ND Florianópolis 02-03-2019, por Redação
Plano Diretor do Centro Histórico de Florianópolis prevê
moradias e diversidade cultural
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| Imagem: ND Florianópolis |
Presença de bares reativou ocupação urbana da região, mas
reclamações de barulho transformam local em palco de intervenções policiais
violentas
Segundo o arquiteto e urbanista Michel Mittmann, que
está à frente dos estudos do projeto no IPUF, a proposta prevê a multiplicidade
de uso daquela região da cidade, que por anos foi alvo de críticas por conta do
abandono por parte do poder público. “O lado leste do Centro só será rico se
tiver diversidade de usos, de públicos e classes sociais”, aponta.
Em longo prazo, a ideia é revitalizar as fachadas dos
casarões históricos, integrar o local com a rede de BRTs e integrar a área
nobre com as regiões mais carentes que rodeiam o centro. Para os próximos
meses, a proposta é a criação de corredores exclusivos para pedestres, a
redução de carros nas vias da região e a ordenação de mesas e cadeiras na via
pública.
“Urbanismo é um processo. Por isso, antes de apresentarmos
os projetos para a região, nós vamos criar um plano, que vai tratar da questão
de mobilidade, economia, preservação do patrimônio, entre outros”, explicou.
A proposta, que vai alterar zoneamento e uso do solo, está
inserida dentro de um triângulo imaginário que vai desde o Instituto Estadual
de Educação até o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), sendo os dois
pontos ligados a Praça 15 de Novembro.
A repaginação do lado leste vai integrar o Centro Histórico
aos inúmeros conjuntos e bens tombados que circundam a região, como o Mercado
Público, o Monumento a Fernando Machado, o Memorial Meyer Filho, a Praça XV de
Novembro, o Palácio Cruz e Sousa, o Largo da Alfândega, a Catedral
Metropolitana, o Museu da Escola Catarinense e o Teatro Álvaro de Carvalho. (..)
2019-03-03