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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Aluguel: o mais barato é o mais caro

G1 Globo 14-09-2025, por Raoni Alves
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/09/14/familias-de-baixa-renda-no-rj-comprometem-ate-65percent-do-orcamento-com-aluguel-aponta-estudo.ghtml

Famílias de baixa renda no RJ comprometem até 65% do orçamento com aluguel, aponta estudo

Levantamento encomendado pela plataforma de locação de imóveis QuintoAndar mostra que o peso do aluguel sobre a renda é maior no Rio de Janeiro do que na média nacional, especialmente entre os mais pobres (..)  [chegando a] a 65% da renda mensal familiar para quem ganha até R$ 1,9 mil.
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Morador da Rocinha, na Zona Sul do Rio, o entregador Lucas de Souza, de 25 anos, mora com a avó aposentada. Juntos, os dois recebem cerca de R$ 3,1 mil por mês e gastam R$ 900 com aluguel de um pequeno apartamento de dois cômodos. O valor representa 29% da renda familiar, o que deixa pouco espaço para despesas básicas como alimentação, transporte e contas de luz e água.

Na Zona Norte, o comerciante Carlos Henrique Almeida, 35 anos, divide um apartamento com a esposa em Vila Isabel. O casal tem renda conjunta de R$ 7,2 mil, mas paga R$ 2 mil de aluguel, o equivalente a 28% dos rendimentos da casa. (..)


*

Não consegui, até agora, localizar o relatório dessa pesquisa, nem no QuintoAndar nem no CEDEPLAR.

À beira do urbanismo c/ dados Cedeplar
Não surpreende, porém, que as despesas com aluguel sejam tanto mais elevadas relativamente aos rendimentos das famílias quanto menores são os rendimentos, uma vez que os alugueis não se regulam pelo rendimento das famílias, mas pelas taxas de retorno dos investimentos de capital, que aqui consiste em benfeitoria + propriedade do solo.

Aluguel equivalente a 44% de 1 salário mínimo é o que se pagaria, por hipótese, por uma casa no valor de R$100.000,00 - encontrável aos milhares nas periferias metropolitanas brasileiras - à taxa que remunera, no dia de hoje, a Caderneta de Poupança (0,5%+TR=0,67%):

R$100.000 * O,67% / R$1.518 = 44%

No caso, relatado na reportagem, da família residente na Rocinha, o aluguel (R$ 900,00) e seu peso (29%) sobre o ganho mensal (3,1 mil) correspondem ao rendimento de um capital de R$ 130 mil (compatível com os preços imobiliários naquela localização) [1] a uma taxa de 0,70%:

R$120.000 * 0,70% / R$3.100 = 29%

Um aluguel de R$ 2.000, correspondendo a 28% do rendimento familiar, se obtém do exemplo do casal de Vila Isabel, à taxa de 0,75%, considerando-se um apartamento de 2 quartos, sem garagem, no Boulevard 28 de Setembro, à venda no QuintoAndar pelo preço de R$ 270 mil:

R$270.000 *0,75% / R$7.200 = 28%
 
Contudo, há fatores cujos efeitos precisariam ser levados em conta nesta série, como a inclusão ou não do IPTU no preço do aluguel e o fato da moradia de aluguel ser compulsória e amplamente informal nas faixas de menor rendimento - favorecendo os proprietários tanto pela 
não incidência de IPTU quanto pela pressão da demanda. Por que outro motivo, senão o tamanho relativo da precariedade metropolitana, seria o RJ o campeão do aperto orçamentário da moradia em face de SP, MG e RS?

Aguardemos a divulgação do estudo.

2025-09-24

______
[1] "Não é possível fornecer o preço exato dos imóveis na Rocinha, pois as opções são muito variadas e dependem do imóvel, localização e características, mas é possível encontrar imóveis à venda a partir de cerca de R$ 130.000,00 (como visto no Facebook) ou R$ 230.000,00 (na Lopes) e casas para venda em comunidades como a Rocinha." [Google IA]

domingo, 5 de janeiro de 2025

O inferno (ou paraíso?) dos alugueis

Não tenho a pretensão de saber as causas desse grave problema. Mas para uma publicação da natureza, tamanho e prestígio da FT, a explicação apresentada é nada menos que risível: 

“(..) Rents have been rising sharply for the past two years as landlords passed on rising costs, amid a shortage of properties to rent and strong demand from tenants who could not afford higher mortgage payments. (..)”

