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domingo, 12 de maio de 2024

Metrô privatizado é prejuízo para a sociedade!

TAB Uol 09-05-2024
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2024/05/09/metro-e-cptm-perderam-86-de-repasses-do-bilhete-unico-apos-privatizacoes.htm

Após privatizações, repasse do Bilhete Único para Metrô e CPTM caiu 86%. As concessionárias têm prioridade na hora de sacar os R$ 7 bilhões arrecadados com o Bilhete Único. Metrô e CPTM vêm por último e ficam, literalmente, com as sobras. Em 2022, conforme o uol revelou, ViaQuatro e ViaMobilidade, empresas do grupo CCR receberam juntas R$ 2 bilhões para transportar cerca de 500 milhões de passageiros. Metrô e CPTM carregaram mais que o dobro (1,23 bilhão de passageiros), mas ficaram só com R$ 460 milhões no período. (Resumo Blog do Noblat)
2024-05-12

Leia, neste blog: "Transmilenio, quem vai pagar a conta?"
https://abeiradourbanismo.blogspot.com/2022/01/transmilenio-quem-vai-pagar-conta.html

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Falta de iniciativa

O Globo online 26-01-2021, por Carolina Nalin 

BNDES firma contrato para conceder Jalapão, Ibitipoca e outros 24 parques naturais à iniciativa privada 

A iniciativa privada cada vez mais adepta de negócios que não demandam iniciativa alguma!
2021-01-26

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Privatizem-se as responsabilidades!

Informe diário ADEMI-RJ 06-07-2020 

Marco do Saneamento: Sozinho não vai

(..) O planejamento urbano e territorial é uma tarefa de Estado que precisamos construir tanto para rompermos o ciclo de pibinhos pífios que nos assolam há tempos como para reduzir a desigualdade intraurbana, que a pandemia escancarou. Até aqui os governos têm ouvidos moucos para o tema urbano. Ignoram o enorme potencial que o investimento em cidades significa para a economia e para o desenvolvimento social.

Talvez as novas empresas de saneamento possam compreender que o sucesso de seu desempenho depende da inserção do setor no âmbito da cidade complexa, a ser planejada e ser tratada. E possam ajudar na mudança de rumo. Sem coordenação de políticas, o esforço será frustrado. Sozinho, não vai. O Brasil não precisa de outras décadas de abandono da cidade. Precisa qualificá-las para alcançar o desenvolvimento. (O Estado de S Paulo / coluna Opinião)


Ainda não há cadáver, mas o Estadão já está cuidando do álibi. Se fracassar a meta da privatização do saneamento - 90% de cobertura até 2033 -, a responsabilidade terá sido uma vez mais do próprio Estado, que não planejou as cidades tão sábia e eficientemente como fazem os empresários com seus negócios.

Por que, então, não entregar de uma vez os próprios governos à iniciativa privada, mediante licitações insuspeitas a cargo de consultorias de arbitragem?

De duas uma: ou daria certo, e ingressaríamos numa nova Golden Era de prosperidade privatista, ou daria errado e teríamos de concluir que já não há álibi possível: os robôs teriam, de acordo com as Leis de Asimov, de demitir o patronato e instaurar o governo planetário dos computadores quânticos.

Para bem da civilização.

2020-07-29

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Bens públicos, negócios privados: UFRJ

O Globo 25-11-2019, por Luiz Ernesto Magalhães


Projeto prevê construções de até 20 andares no campus Praia Vermelha da UFRJ
A prefeitura está às voltas com mais uma polêmica. Agora, a Secretaria municipal de Urbanismo (SMU) quer autorizar a construção de prédios que podem chegar a até 20 andares em alguns trechos do campus Praia Vermelha da UFRJ, em Botafogo. Se o plano aproveitar integralmente os espaços livres, o entorno da Avenida Venceslau Brás (principal eixo de ligação entre Copacabana e o Aterro), onde se encontra o esqueleto do que foi o tradicional Canecão, poderia ganhar até mil novos apartamentos. A proposta do município atendeu a um pedido da UFRJ, que alega a necessidade de aproveitar o patrimônio imobiliário para melhorar a infraestrutura oferecida aos alunos da universidade.
*

"Em tempos de economia estagnada e rápida concentração da renda familiar, a sina de toda e qualquer terra urbana bem localizada é se tornar alvo de empreendimentos cujos produtos e serviços apelem aos que consintam em pagar, por aquela vantagem, uma parte de seu cobiçado excedente orçamentário.

