da cidade num tempo em que vias asfaltadas ainda eram raras, tem relação direta com a instalação de seus primeiros arranha-céus. O nome de Boa Viagem se deve, inclusive, ao fato de que o bairro era utilizado principalmente para veraneio.
(..) De acordo com o arquiteto e professor do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fernando Diniz, os edifícios Holiday e Califórnia trouxeram ao Recife uma proposta de habitação à classe média: edificações verticais, apartamentos pequenos e, principalmente, a mistura entre comércio e habitação no mesmo local. Os dois edifícios foram pensados para servir como segunda residência, pela proximidade da praia.
(..) Nos últimos anos, os 476 apartamentos do Holiday serviram de casa para mais de 3 mil pessoas, segundo o condomínio. Na quarta (20), último dia do prazo judicial, restavam 45 famílias que resistiam em deixar suas casas. (..) Os problemas apontados para a interdição vão desde a inundação do subsolo até a falta de componentes básicos de prevenção ao fogo, além de falhas e da sobrecarga das instalações elétricas. Outro problema é a quantidade de botijões no prédio, que tinha quase oito mil quilos de gás na edificação, sendo usados para vários fins, como comércio e produção de alimentos.
(..) De acordo com o presidente do CAU-PE, falhas na gestão do edifício fizeram com que ele chegasse à situação atual, que, segundo a Defesa Civil do Recife, apresenta um grau de risco nível 3, numa escala de 1 a 4. Rafael defende que a interdição é importante para preservar as vidas dos moradores. (..) uma alternativa aos moradores do Holiday seria utilizar o Serviço de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social, um direito garantido por lei, para promover orientação de arquitetos e urbanistas em obras de forma gratuita. O entrave de ser um prédio privado impede a realização dessa ajuda. 
"O problema é que o Holiday precisa ser qualificado como Habitação de Interesse Social para receber auxílio público. É possível encarar o Holiday como um Minha Casa Minha Vida. Temos a oportunidade de requalificar e dar condições dignas de moradia a mais de 2 mil pessoas. É preciso encontrar um meio-termo entre deixá-los lá, em risco, e tirá-los sem pensar no impacto social", diz.
Ainda segundo Rafael, a restauração do edifício Copan, em São Paulo, é um exemplo a ser seguido pelo Holiday. (..)

Acesse a maéria complete pelo link

2019-03-23

quinta-feira, 21 de março de 2019

Money City

Deu no Isto É Dinheiro
17-03-2019, por Redação
Nasce em Nova York o maior empreendimento imobiliário da história, por US$ 25 bilhões
São 113.300m² de terreno abrigando escritórios, lojas icônicas e de luxo, múltiplos endereços de comida badalada, uma praça ao ar livre, escola, hotel e um edifício multiarte coexistindo com prédios residenciais
Nova York ganhou nesta sexta-feira um bairro. Em Manhattan. E por ser Nova York, e por ser Manhattan, o Hudson Yards já se tornou o maior empreendimento imobiliário privado da história americana. E consequentemente o maior da história da humanidade. São 113.300m² de terreno abrigando escritórios, lojas icônicas e de luxo, múltiplos endereços de comida badalada, uma praça ao ar livre, escola, hotel e um edifício multiarte coexistindo com prédios residenciais (cheque preços aqui). Related Companies e Oxford Properties Group, as corporações por trás da operação, construíram uma área de US$ 25 bilhões de dólares a partir do zero. Para o The New York Times, “são magnitudes de cair o queixo e você não vai entender até que esteja lá”. (Continua)

Leia também neste blog: "Circulo virtuoso II"
https://abeiradourbanismo.blogspot.com/2017/12/circulo-virtuoso-ii.html