Observando o gráfico abaixo, extraído da própria reportagem, a primeira pergunta que me ocorre é: o que é que Londres tem que as demais regiões não tem? Minha resposta: um imenso afluxo de estrangeiros endinheirados - a negócios, estudo, turismo - boa parte deles em caráter temporário. Uma bênção dos céus para as finanças do Reino, por sinal. O resto vem depois.

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2025-01-05

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Se a moda pega…

El País 11-12-2024
https://elpais.com/espana/catalunya/2024-12-11/el-sindicato-de-inquilinas-anuncia-las-dos-primeras-huelgas-de-alquiler-en-dos-edificios-en-cataluna.html
Vecinos de fincas de Salou y Sentmenat han comenzado o se disponen a dejar de pagar el alquiler a la propiedad y lo ingresarán en una cuenta común
Tres semanas después de [la masiva manifestación] que pidió en Barcelona una bajada del precio de los alquileres y que apuntaba a la convocatoria de una huelga de alquileres, el Sindicato de Inquilinas ha presentado este miércoles el caso de los dos primeros edificios de Cataluña que recurrirán a esta fórmula para mejorar la situación de sus inquilinos. Son dos inmuebles de Salou (Tarragona) y Sentmenat (Barcelona) que en origen eran [de protección, promovidos por la obra social de La Caixa y ahora gestionados por InmoCriteria], a quienes los inquilinos llevaron a los tribunales por supuestas cláusulas abusivas en sus contratos. En el caso de Salou, el edificio [acaba de ser comprado por la Generalitat. Los vecinos han comenzado o se disponen a protagonizar en marzo huelgas que consisten en dejar de pagar el alquiler a la propiedad, pero lo ingresarán en una cuenta común. El objetivo es presionar para mejorar sus condiciones. (..)"

2024-12-11

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Data venia


España necesita migrantes por el envejecimiento de la población. En la mayoría de los casos, su única opción es arrendar, pero tendrán dificultades para acceder a una vivienda asequible

Não seria mais correto dizer
"El reto migratorio se enfrenta al mercado de alquiler"?   
2023-07-19

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Associação Internacional da Moradia Social!

La Vanguardia 14-06-2023
https://www.lavanguardia.com/vivo/tendencias/20230614/9036916/agrupemonos-todos-pagamos-alquiler-asociaciones-vivienda-ganan-fuerza-mundo-perfilan-forma-contrapoder.html

Montagem: Àbeiradourbanismo
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Nada contra o Festival Internacional da Moradia Social (ISHF), realizado de 7 a 9 de junho último em Barcelona, que serve fundamentalmente para gerar um panorama atualizado da situação. 

Mas penso que um Festival, ainda que anual, é pouco para a gravidade e amplitude do problema e o estágio das mobilizações nacionais. Já é mais do que hora, quero crer, desses movimentos se unirem numa Associação, ou Federação, Internacional da Moradia Social.

Para ser franco, espanta-me que não exista na União Europeia, por razões que me parecem óbvias, um movimento unificado de moradia social. A propósito, não vejo ninguém mais apta/o do que Ada Colau, recém “liberada” da prefeitura de Barcelona, para liderar tal iniciativa.

E, apesar das imensas diferenças, diria o mesmo para a América Latina. Meu candidato a organizador seria, também por razões óbvias, Guilherme Boulos: não vejo contradição, muito ao contrário, com o exercício do mandato de Deputado Federal.

2023-06-14

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Socialismo de rendas: contas a pagar

Público 01-04-2023
https://www.publico.pt/2023/04/01/fotogaleria/manif-porto-410021


Milhares de pessoas por todo o país saíram à rua este sábado contra a crise nacional na habitação, com preços cada vez mais altos a obrigar muitos a abandonarem os centros urbanos. As cidades de Lisboa, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra e Braga encheram-se de cartazes a pedir o direito a viver, com dignidade, nas cidades. "Queremos casas para viver", "Ter casa é um direito, não um privilégio", e "Tanta gente sem casa, tantas casas sem gente" foram alguns dos slogans exibidos durante a tarde. O PÚBLICO preparou uma fotogaleria dos protestos no Porto e em Lisboa.
 

2023-04-05

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Aluguel e rendimento familiar: uma nota

Folha de S Paulo 09-06-2022
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/06/aluguel-compromete-38-da-renda-familiar-em-sp-diz-pesquisa.shtml


Não será a diferença de 11% o ágio, ou “imposto sobre a pobreza”, que as famílias de menor rendimento pagam à propriedade por não terem acesso ao financiamento imobiliário? 

