quinta-feira, 25 de julho de 2019

Sistema público de transporte urbano: mais simples, ágil, eficiente e barato.

Deu no G1
24-07-2019, por G1 Rio
Interventor do BRT aponta em relatório final que 13 estações não deveriam ter sido construídas
Foto: Pedro Zuazo / Extra 14-04-2015

BRT em crise. VLT em crise. As mais recentes etapas da privatização dos transportes do Rio de Janeiro, levadas a cabo sob a cobertura generosa dos Jogos Olímpicos e do Porto Maravilha, são a culminação de um sistema caótico, feito de pedaços independentes que tornam mais caro para o usuário viajar e para a economia pública construir e administrar.

Ganharam as empreiteiras, as concessionárias, as financiadoras e, muito provavelmente, os "intermediários". Perderam os cidadãos em geral e, muito especialmente, os que dependem do sistema de transporte público para trabalhar.

Sistemas 100% públicos não estão, obviamente, isentos de todo tipo de defeitos. Mas as responsabilidades são muito mais nítidas e as soluções - a começar dos subsídios para quem precisa - potenciamente mais transparentes e acessíveis aos cidadãos. 

Sem falar que a integração do sistema - física, operacional e tarifária, como aprendemos desde cedo na escola - passa a ser a pedra de toque de todo o processo de modernização e expansão.



Leia também neste blog


“O planejamento olímpico e a revolução dos transportes”. À beira do urbanismo 14-04-2012, por Pedro Jorgensen Jr
http://abeiradourbanismo.blogspot.com/2012/04/o-laboratorio-de-planejamento-urbano-do.html


Outras matérias

“Crivella diz que prefere pagar multa a arcar com baixa demanda do VLT”. O Dia 06-07-2019, por Redação

“Crivella anuncia intervenção no BRT e reajuste de tarifas de ônibus”. Agência Brasil 29-01-2019, por Dougles Corrêa

“Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado”. Extra online 14-04-2015, por Pedro Zuazo



2019-07-25


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Porto Maravilha: sinal de vida?

Deu no Diário do Rio
15-07-2019, por Felipe Lucena

Grupo paulista compra Fábrica do Moinho Fluminense
Imagem: Internet
A Fábrica do Moinho Fluminense foi vendida ao grupo paulista Autonomy Investimentos & Affiliates. Os valores ainda são desconhecidos. O imóvel, uma autentica fábrica inglesa, é tombado e teve seu alvará dado pela princesa Isabel. São 27 mil m² e fica na Rua Sacadura Cabral, Centro do Rio.
A Fábrica pertencia à Bunge Alimentos e em 2014 chegou a ter negociações com a Vinci Partners, que faria lá um dos maiores complexos de escritórios e lojas do Porto. O objetivo era ter shopping e até um hotel em um dos silos. Até hoje era um dos imóveis mais cobiçados do Centro do Rio.
Imagem: Internet
(..) A Moinho Fluminense foi a primeira fábrica de moagem de trigo do Brasil. Inaugurado em 1887, o prédio faz parte da história da nossa cidade e do nosso país. Além de ser fundamental para o comércio nacional, a Fábrica tem suas memórias marcadas por importantes fatos históricos.
O imóvel, em 1893, serviu de esconderijo para Ruy Barbosa – então ministro da Fazenda. O episódio se deu por conta da ira de alguns marinheiros que aderiram à Revolta da Armada, contra o governo do presidente Floriano Peixoto.


2019-07-22


sábado, 20 de julho de 2019

Cobertor curto


Deu no UOL Notícias
17-07-2019, por Circe Bonatelli / Estadão Conteúdo

Secovi-SP critica saques do FGTS e cobra regras claras para empreendedores 

A decisão do governo federal de liberar o saque de parte das contas ativas do FGTS, o que deverá movimentar R$ 42 bilhões, foi criticada pelo presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), que vê uma quebra na segurança para investimento.
(..) O temor do presidente do Secovi-SP diz respeito a uma possível falta de liquidez do FGTS, que é a principal fonte de recursos para financiar a compra e a construção de imóveis dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O programa tem sido o motor do mercado imobiliário nos últimos anos.
Jafet observa que os recursos do FGTS também são amplamente usados para se dar a entrada na compra da casa própria, em todos os segmentos de mercado, incluindo pessoas de média e alta renda. Portanto, há receio de que possa haver uma redução da liquidez do mercado imobiliário como um todo. (Continua)