O fato de um imóvel bem situado estar construído sobre, ou ser ele próprio, terra pública é quase irrelevante: caçadores de oportunidades especulativas sempre podem justificar a iniciativa como 'parceria público-privada visando a manutenção e melhoria do equipamento'. Dependendo do tamanho do negócio, a parceria pode implicar um simples 'patrocínio' ou reivindicar um prospecto socialmente grandioso, como 'legado olímpico'". [*] 

2019-11-28
__
[*] "Bens públicos, negócios privados: Jd de Alah”, À beira do urbanismo 10-08-2019
http://abeiradourbanismo.blogspot.com/2019/08/animal-sensivel.html


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Bens públicos, negócios privados

UOL Economia 07-03-2019, por Juliana Elias

Reestatização cresce porque empresa privada tem serviço ruim, diz instituto
"A nossa base de dados mostra que as reestatizações são uma tendência e estão crescendo", disse a geógrafa Lavinia Steinfort, coordenadora de projetos do TNI (Transnational Institute), centro de estudos em democracia e sustentabilidade baseado na Holanda. O TNI mapeou serviços privatizados que foram devolvidos ao controle público em todo o mundo entre os anos de 2000 e 2017. São casos de concessões não renovadas, contratos rompidos ou empresas compradas de volta, em sua grande maioria de serviços essenciais como distribuição de água, energia, transporte público e coleta de lixo. 

Nas contas da entidade, foram ao menos 835 remunicipalizações (quando os serviços são originalmente da prefeitura) e 49 nacionalizações (ligadas ao governo central), em um total de 884 processos, movidas geralmente por reclamações de preços altos e serviços ruins. E a tendência é acelerada: mais de 80% dos casos aconteceram de 2009 em diante. O movimento é especialmente forte na Europa, onde só Alemanha e França já desfizeram 500 concessões e privatizações do gênero. Os episódios, porém, se repetem por todo o mundo e estão espalhados por países tão diversos quanto Canadá, Índia, Estados Unidos, Argentina, Moçambique e Japão.
(..) 

P: Quais são as principais reclamações e problemas que surgiram nessas privatizações que acabaram desfeitas?
R: Quando um serviço público é vendido ou concedido para o setor privado, a empresa prioriza o lucro de curto prazo. O resultado são aumentos expressivos, que tornam os serviços inacessíveis para as famílias mais pobres, além de falta de investimentos em infraestrutura, deterioração das condições de trabalho e custos mais altos para as autoridades locais, que, muitas vezes, têm que complementar os gastos quando a companhia privada falha na entrega. (..)

P: Reestatizar não é um processo que pode gerar conflitos, já que em muitos casos mexe, por exemplo, com quebra de contrato?
R: Muitos casos acabam em processos e em custos pesados para as cidades. Ao menos 20 das remunicipalizações que rastreamos acabaram em um processo de arbitragem internacional. 
(..)

Leia também

“Enquanto Rio privatiza, por que Paris, Berlim e outras 265 cidades reestatizaram saneamento?” BBC Brasil 23-06-2017, por Júlia Dias Carneiro

“Privatizar é ideal? 884 serviços caros e ruins foram reestatizados no mundo”. UOL Economia 07-03-2019, por Juliana Elias
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/07/tni-884-reestatizacoes-mundo.htm 

2019-05-02

sexta-feira, 15 de março de 2019

Bens públicos, negócios privados

G1 São Paulo 11-03-2019, por Léo Arcoverde e Tahiane Stochero 
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/03/11/construtora-investigada-na-lava-jato-vence-concessao-do-parque-ibirapuera-por-r-70-milhoes-em-sp.ghtml

Tombado pelo Conselho Municipal
de Preservação do Patrimônio Histórico, 
Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo 
e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio 
Historico, Arqueológico, Artístico e Turístico 
do Estado de São Paulo, o Parque do Ibirapuera, 
fundado em 1954, tem 158 ha e recebe 
anualmente cerca de 14 milhões de visitantes.

Construtora investigada na Lava Jato vence concessão do Parque Ibirapuera por R$ 70 milhões

Construcap terá por 35 anos direito de concessão, que inclui mais 5 parques. Vencedora terá que aceitar acordo feito pela Prefeitura com MP que prevê investimentos e plano diretor.

A construtora Construcap foi considerada vencedora da licitação para concessão do Parque Ibirapuera, localizado na Zona Sul de São Paulo. A empresa apresentou uma proposta de R$ 70,5 milhões pela concessão, que vale por um período de 35 anos.
A abertura dos envelopes de propostas para a concessão do Ibirapuera ocorreu na manhã desta segunda-feira (11). A vencedora levou a responsabilidade pela gestão, operação e manutenção de seis parques, ao todo: Ibirapuera, Jacintho Alberto, Tenente Faria Lima, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado.