A regra geral do mercado de alugueis residenciais parece ser a de que, quanto mais baratos os imóveis em termos nominais, mais caros em termos reais, isto é, mais pesam sobre o orçamento das famílias; não por acaso, a razão entre o valor médio do aluguel e o valor médio de compra-venda dos apartamentos de tamanho similar é sistematicamente maior nos bairros menos valorizados.

Fonte: Àbeiradourbanismo

E dado que “38% do rendimento mensal em aluguel” provavelmente não inclui condomínio e IPTU, que nas áreas formais são parte do pacote, é provável que o peso da moradia (de aluguel) sobre o orçamento das famílias de baixos rendimentos não seja inferior a 40%.

2022-06-22

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

A guerra pelos lugares centrais

El País Economía 06-12-2021, por José Luis Aranda
https://elpais.com/economia/2021-12-06/los-ricos-desalojan-a-los-pobres.html

Los alquileres destierran a los más débiles del centro de las ciudades

Puente de Vallecas, Madrid 
Imagem: Google Earth. Texto: El País. 
Este artigo nos obriga a refletir sobre o alcance da propalada 'migração em massa' de trabalhadores qualificados aderidos ao home-office para o 'interior', urbano ou rural, de seus respectivos países, na maioria dos casos cidades satélites e condomínios fechados na franja urbano-rural das próprias metrópoles.

A proliferação de microapartamentos e do coliving nas regiões pericêntricas das grandes cidades - do Brasil, Europa, Ásia e até dos EUA, onde a classe média ocupa e seguirá ocupando vastas extensões suburbanas - é um claro indício de que, no pós-pandemia, as cidades globais continuarão sendo as usinas propulsoras do crescimento econômico planetário, fonte da imensa maior parte dos empregos e cenários permanentes da guerra pelos lugares centrais, cujo resultado é empurrar os trabalhadores de menor qualificação e as famílias de mais baixos rendimentos para bairros progressivamente mais periféricos, onde, de maneira geral, a localização é menos conveniente e a urbanização menos satisfatória.  

2021-12-23

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

A renda da terra é o melhor negócio

Economist 28-08-2021 
Big British companies are entering the rental market
The build-to-rent sector is booming

(..) One reason for the boom, says Andrew Burrell of Capital Economics, a consultancy, is that retail and office properties are comparatively unappealing. Many investors wish to keep some capital in British real estate, but fear that shopping centres and high streets are in long-term decline, and that office rentals will be hit by the post-pandemic rise in working from home. Residential demand shifts mainly with demography and is less buffeted by the business cycle. People will still need somewhere to sleep, says Lawrence Bowles of Savills, a property firm: “You can’t digitalise a bed.” And in an era of low interest rates, steady rental income becomes more attractive. (..) 


2021-09-03

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Pode isso, Arnaldo?

R7 25-05-2021
https://noticias.r7.com/economia/alugueis-com-vencimento-em-junho-terao-reajuste-de-37-28052021


Aluguéis com vencimento em junho terão reajuste de 37%

Fonte: http://memoriasdoesporte.com.br/2020/09/11/arbitro-de-futebol-uma-profissao-nada-facil/

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de aluguel vigentes no Brasil, subiu 4,10% em maio, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (28) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A alta mensal corresponde a uma forte aceleração em relação ao avanço de 1,51% registrado em abril. Nos acumulado dos últimos 12 meses, o indicador teve crescimento de 37,04%, percentual que será usado para reajustar as locações com vencimento em junho. (..)





Sobre o reajuste dos alugueis com base no IGP-M, ver também neste blog: "Aluguel cambial"

2021-06-11

domingo, 3 de janeiro de 2021

Aluguel cambial

NSC Total 26-12-2020, por Pedro Machado
IGP-M: entenda por que a inflação do aluguel disparou em 2020

Montagem: àbeiradourbanismo
Imagens originais: Internet

(..) Coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), responsável pelo cálculo do IGP-M, André Braz, diz que esse distanciamento se deve principalmente ao câmbio. A maior parte do indicador (veja na tabela como é feito o cálculo) é composta por commoditties ligadas ao setor industrial, como minério de ferro, cobre e alumínio, e também do agronegócio, a exemplo de milho, soja e trigo. Com a desvalorização cambial, esses produtos, cotados em dólar, aumentaram muito de preço, pressionando o IGP-M para cima. A polêmica que existe nessa história é justamente a utilização de um índice aparentemente tão distante do setor imobiliário para aplicar reajustes nos contratos. Braz diz que nunca partiu da FGV a sugestão de que o IGP-M fosse o indexador do setor. (..)