2019-07-20


sexta-feira, 19 de julho de 2019

A classe média vislumbra o precariado


Deu no El País
18-07-2019, por María Sosa Troya

Los menores de 30 deben pagar más del 90% de su sueldo para poder alquilar una vivienda solos
Imagem: Internet
La vida de los jóvenes españoles está en pausa. Pasan las crisis pero sus proyectos emancipatorios no remontan porque sus salarios no dan para ello. Pero esta pescadilla que se muerde la cola, el círculo vicioso entre la precariedad y el elevado precio de las viviendas, mantiene en casa al 81% de los jóvenes entre 16 y 29 años. Solo el 19% restante se pueda independizar, y esta es la cifra más baja desde 2002, según el Observatorio de Emancipación correspondiente al segundo semestre de 2018, presentado este jueves por el Consejo de la Juventud, un espacio de participación juvenil que agrupa a medio millón de jóvenes. Hace 10 años, en plena tormenta económica, la cifra llegó a ser del 26%.
Considerando el sueldo medio de este grupo de edad (unos 940 euros al mes), en el informe se estima que para afrontar el coste de una vivienda en solitario, incluyendo el alquiler y los gastos, los jóvenes que quieran mudarse a vivir solos deberían aportar el 91,2% de su sueldo. Hace 10 años, el porcentaje era del 57,4%. Lo equilibrado es el 30%.
Eso es lo que le gustaría pagar a Ismael González, administrativo en una empresa en Madrid. "Vivo con mis padres porque no puedo permitirme hacerlo solo. Tengo un contrato temporal por el que cobro 1.100 euros y por menos de 700 no veo nada decente", explica este chico, de 21 años. (Continua)

2019-07-19


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Financeland

Deu no The Guardian
08-07-2019, por Oliver Wainwright

'The next era of human progress': what lies behind the global new cities epidemic? 
Fonte: à beira do urbanismo set 2014
(..) The escapist urge to build cities from scratch is nothing new. At the turn of the 19th century, the Garden City Movement saw a generation of bucolic communities planned in reaction to the grime and overcrowding of rapidly industrialising cities, driven by a powerful campaign for social reform. Half a century later, the New Town movement developed these ideas, promising a brave new world of modern, self-sufficient municipalities rising from the ruins of the second world war, and focused on building an inclusive, democratic society.
Now, in the first decades of a new millennium, a surge in global population growth and a sense of impending environmental armageddon have spurred an epidemic of planned cities of a very different kind. This time they are being conceived by private multinational corporations as gilt-edged gated communities and tax-exempt free-trade hubs, each branded as the ultimate techno-eco-utopia. (Continua)
2019-07-17


sábado, 13 de julho de 2019

Onde moram os donos do mundo

Deu no The Savills Blog 
12-07-2019, por Sean Hyett 
https://www.savills.co.uk/blog/article/283491/residential-property/global-billionaires--a-world-city-love-affair.aspx
Global billionaires: a world city love affair
Billionaires play an active role in global property markets, either through investments or the search for their own private, ultra-prime residences.
But who are these wealthiest of buyers? Where do they come from, what are they looking for and where do they most want to live?Using data from Forbes, we take a look at the average profile of a global billionaire in order to better understand their property needs.
(..) As the predominant financial and business hub in the US, it is unsurprising that New York is the city home to the most billionaires globally, with 85 in total. This is followed by Hong Kong (79), Moscow (71), Beijing (61) and London (55).
(..) According to Forbes, this year the combined worth of billionaires was US$8.7 trillion, down from $9.1 trillion in 2018. Over half (52 per cent) who made the list last year saw their individual wealth decline, compared with 34 per cent who saw an increase and 14 per cent whose wealth did not change.
The fall reflects the current economic uncertainty and volatile financial markets around the world which have also slowed ultra-prime residential price growth.
In the year to December 2018, the 17 cities in Savills World Cities Prime Residential Index saw combined growth of just 2.5 per cent for ultra-prime property, the lowest since the global financial crisis.
2019-07-16

domingo, 7 de julho de 2019

Onde foi que eu errei?

Deu n'O Dia
06-07-2019, por O Dia
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2019/07/5661016-crivella-diz-que-prefere-pagar-multa-a-arcar-com-baixa-demanda-do-vlt.html

Crivella diz que prefere pagar multa a arcar com baixa demanda do VLT

O prefeito do Rio voltou a falar, nesta sexta-feira, sobre um novo processo de licitação para o funcionamento do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo Crivella, o município não pode arcar com as despesas do transporte público, que atualmente tem menos passageiros do que comporta.

"Ainda que a gente tenha que pagar multa, será mais vantajoso para o município. Só não podemos pagar 220 mil passagens por dia, porque não temos esta demanda", comenta, o prefeito Crivella.
(..) Também na sexta-feira, a Prefeitura do Rio mencionou um possível interesse da gestão CCR em adquirir a gestão do modal, que hoje tem um déficit médio de passageiros de 180 mil usuários.
 

E assim ficamos sabendo, embora não seja novidade desde 2015*, que o governo Eduardo Paes, acobertado pelos Jogos Olímpicos, o Porto Maravilha e seus respectivos patrocinadores, instalou no Centro da cidade, sob regime de concessão, um meio de transporte em que a municipalidade garante receita mínima correspondente a 200 mil passageiros/dia - mas não alcança hoje 20% desse total. E não se computam aqui o custo de implantação e o gasto com os batedores que a Prefeitura é obrigada a mandar à rua para evitar atropelamentos e colisões.

Pergunta-se: o que é que 200 mil passageiros/dia vão fazer em VLTs que vão da Rodoviária ao Santos Dumont e da Praça XV à Central, mas não têm integração tarifária com o metrô, o trem e as barcas e mal se comunicam fisicamente com esses e com os próprios ônibus interurbanos e aviões?