23-03-2019


terça-feira, 19 de março de 2019

SOS Holiday

Deu no G1 Pernambuco
14-03-2019, por Marina Meireles
Moradores resistem a deixar Edifício Holiday após ordem judicial de desocupação
Inquilinos e proprietários não querem deixar os imóveis e alguns não consideram opção de abrigo provisório oferecida pela Prefeitura do Recife, nesta quinta-feira (14).
Marco da arquitetura moderna em Recife,
construído em 1957
(Arq. Joaquim Rodrigues).
(..) A aposentada Evanize Fernandes, que mora há 30 anos no Holiday, foi até o ônibus e conversou com os profissionais da prefeitura. Depois de conhecer a proposta apresentada, ela afirmou que está decidida a ficar em casa. Proprietária do apartamento 222, ela critica a falta de alternativas para quem vive no edifício.
"Eu tenho a escritura do meu apartamento, paguei meu IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], paguei as contas de luz. Estão nos tratando como cachorros. Fiz esse cadastro, mas não me ofereceram casa para morar, só esse abrigo provisório. E por aí, os apartamentos de quarto e sala têm o aluguel caro. Isso aqui é meu. Eu só saio se for presa", afirma.
(..) O desempregado Rogério Inácio buscou informações com os profissionais do município e declarou que a situação é muito complicada. Considerando a saída inevitável, ele tem dúvidas sobre onde vai ficar com os pais quando a família deixar os dois imóveis. "A gente mora aqui há 41 anos. Eu não tenho dinheiro pra alugar um apartamento porque estou vivendo de bicos", declara.
Foto: Admilson Santos 24-07-2013
https://www.flickr.com/photos/sadmilson/9387108199
(..) A decisão de interditar o Holiday foi proferida pelo juiz Luiz Gomes da Rocha Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em caráter liminar, na terça (12), após uma tutela de emergência requerida pela prefeitura do Recife. A desocupação, segundo o documento, deve ser feita em até cinco dias úteis, contados a partir da data de intimação ao edifício.
(..) Caso o prédio não seja desocupado nesse período, a remoção à força dos moradores do loc al pode ser feita a partir do dia 21 de março, com apoio dos agentes de segurança estaduais e municipais, conforme solicitado pelo magistrado.


2019-03-16


segunda-feira, 18 de março de 2019

Monopólios urbanos: o negócio do século (5)

Deu no Correio Brasiliense Economia
16-03-2019, por Hamilton Ferrari
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/03/16/internas_economia,743374/venda-de-12-aeroportos-em-leilao-atinge-agio-medio-de-1-000.shtml
Venda de 12 aeroportos em leilão atinge ágio médio de 1.000%
Montagem: À beira do urbanismo
Imagens originais: Internet

Em leilão “surpreendente”, segundo analistas, o governo federal conseguiu arrecadar R$ 2,38 bilhões com a concessão de 12 aeroportos da Infraero. Chamou a atenção dos especialistas o ágio médio — a diferença entre os valores mínimos exigidos para os lances e as quantias ofertadas pelas empresas — que foi de 986%. Regras mais atrativas e maior confiança na economia do país foram pontos fundamentais para atrair os investimentos. (..)
O bloco Nordeste obteve o maior lance, de R$ 1,9 bilhão, sendo que o valor mínimo estabelecido era de R$ 171 milhões. O ágio registrou mais de 1.101% e a empresa espanhola Aena Desarrolo Internacional comandará os terminais de Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB).
O principal destaque, porém, foi o ágio de 4.739% do bloco Centro-Oeste, conquistado pelo consórcio Aeroeste, que é formado pela Socicam, conhecida por administrar o terminal rodoviário do Tietê, em São Paulo, e Sinart Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico. O lance mínimo era de R$ 800 mil, mas o grupo investiu R$ 40 milhões. A oferta envolvia os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.
Para completar o domínio das empresas estrangeiras, a Zurich Airport, da Suíça, arrematou os terminais de Vitória e Macaé (RJ) por R$ 437 milhões. O lance mínimo era de R$ 46,9 milhões e o ágio atingiu 830%. O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Venilton Tadini, classificou o leilão como um sucesso. (Continua)
2019-03-19