2021-01-03

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Real estate: discutindo a relação

News.com.au 20-09-2020, por Jason Murphy 

Sydney, Melbourne, Brisbane rent prices plummeted amid pandemic, RBA reveals

Imagem: News.com.au
Montagem e texto: À beira do urbanismo
"(..) House prices are the flashy part of the housing market, but the Reserve Bank of Australia pays very close attention to rents.

Rents are the ticking heartbeat of our housing market because they determine how much investors will earn from their portfolios. They are especially worth watching in difficult times because even when the buying market slows down dramatically, people keep renting.


The RBA released a huge new piece of research on the rental market during the pandemic and it is essential reading. As the next graph shows, rents have turned negative in some of Australia’s biggest markets, and rents for units – i.e. mostly apartments – are suddenly in free fall. (..)

A willing renter is suddenly hard to find. Young hospitality workers have moved back in with mum and dad as their income dried up, overseas students are completely missing, and at the same time, the market has been flooded with thousands of Airbnb properties that would once have been full of tourists.

Around 40,000 properties that were on Airbnb in February had gone by May. And that’s just one of the many short-term rental websites in Australia. (..)" 

2020-11-06

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Imobiliárias vão às compras

InfoMoney 26-10-2020, por Mariana Fonseca As vendas de imóveis estão de volta. Mas quem está comprando?

Depois de uma queda na comercialização de casas e apartamentos entre o final de março e abril deste ano, as vendas começaram a se recuperar em maio. (..)
Montagem: À beira do urbanismo Imagens: Internet

Segundo o último levantamento divulgado pelo Fipe/Zap, que mostra o comportamento do setor imobiliário no segundo trimestre de 2020, a maioria continua comprando para moradia (58%). Mesmo assim, os investidores são parte bem relevante (42%). (..)

Os objetivos dos investidores permaneceram os mesmos ao longo dos anos estudados pelo Fipe/Zap: obter renda com aluguel (entre 60 e 63% dos entrevistados) e revender no futuro (entre 37% e 40% dos entrevistados). (..)

Além da valorização do imóvel, o vice-presidente do Secovi estima uma rentabilidade advinda de aluguel entre 0,3% a 0,6% ao mês. É um ganho interessante na comparação com a renda fixa atual. (..) 

2020-11-03

sábado, 31 de outubro de 2020

Geração inquilina

G1/Campo Grande – especial publicitário 05-10-2020, por Vista Empreendimentos Imob  
Aluguel como fonte de receita vem ganhando maior valor entre o investidor


Trago ao leitor este “especial publicitário” do G1/Campo Grande com um propósito assumidamente didático.

Ali se diz que “todas as análises mostram uma mudança global de comportamento do consumidor, principalmente para as novas gerações, mais interessadas em ter acesso ao imóvel e menos em propriedade”.

É um modo panglossiano de dizer que as novas gerações não têm acesso a empregos e salários que lhes permitam comprar residências, como tiveram seus pais.

Na dúvida, recomendo a leitura de algumas matérias jornalísticas recentes, de onde extraí as seguintes passagens:

“(..) young hospitality workers have moved back in with mum and dad as their income dried up.” (News.com.au: Sydney, Melbourne, Brisbane rent prices plummeted amid pandemic, RBA reveals) [1]

“Las dificultades económicas de estos colectivos [jóvenes, inmigrantes y trabajadores temporales] para incrementar sus ingresos y después aceder a uma hipoteca ha incidido en el aumento de la demanda de vivienda en alquiler.” (El País: El mercado del alquiler, ¿cómo ha cambiado con la pandemia?) [2]

“(..) nearly two-thirds of childless single adults aged 20-34 in the UK have either never left or have moved back into the family home because of a combination of a precarious job market and low wages, sky-high private sector rents and life shocks such as relationship breakups”. (The Guardian: 'Boomerang' trend of young adults living with parents is rising – study) [3]

U
ma análise sistêmica desse fenômeno pode ser encontrada em Ryan-Collins, Lloyd and Macfarlane 2017, Rethinking the Economics of Land and Housing, Zed Books, Edição do Kindle, 6.4 “The role of land and economic rent in increasing inequality”, especialmente a seção “Intergenerational dynamics”.