No Ibirapuera, a empresa vencedora poderá lucrar com a reativação do restaurante que fica sob a área da marquise, com o estacionamento e o aluguel de espaços para eventos – como a OCA, por exemplo.

2019-03-15

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Bens públicos, negócios privados

Boletim ADEMI / Extra 20-08-2018, por Berenice Seara 

Prefeitura vai privatizar iluminação

Montagem: à beira do urbanismo
Imagens originais: Internet
Reviravolta na RioLuz: em vez de Parceria Público Privada, a companhia fará uma licitação para escolher que empresa, na forma de concessão, cuidará da iluminação pública do Rio. Quem vencer a disputa terá que substituir os 450 mil pontos de luz atuais da cidade por luminárias e projetores de LED.

Também terá que oferecer soluções para modernização, expansão e manutenção da infraestrutura, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.
Em troca, receberá os recursos da Contribuição para a Iluminação Pública (Cosip), paga por todos os cariocas. 

E ainda terá direito ao uso da luminária para a exploração de serviços complementares (como, por exemplo, a passagem de cabos para wifi).
Ganha quem devolver mais recursos da Cosip à prefeitura.

2018-08-20

domingo, 30 de julho de 2017

Cidade privada: Londres

The Guardian 24-07-2014, por Chris Michael, editor; Jack Shenker, reporter; Naomi Larsson e Athlyn Cathcart-Keays (Guardian), Julie Cox e Chloe Smith (GiGL), pesquisa; Nick Van Mead, produção; Pablo Gutierrez, gráficos

Revealed: the insidious creep of pseudo-public space in London

The Granary Square, Londres
A Guardian Cities investigation has for the first time mapped the startling spread of pseudo-public spaces across the UK capital, revealing an almost complete lack of transparency over who owns the sites and how they are policed.

Pseudo-public spaces – large squares, parks and thoroughfares that appear to be public but are actually owned and controlled by developers and their private backers – are on the rise in London and many other British cities, as local authorities argue they cannot afford to create or maintain such spaces themselves.

Although they are seemingly accessible to members of the public and have the look and feel of public land, these sites – also known as privately owned public spaces or “Pops” – are not subject to ordinary local authority bylaws but rather governed by restrictions drawn up the landowner and usually enforced by private security companies.

(..) As things stand, corporate authority over who can and can’t access open spaces in the capital is only set to grow. Nearly all of the city’s ongoing major redevelopment projects, from the mammoth Nine Elms neighbourhood in Battersea to new construction and at Shoreditch’s Bishopsgate Goods Yard, is set to include new pseudo-public space, but details of what rights Londoners will enjoy there – or the ways in which they can expect to be policed – remain a mystery. (..) 

2017-07-30

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Arquiteto de classe

The Guardian 24-11-1016, por Oliver Wainright

Zaha Hadid's successor: scrap art schools, privatise cities and bin social housing
(..) The late Hadid’s work might have long been a source of astonishment, for its sci-fi forms and gravity-defying structural feats, but now she’s gone, her practice is prompting incredulity for a very different reason. The queen of the curve has been supplanted by the king of free-market libertarianism. And he’s not holding back.

(..) Raging against the “social engineering” of housing design guides and the “intellectually bankrupt” idea of land use plans, he [Patrik Schumacher] set out his Urban Policy Manifesto, which rambled from scrapping housing space standards to abolishing all forms of rent control and tenancy regulation. He welcomed London’s influx of overseas investors and defended the “buy to  leave” culture, arguing that “even if these global entrepreneurs are only here for a few weeks, they throw some key parties and these are amazing multiplying events”. (..) 

2017-01-04

sábado, 24 de dezembro de 2016

Bens públicos, negócios privados

NY Times 24-12-2016, por Danielle Ivory, Ben Protess e Griff Palmer

In American Towns, Private Profits From Public Works

Imagem: Sabesp
http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=47
 
(..) Water rates in Bayonne have risen nearly 28 percent since Kohlberg Kravis Roberts — one of Wall Street’s most storied private equity firms — teamed up with another company to manage the city’s water system, the Times analysis shows. City officials also promised residents a four-year rate freeze that never materialized.

In one measure of residents’ distress, people are falling so far behind on their bills that the city is placing more liens against their homes, which can eventually lead to foreclosures. 

In the typical private equity water deal, higher rates help the firms earn returns of anywhere from 8 to 18 percent, more than what a regular for-profit water company may expect. And to accelerate their returns, two of the firms have applied a common strategy from the private equity playbook: quickly flipping their investment to another firm. This includes K.K.R., which is said to be shopping its 90 percent stake in the Bayonne venture, a partnership with the water company Suez. 