domingo, 17 de março de 2019

Sua Casa Minha Vida

Deu na Época
14-03-2015, por Guilherme Amado
https://epoca.globo.com/guilherme-amado/construcao-civil-apela-rodrigo-maia-para-salvar-minha-casa-minha-vida-23521107
Construção Civil Apela a Rodrigo Maia para Salvar Minha Casa, Minha Vida
Montagem: À beira do urbanismo
Imagem original: Internet
José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Industria da Construção, propôs ontem a Rodrigo Maia que a Câmara faça um debate sobre os dez anos do Minha Casa, Minha Vida, e o que se quer para o futuro do programa.
Embora a Câmara frise que o objetivo seria comemorar os dez anos do programa, é claro que o evento seria uma maneira de sinalizar para o governo a importância da política pública, diante da reformulação do Minha Casa, Minha Vida, que vem sendo discutida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.
Na conversa, o setor também pediu agilidade na aprovação da reforma da Previdência.
2019-03-17


sexta-feira, 15 de março de 2019

Monopólios urbanos: o negócio do século (4)

Deu no G1 São Paulo
11-03-2019, por Léo Arcoverde e Tahiane Stochero / GloboNews e G1 SP
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/03/11/construtora-investigada-na-lava-jato-vence-concessao-do-parque-ibirapuera-por-r-70-milhoes-em-sp.ghtml
Construtora investigada na Lava Jato vence concessão do Parque Ibirapuera por R$ 70 milhões
Construcap terá por 35 anos direito de concessão, que inclui mais 5 parques. Vencedora terá que aceitar acordo feito pela Prefeitura com MP que prevê investimentos e plano diretor.
Tombado pelo Conselho Municipal 
de Preservação do Patrimônio Histórico, 
Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo 
e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio 
Historico, Arqueológico, Artístico e Turístico 
do Estado de São Paulo, o Parque do Ibirapuera, 
fundado em 1954, tem 158 ha e recebe 
anualmente cerca de 14 milhões de visitantes.

 
A construtora Construcap foi considerada vencedora da licitação para concessão do Parque Ibirapuera, localizado na Zona Sul de São Paulo. A empresa apresentou uma proposta de R$ 70,5 milhões pela concessão, que vale por um período de 35 anos.
A abertura dos envelopes de propostas para a concessão do Ibirapuera ocorreu na manhã desta segunda-feira (11). A vencedora levou a responsabilidade pela gestão, operação e manutenção de seis parques, ao todo: Ibirapuera, Jacintho Alberto, Tenente Faria Lima, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado.
No Ibirapuera, a empresa vencedora poderá lucrar com a reativação do restaurante que fica sob a área da marquise, com o estacionamento e o aluguel de espaços para eventos – como a OCA, por exemplo.

2019-03-15


quarta-feira, 13 de março de 2019

O crepúsculo dos ícones

Deu no G1 Economia 
09-03-2019, por France Presse
https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/03/09/emblematico-edificio-chrysler-de-ny-e-vendido-em-momento-de-baixa-no-mercado.ghtml
Emblemático edifício Chrysler de NY é vendido em momento de baixa no mercado
Imagem: Internet
O edifício Chrysler, um dos mais emblemáticos de Nova York, foi vendido com perdas para seus proprietários, a empresa de investimentos Mubadala e o grupo imobiliário Tishman Speyer - informou a imprensa americana.
Segundo o "Wall Street Journal", este prédio de 77 andares, considerado uma obra-prima da arquitetura art déco, foi vendido por 150 milhões de dólares para o fundo RFR do investidor imobiliário nova-iorquino Aby Rosen e para um "sócio estrangeiro" não identificado. (..)
A venda acontece em um momento difícil para o mercado imobiliário em geral em Nova York, mas em particular em Manhattan.Hudson Yards, na costa oeste de Manhattan, em breve terá mais de 1,6 milhão de metros quadrados de novos escritórios e residências, o que aumentará ainda mais a pressão para baixo sobre os prédios mais antigos. (..)