2020-10-31
___
[1] https://www.news.com.au/finance/economy/australian-economy/sydney-melbourne-brisbane-rent-prices-plummeted-amid-pandemic-rba-reveals/news-story/4218976ed9a53481c82cd7ee85b16786#.okqwu

[2]https://elpais.com/economia/estar-donde-estes/2020-10-29/el-mercado-del-alquiler-como-ha-cambiado-con-la-pandemia.html

[3] https://www.theguardian.com/society/2020/oct/18/boomerang-trend-of-young-adults-living-with-parents-is-rising-study

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Percalços do rentismo socialista (2)

Público 21-10-2019, por Luísa Pinto

Rendas levam metade do rendimento das famílias na Grande Lisboa

A explosão de preços nas grandes cidades significa que o rendimento das famílias é inundado pelo esforço com o custo da habitação, que chega a taxas de 58% para comprar e de 67% para arrendar, na cidade de Lisboa. Ou de 46% na Área Metropolitana. Uma tendência que agrava os riscos de segregação habitacional.


O patamar dos 35% que é recomendado internacionalmente como limite máximo da taxa de esforço a que devem ser submetidas as famílias para pagarem a sua habitação é largamente ultrapassado, no caso do mercado de arrendamento, em 11 dos 18 concelhos que compõem a Área Metropolitana de Lisboa (AML). (..) 

2019-10-30


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Até na Califórnia

NY Times 11-09-2019, por Conor Dougherty e Luis Ferré-Sadurní

California Approves Statewide Rent Control to Ease Housing Crisis
Foto: Richard Vogel, AP / USA Today


California lawmakers approved a statewide rent cap on Wednesday covering millions of tenants, the biggest step yet in a surge of initiatives to address an affordable-housing crunch nationwide.

The bill limits annual rent increases to 5 percent after inflation and offers new barriers to eviction, providing a bit of housing security in a state with the nation’s highest housing prices and a swelling homeless population.

(..) The measure, affecting an estimated eight million residents of rental homes and apartments, was heavily pushed by tenants’ groups. In an indication of how dire housing problems have become, it also garnered the support of the California Business Roundtable, representing leading employers, and was unopposed by the state’s biggest landlords’ group. (..) 

2019-09-16


sábado, 14 de setembro de 2019

Espanha: concentração da propriedade imobiliária urbana

El País / Vivienda 02-09-2019, por José Luis Aranda
https://elpais.com/economia/2019/09/01/actualidad/1567338637_542150.html

Las empresas cotizadas que alquilan vivienda tienen más de 42.000 pisos

Las socimis han incrementado sus activos un 57% en tan solo un año

Fonte: Belén Trincado / Cinco Días / El País
https://cincodias.elpais.com/cincodias/2019/08/28/companias/1567012097_761629.html
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Las sociedades cotizadas de inversión inmobiliaria (socimis) que se dedican al alquiler de vivienda controlan una parte cada vez mayor del mercado. Según el último informe sobre el sector, presentado a principios de verano por la consultora JLL y Bolsas y Mercados Españoles (BME), las cotizadas del ladrillo incrementaron el año pasado un 57% sus activos. Así, acumularon casas por valor de 7.284 millones de euros. Entre todas suman más de 42.000 pisos, sin contar con el patrimonio de las socimis mixtas, es decir, las que además de viviendas arriendan también otro tipo de inmuebles como hoteles u oficinas. (..) 

El dominio mayoritario de pequeños propietarios en el mercado inmobiliario es fuente de controversia sobre las causas que han encarecido el alquiler en los últimos años. Los grandes dueños de viviendas lo atribuyen al efecto rebote, tras una abrupta caída de precios con la crisis. También recuerdan que, según los cálculos del sector, sus viviendas solo suponen entre un 3% o un 4% del parque. “La capacidad de influir en el mercado es muy pequeña”, señala Alberto Segurado, de la consultora JLL.Sin embargo, un reciente informe del Banco de España cuestionó la base de ese planteamiento al asegurar que el parque de viviendas a nombre de empresas ronda el 10% y “su presencia en las grandes ciudades es más relevante”. (..)

2019-09-14

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Na Espanha, morar de aluguel é uma tourada

El País 04-09-2019, por Pilar Calleja

Alquiler, ¿nueva burbuja inmobiliaria?

Buscar un piso se ha convertido en una ardua tarea en los últimos años, sobre todo, en las grandes ciudades. Pero, ¿por qué?