(..) President-elect Donald J. Trump has made the privatization of public works a centerpiece of his strategy to rebuild America’s airports, bridges, tunnels and roads. Members of his inner circle have sketched out a vision, including billions of dollars of tax credits for private investors willing to tackle big infrastructure projects. And Mr. Trump himself promised in his victory speech “to rebuild our infrastructure, which will become, by the way, second to none.” (..) 

2016-12-24

domingo, 23 de outubro de 2016

Bens públicos, negócios privados

Gazeta do Povo/Vida e Cidadania 22-10-2016, por Naiady Piva

PPPs para a gestão de parques funcionam?

Museu Afro Brasil
Parque do Ibirapuera
São Paulo
(..) O professor Marcos Silvestre Gomes, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, diz que não há exemplos de projetos de parceria público privada proeminentes, no Brasil. E alerta para o risco de estas parcerias resultarem em projetos sem conservação ambiental, “implantados em locais vazios, com espécies exóticas, priorizando questões estéticas”.

Outro risco é a concentração de recursos em regiões ricas da cidade. Geralmente é nestas áreas que ficam os parques patrocináveis, que acabam também abocanhando parte do dinheiro público. 

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chegou a propor uma taxa das associações de apoio aos grandes parques da cidade, para subsidiar os pequenos, relata o jornal The New York Times. As ONGs alegaram que isto afastaria os patrocinadores, e que faziam sua parte ao desonerar o poder público, que ficaria livre para investir nos bairros. (..) 


2016-10-23

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Urbi et orbi

NY Times 01-08-2016, por Jennifer Daniel, Josh Williams, Ben Protess e Danielle Ivory


Imagem (det): NY Times
You wake up thirsty.

A few years ago, that glass of water might have come from your local government. Today, it could be courtesy of a private equity firm. It may taste the same, but there’s a good chance your bill has gone up.

Private equity firms are essentially savvy bargain hunters. They make money by buying up businesses they consider to be underperforming, looking to maximize profits and eventually sell them off.

These investors have lots of money at their disposal, mainly from rich individuals and pension funds. They also face fewer regulations than banks. Since the 2008 financial crisis, they’ve expanded their horizons and begun shopping for bargains in new places. (..)


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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Concessionários ao mar!

O Globo online 12-10-2015, por Marco Grillo

Estado confirma que CCR quer deixar a operação das barcas

Concessionária já formalizou intenção ao governo, que analisa o caso
CCR alega “desequilíbrio no contrato” e “falta de interesse estratégico de seguir com a operação”

Imagem:: Internet Artista não identificado
Falemos claro. Transporte público de grandes contingentes urbanos - fora ônibus, que, além de vantagens operacionais fáceis de intuir, circula por vias criadas e mantidas pela coletividade - deixou de ser um negócio rentável há muitas décadas, e por uma razão muito simples: a tarifa que cobre os custos de implantação e operação dos sistemas já não cabe no bolso da força de trabalho a ser mobilizada. 

Significa dizer que as concessões de trens, metrô, barcas e BRTs só podem sobreviver com aportes estatais - investimentos em infraestrututura, material rodante e compensações financeiras - que garantam, em todos os cenários, o retorno de capital requerido pelo capital concessionário. 

Coincidentemente, a CCR está desistindo das Barcas pouco depois de ter perdido a licitação da Ponte, para um consórcio que ofereceu redução de pedágio! - indício mais do que convincente de que a CCR superfaturava na Ponte para cobrir prejuízos nas Barcas.

Moral da história: a privatização dos transportes urbanos é uma marmelada, que só funciona à medida em que os capitais concessionários assumam o controle monopolista, ou cartelizado, de todas as alternativas de serviço e se tornem, ao fim e ao cabo, parasitas preferenciais do Tesouro.  

2015-10-15

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Straight to the point

La Nación 11-09-2012
Montagem: À beira do urbanismo

Honduras da luz verde a las ciudades privadas

El gobierno de Honduras le dio luz verde  a um polémico proyecto, con que espera impulsar el desarrollo. (..) 
Sus críticos hablan de nada menos que de privatización del suelo hondureño: las ciudades modelos serán construidas por inversionistas privados y manejadas de manera autónoma. Sus defensores desmienten esta versión. (..)

El proyecto está inspirado en la idea de la charter city del economista estadounidense Paul Romer. La charter city empezaría como "un pedazo de territorio deshabitado del tamaño de una ciudad, y una carta o constitución que especifica las reglas que aplicarán ahí", explicó Romer en una entrevista con el blog Freakonomics.

"Si la Constitución contiene buenas reglas (o, como decimos profesionalmente, buenas instituciones), millones de personas se unirán para construir una nueva ciudad", añadió. (..) 

2012-09-13