*
The Chrysler Building is a classic example of Art Deco architecture and considered by many contemporary architects to be one of the finest buildings in New York City. It was the headquarters of the Chrysler Corporation from 1930 until the mid-1950s, but, although the building was built and designed specifically for the car manufacturer, the corporation did not pay for the construction of it and never owned it. Walter P. Chrysler decided to pay for it himself, so that his children could inherit it. The building is currently owned by Tishman Speyer, along with a new Millenium style buliding 'Chrysler East'. Collectively the buildings are known as the Chrysler Centre, taking the entire of 42nd Street, between Lexington Avenue and Third Avenue.
Imagem: Internet
The Chrysler Building was designed by architect William Van Alen for a project of Walter P. Chrysler. When the ground breaking occurred on September 19, 1928, there was an intense competition in New York City to build the world's tallest skyscraper. Despite a frantic pace (the building was built at an average rate of four floors per week), no workers died during the construction of this skyscraper.
Van Alen's original design for the skyscraper called for a decorative jewel-like glass crown. It also featured a base in which the showroom windows were tripled in height and topped by 12 stories with glass-wrapped corners, creating an impression that the tower appeared physically and visually light as if floating in mid-air. The height of the skyscraper was also originally designed to be 246 meters (807 ft). However, the design proved to be too advanced and costly for building contractor William H. Reynolds, who disapproved of Van Alen's original plan. The design and lease were then sold to Walter P. Chrysler, who worked with Van Alen and redesigned the skyscraper for additional stories; it was eventually revised to be 282 m (925 ft) tall. As Walter Chrysler was the chairman of the Chrysler Corporation and intended to make the building into Chrysler's headquarters, various architectural details and especially the building's gargoyles were modeled after Chrysler automobile products like the hood ornaments of the Plymouth; they exemplify the machine age in the 1920s. (..)
Architectuul  

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Porto Maravilha: a solução final

Deu n’O Globo / Folha de S Paulo
06-03-2019, por Elio Gaspari

Crivella quer o Porto Jogatina
Venetian Macao Resort Hotel, 
propriedade do bilionário estadunidense
Sheldon Adelson
Num mesmo dia, o prefeito Marcelo Crivella disse que "o Rio de Janeiro é o epicentro da corrupção" e anunciou um futuro radiante para o projeto do Porto Maravilha. Prometeu R$ 10 bilhões em investimentos com a construção de duas torres de hotéis, um centro de convenções e... um cassino.
O prefeito do "epicentro da corrupção" defende a legalização da jogatina para salvar um projeto megalomaníaco atolado na zona portuária da cidade. (..)
O prefeito não joga, não fuma, não bebe e sabe que está apenas criando uma nova miragem para uma cidade ludibriada por fantasias como as da Copa do Mundo e da Olimpíada. (..)
No mundo real, a única pessoa tenuemente interessada nas torres e no cassino prometidos por Crivella é o bilionário americano Sheldon Adelson, que tem complexos de turismo e jogo em Las Vegas, Macau e Singapura. Ele começou a trabalhar aos 12 anos (tem 85) e já juntou US$ 33,3 bilhões (R$ 125,7 bilhões). (..) Dele viriam os R$ 10 bilhões imaginados por Crivella. 
O Porto Maravilha de Eduardo Paes atolou porque era um projeto demófobo. O Rio da zona portuária nunca poderia ter sido o que é o Puerto Madero argentino, como a Barra da Tijuca nunca será uma Miami. Aquela área está num bairro popular e centenário. Quem quiser conferir, que ande pelas ruas da Gamboa e de São Cristóvão. A megalomania imobiliária encalhou porque foram poucos os interessados em levar suas empresas para lá. Ali, o povo do Rio sempre viveu em casas modestas. Miami é em outro lugar.
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2019-03-11


sábado, 9 de março de 2019

Real estate bullying

Deu no Impala News (Portugal) 
06-03-2019, por Impala News 
https://www.impala.pt/noticias/atualidade/senhorios-capangas-intimidar-inquilinos/
Montagem àbeiradourbanismo
Imagens originais Internet

Senhorios contratam «capangas» para intimidar inquilinos 
A especulação imobiliária tem atingido níveis históricos no nosso País. Este disparo dos preços no mercado imobiliário começou em Lisboa e já chegou ao Porto. De acordo com o Jornal de Notícias á senhorios no Porto que contratam «capangas» para intimidar inquilinos e conseguir que estes saiam das casas à força.
As associações de moradores queixam-se de «bullying imobiliário» e retratam o contexto atual como um cenário de «terror». A população que mais tem sofrido com estas «ações de guerrilha» são os idosos, acrescentam as associações. (Continua)




