quarta-feira, 26 de abril de 2023
quarta-feira, 19 de abril de 2023
Lambança olímpíca
https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2023/04/stf-julga-a-destruicao-de-uma-obra-de-r-1-bilhao-e-decide-o-destino-do-vlt.ghtml
A AGU pediu que o STF derrube liminar do ministro Dias Toffoli, que autorizou o governo estadual a abandonar as obras do VLT e construir o BRT. Pelo cronogrogama oficial, falta apenas 30% do trabalho para a conclusão do VLT. Mas, mesmo assim, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar os trilhos e construir, no mesmo trecho, o BRT.
2023-04-19
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Tarifa zero turbina o consumo das famílias
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy65e4qnjjpo
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| Montagem:Àbeiradourbanismo Clique para ampliar |
Ficou uma dúvida, que pesquisas futuras poderão esclarecer, a respeito da ideia bastante difundida entre adeptos - como eu mesmo - da recuperação da renda do solo para fins de financiamento urbano, de que toda redução de gastos com transporte público no orçamento do trabalhador será necessariamente anulada pelo aumento dos alugueis.
“A análise de Wingo [custos constantes de localização, 1961] mantém a hipótese de complementaridade entre os gastos de aluguel e os custos de transporte apresentados mais de três décadas antes por R. M. Haig, que, por sua vez, formulou um paralelo urbano ao modelo agrícola de Von Thunen [1826]”. [1]
Em seu livro Mercado e Ordem Urbana, de 2001, Abramo se refere à hipótese de Wingo em termos ainda mais diretos:
(..) segundo suas próprias palavras, “a renda de localização desempenha um papel de igualação dos rendimentos líquidos entre todos os membros da força de trabalho” (..) [Abramo p. 97] [2]
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| Fonte: Abramo |
A premissa de Christaller me sugere que a interessantíssima hipótese do custo constante de localização é limitada, como qualquer modelo, por suas premissas simplificadoras: a igualação dos rendimentos líquidos da força de trabalho por força dos gastos combinados de transporte e aluguel supõe um padrão de consumo constante, em uma sociedade estática e igualitária a que, em outra ocasião, dei o nome de Isópolis. [4]"(..) um consumidor que tenha de se deslocar a um lugar central para adquirir um bem terá menos dinheiro disponível do que um que viva no próprio lugar central, porque tem de pagar o custo do transporte. Ficará, assim, sujeito a comprar menos. Este efeito de fricção da distancia, causado pelo custo do transporte (pressuposto 1) provoca o decréscimo da procura com a distância ao lugar central."
Ora, nas comunidades urbanas capitalistas em expansão, com economia - crises à parte - em crescimento, barateamento relativo dos bens de consumo, aumento do poder de compra dos salários e crescente diferenciação dos rendimentos dos trabalho, a renda extraída pelos proprietários do solo-localização nunca poderá, até porque lhes falta o dom da onisciência, zerar o saldo de consumo (aquele que excede as necessidades básicas de reprodução) da totalidade das famílias, tampouco o lucro econômico (aquele que excede o lucro médio) da totalidade das firmas.
Ao passo que os residentes buscam, pela via da proximidade aos estabelecimentos principais, minimizar seu custo individual de deslocamento, os varejistas de bens e serviços buscam, por meio da aglomeração no centro da rede, capturar a maior parte possível da economia coletiva em custos de deslocamento - disputando-a aos proprietários do solo, que a exigem como renda de aluguel - para convertê-la em consumo das famílias, consequentemente em lucro comercial. O lucro comercial excedente assim gerado tenderá, por sua vez, a ser convertido em renda de aluguel econômica e espacialmente concentrada. (..) A aglomeração central, vale dizer à menor distância agregada dos residentes, aparece, assim, ao comércio e serviços de varejo, como exigência incontornável da competição com a propriedade fundiária pela captura dos saldos de rendimento das famílias. [5] [Itálico PJ]
A hipótese acima enunciada sugere que a renda fundiária urbana pode ter tido, nas etapas iniciais da formação capitalista, um papel acelerador da acumulação de capital, de duas maneiras:
(1) exacerbando a formação das economias urbanas de aglomeração que classifico como “primárias”, resultantes da máxima aproximação espacial entre compradores e vendedores de mercadorias, serviços e força de trabalho alocada nos negócios centrais:
(a) maior disponibilidade de rendimentos do trabalho para gastos de consumo,
(b) vendas acrescidas e mais rápidas com menos custo de força de trabalho, portanto lucros maiores e mais rápidos para o comércio, serviços e indústria em geral;
(2) servindo de “aspirador” de excedentes de rendimento das famílias, e de lucros dos negócios centralmente localizados, a serem logo reintegrados, pelos bancos, no circuito da reprodução do capital.
***
"É uma questão muito maior do que a de mobilidade. Existe a questão social, a de geração de recursos, porque na hora que eu implantei a tarifa zero, aumentou o gasto no comércio, a arrecadação de ICMS, de ISS"
"Em 2022, foram R$ 160 milhões que as famílias deixaram de gastar com transporte, o que é injetado diretamente na economia da cidade"
https://www2.ufjf.br/nugea//files/2014/09/Bradford-e-Kent_Teoria-dos-lugares-centrais-1.pdf
https://abeiradourbanismo.blogspot.com/2010/10/centralidad-espacio-urbano-y-renta-del.html
quarta-feira, 5 de abril de 2023
Socialismo de rendas: contas a pagar
https://www.publico.pt/2023/04/01/fotogaleria/manif-porto-410021