(..) Según el mencionado informe del Banco de España, muchas han sido las razones que han desembocado en un aumento de la demanda de pisos en alquiler y por ende en la subida de los precios. Entre ellos, destacan motivos económicos como la precariedad laboral, la dificultad para la concesión de hipotecas o la concentración de la actividad económica en determinadas zonas de España (sobre todo en las grandes ciudades), donde el mercado del alquiler es escaso.

Para Toribio se suman otras razones como "los salarios bajos de los más jóvenes que les impide acceder a la compra de una vivienda y la falta de alquiler social". Un aspecto, este último, que registró una bajada de 3,5% en 2005 a 2,7% en 2018, según Eurostat. (..) 
Fonte:  Preço da Habitação na Espanha 1T2017-2T2018 Mitula Group/Magnet.

2019-09-10

Leia também
“Dos mapas para entender la indignación de los españoles con el precio del alquiler”. 
Magnet 18-12-2018 por Esther Miguel Trula
https://magnet.xataka.com/preguntas-no-tan-frecuentes/dos-mapas-para-entender-indignacion-espanoles-precio-alquiler





quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Aluguel sem teto multiplica os sem-teto

Terra 26-08-2019, por RC/rtr/afp/dpa

Berlim avalia impor teto aos aluguéis

Berlinenses sem-teto
Imagem: http://mymolo.de/en/2017/11/05/homeless-berlin/
Para conter explosão de aluguéis, (..) Berlim avalia a possibilidade de impor um teto para os valores dos aluguéis na cidade. A secretária estadual de Planejamento Urbano, Katrin Lompscher, planeja limitar a 7,97 euros por metro quadrado (cerca de 36,51 reais) o preço cobrado na locação de imóveis construídos até 2013.
(..) A possível aprovação da proposta gerou preocupação no setor imobiliário. Desde então, as ações das empresas do setor imobiliário vêm sofrendo os efeitos no mercado de valores.

Com mais de 115 mil apartamentos em Berlim, a empresa Deutsche Wohnen se tornou o maior proprietário de imóveis no país, seguido da Vonovia, que possui 42 mil unidades. Desde junho, as ações da Deutsche Wohnung perderam um terço do valor e as da imobiliária Ado Proprieties apresentaram perdas de 30%. A Vonovia confirmou a redução de 10% em suas metas para 2019.

(..) Apesar dos aluguéis ainda serem mais baratos do que em Londres ou Paris, Berlim tem taxas de desemprego e pobreza relativamente mais altas, além de uma média salarial baixa, o que dificulta para muitos encontrar uma moradia pagável.
A Alemanha precisa construir pelo menos 350 mil novas residências por ano para suprir a escassez de moradia, que atinge principalmente grandes centros urbanos como Berlim, Hamburgo, Munique e Frankfurt.
2019-08-27


sexta-feira, 19 de julho de 2019

A classe média vislumbra o precariado

El País 18-07-2019, por María Sosa Troya

Los menores de 30 deben pagar más del 90% de su sueldo para poder alquilar una vivienda solos

Imagem: Internet
La vida de los jóvenes españoles está en pausa. Pasan las crisis pero sus proyectos emancipatorios no remontan porque sus salarios no dan para ello. Pero esta pescadilla que se muerde la cola, el círculo vicioso entre la precariedad y el elevado precio de las viviendas, mantiene en casa al 81% de los jóvenes entre 16 y 29 años. Solo el 19% restante se pueda independizar, y esta es la cifra más baja desde 2002, según el Observatorio de Emancipación correspondiente al segundo semestre de 2018, presentado este jueves por el Consejo de la Juventud, un espacio de participación juvenil que agrupa a medio millón de jóvenes. Hace 10 años, en plena tormenta económica, la cifra llegó a ser del 26%.

Considerando el sueldo medio de este grupo de edad (unos 940 euros al mes), en el informe se estima que para afrontar el coste de una vivienda en solitario, incluyendo el alquiler y los gastos, los jóvenes que quieran mudarse a vivir solos deberían aportar el 91,2% de su sueldo. Hace 10 años, el porcentaje era del 57,4%. Lo equilibrado es el 30%.
Eso es lo que le gustaría pagar a Ismael González, administrativo en una empresa en Madrid. "Vivo con mis padres porque no puedo permitirme hacerlo solo. Tengo un contrato temporal por el que cobro 1.100 euros y por menos de 700 no veo nada decente", explica este chico, de 21 años. (..)
 
2019-07-19