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2019-03-09



sexta-feira, 8 de março de 2019

Andrade e Cordovil: Maringá entre o projeto e a vida

Porção norte da cidade de Maringá com 
parte do plano inicial ao sul, mostrando o 
Novo Centro, a  Universidade Estadual de 
Maringá – UEM  e o Jardim Alvorada 
(expansão para o norte).
Fonte: Andrade e Cordovil
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O anúncio do início das obras do novo Eixo Monumental de Maringá, nos termos da proposta vencedora do Concurso Nacional para Requalificação do Espaço Público [*], é ocasião propícia para o resgate da contribuição "A Cidade de Maringá, PR. O Plano Inicial e as 'Requalificações Urbanas'", de Carlos Roberto Monteiro de Andrade (USP) e Fabíola Castelo de Souza Cordovil (UEM), apresentada ao X Colóquio Internacional de Geocrítica - Barcelona, maio de 2008.

Construída ex novo na década de 1940 pela Companhia de Terras Norte do Paraná, a cidade de Maringá foi projetada pelo engenheiro paulistano Jorge de Macedo Vieira sob influência das ideias urbanísticas sintetizadas pelo engenheiro-arquiteto inglês Raymond Unwin em sua obra Town planning in practice: an introduction of the art of designing cities and suburbs, de 1909: a cuidadosa adaptação ao ambiente natural expressa no plano geral de implantação e na organicidade dos arruamentos residenciais - aqui habilmente sobreposta à arte dos traçados geométricos -, mesclada ao rigor formal do conjunto cívico central axiforme, tendendo ao monumental

É este "conjunto cívico central" do projeto de Macedo Vieira, que se estende da Praça da Catedral à Vila Olímpica, o objeto do concurso recém realizado.

Maringá em fins dos anos 1960
E são as escolhas urbanísticas resultantes do conflito entre a expansão da cidade para o Norte e o traçado da estrada de ferro, elemento chave do plano original que secciona o eixo cívico central marcando-o com a estação ferroviária e sua generosa retro-área em cruz, o objeto principal do texto aqui apresentado. 

O trabalho de Andrade e Cordovil discute as vicissitudes do plano urbano original em face da voracidade da indústria da incorporação e das idas e vindas do Projeto Ágora, contratado pela municipalidade na década de 1980 ao escritório Oscar Niemeyer para redefinir o uso e o desenho da Praça da Estação liberada pelo enterramento da linha férrea - uma iniciativa não apenas ambiciosa para o tamanho da cidade como extremamente desafiadora do ponto de vista do valor técnico e cultural da criação de Macedo Vieira, autêntico núcleo histórico da Maringá metropolitana. 

Deixo a pergunta: estará a cidade de Maringá sendo bem sucedida na tarefa de proteger e valorizar o seu mais precioso ativo urbanístico? 


Imagem do Projeto Ágora lançado em 1985, alterado em 1991 e 1993,
 quando passou a denominar-se Novo Centro
Fonte: Revista Tradição, ano XI, número 118, agosto de 1991 / Andrade e Cordovil


Av Advogado Horácio Raccanello Filho (Novo Centro),
 construída sobre o rebaixamento da linha férrea
Fonte: Google Maps 


*
A Cidade de Maringá, PR. O Plano Inicial e as 'Requalificações Urbanas'
Andrade, Carlos Roberto Monteiro (USP) Cordovil, Fabíola Castelo de Souza (UEM)
X Coloquio Internacional de Geocrítica, Barcelona, maio de 2008 
http://www.ub.edu/geocrit/-xcol/55.htm

(..) O Projeto Ágora e o Novo Centro
A densificação da cidade e a expansão do perímetro urbano, bem como a consolidação de Maringá como centro regional e a disputa do mercado imobiliário trouxeram a necessidade de se criar soluções para a adequação da infra-estrutura, principalmente a viária, para acomodar o tráfego intenso e garantir o escoamento rápido da produção, de pessoas e serviços. Tais soluções criaram novas áreas de moradia e valorizaram novas parcelas de terras, com acréscimos ao seu plano inicial e transformações. As situações levaram à necessidade de formulação de novos arranjos urbanos. Entre 1970 e 1980, alardeou-se a incompatibilidade entre as manobras ferroviárias na área central com o tráfego urbano entre o norte e o sul da cidade.
O Projeto Ágora, cuja primeira formulação aconteceu em 1985 por Oscar Niemeyer, ilustra bem os mecanismos utilizados para legitimar as alterações. Argumentou-se que seria um novo símbolo de progresso, sobrepujando o lugar da estação ferroviária. A cidade precisava ser eficiente e isso se constatava, principalmente, em relação ao transporte de pessoas e mercadorias.
Como foi dito, o traçado da linha férrea, no sentido leste-oeste, foi preponderante para a definitiva demarcação do traçado inicial da cidade e a estação ferroviária era, na época, um símbolo de progresso de uma cidade regional, responsável pelo escoamento das safras oriundas de diversos centros menores.
Os meios de comunicação exploravam enfaticamente a situação que se constatava no cotidiano da cidade. Colocava-se, como única possibilidade viável, a necessidade de um novo arranjo urbano para a área da estação ferroviária, a linha férrea e o seu pátio de manobras. Enalteceu-se a grandiosidade do Projeto Ágora, o seu caráter espetacular e a sua importância para a cidade. A relação com a Capital Federal fez-se novamente presente e o discurso, publicado nos principais jornais da cidade, enfatizou o autor do projeto, Oscar Niemeyer, o “arquiteto que projetou a Capital Federal” (Jornal O Diário 11 jun. 1985 apud Grzecorczyc, 2000, p. 79-80).
O Projeto Ágora propunha um novo conceito urbano, arquitetônico e de ocupação para a área da estação ferroviária e para o seu pátio de manobras. O programa previa três superquadras e destinou a superquadra central para a área pública, mantendo a antiga estação rodoviária (ver figura 4).
O projeto foi revisto pela primeira vez em 1990. No final de 1992, inaugura-se, de forma bastante singular, o prolongamento das avenidas que cortam o antigo pátio de manobras da ferrovia, integrando a gleba de 206.600m2 à malha urbana (Dias, 1994). Houve, também, o aumento de oferta dos lotes, ao diminuir a largura da avenida longitudinal ao projeto, entre outras. Em 1993, as alterações foram ainda maiores, pois atenderam, ainda mais, às pressões do mercado imobiliário. Entre elas, observamos a diminuição do tamanho dos lotes (de 4.000 m2 para 700m2 a 1.100m2), com alteração do coeficiente de aproveitamento de 4,5 para 6,0, a transferência da rodoviária para outra área da cidade e, finalmente, a alteração do nome de “Projeto Ágora” para “Novo Centro” (Grzecorczyc, 2000).
Por fim, o que verificamos hoje, no Novo Centro de Maringá, é uma série de edifícios que pouco se diferenciam do restante da cidade. O espaço público, que inicialmente teve a alcunha de “Ágora”, hoje se reduz a uma praça inóspita e sem vida onde há apenas um elemento que nada contribui para uma efetiva referência para a cidade. O nome de Oscar Niemeyer foi incorporado ao discurso para as reformulações urbanas de Maringá. Os empreendimentos imobiliários se dão de forma cada vez mais acelerada. Aceita-se uma imagem urbana que se produz na imagem publicitária e ambas podem ser mudadas sistematicamente (ver figura 5).
O resultado do Projeto Ágora foi a retirada do pátio de manobras e da linha férrea da superfície, o prolongamento das avenidas Herval e Duque de Caxias e o loteamento das duas quadras para a venda ao mercado imobiliário. De área pública, o que restou do Projeto Ágora foi uma quadra central, sem nenhum tipo de uso e equipamentos. (Continua)
Acesse o artigo completo pelo link http://www.ub.edu/geocrit/-xcol/55.htm
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*(Natureza Urbana, São Paulo – SP, Arqs. Pedro Paes Lira / Manoela Muniz Machado e colaboradores) 



2019-03-08