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domingo, 15 de fevereiro de 2026

O estranho caso do Dr. Barbalho

Terra 11-02-2026
https://www.terra.com.br/noticias/crise-no-brasil-atrai-investimentos-imobiliarios-para-os-eua,57a049a17a797af32bd2533937b079b8o4in5h6e.html

Crise no Brasil atrai investimentos imobiliários para os EUA

A crise no Brasil tem levado investidores a buscarem alternativas sólidas no exterior. Diante da desvalorização do real e da instabilidade fiscal, o mercado imobiliário dos Estados Unidos destaca-se como destino estratégico para brasileiros interessados em resguardar e valorizar seus patrimônios. Com segurança jurídica e retorno em moeda forte, os imóveis nos EUA podem representar uma escolha robusta e estratégica.

C. Barbalho é um típico capitalista brasileiro, incorporador imobiliário e investidor em títulos da dívida pública.

De dia ele saúda publicamente pela imprensa de negócios o programa governamental Minha Casa Minha Vida, de aquisição de moradias a juros subsidiados pelo governo, como a salvação do setor imobiliário em face da baixa capacidade de endividamento da classe média, e da absoluta incapacidade da mediana, resultante, dentre outras coisas, das estratosféricas taxas básicas de juros fixadas pelo Banco Central para fins de controle da inflação numa economia em crescimento
a despeito do cenário internacional adverso. 

De noite, após 3 doses de Royal Salute 62 Gun, ele se regozija com as estratosféricas taxas básicas de juros fixadas pelo Banco Central para fins de controle da inflação numa economia em crescimento 
a despeito do cenário externo adverso e critica acaloradamente o governo pelas redes sociais por promover programas sociais como o Bolsa Família, o Mais Médicos, a Farmácia Popular e o Pé-de-Meia, consumidores de gastos públicos que irão causar, com toda certeza, uma grave crise fiscal.

Por via das dúvidas, Barbalho investe boa parte da sua suada fortuna nos Estados Unidos, onde a governança é previsível porque o Executivo está sujeito ao sistema de  freios e contrapesos (checks and balances), inexiste crise fiscal porque o Banco Central (Federal Reserve) pode emitir quanto dólares forem necessários (quantitative easing) para salvar Bancos Masters insolventes e, last but not least, o próprio Presidente cancelou todos os gastos públicos que não se destinem a: (1) caçar imigrantes de casa em casa nos estados e cidades que não votam no seu partido; (2) encobrir suas reinações (grab'em by the pussy) com o mega-traficante sexual J Epstein; (3) premiar os compradores de Trump$$Memecoins; (4) financiar os rega-bofes de Mar-a-Lago.

2026-02-15

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Casa verde e amarela: construtoras no vermelho

O Estado de S Paulo 26-08-2020, por Circe Bonatelli Juro menor do Casa Verde e Amarela exclui a maior parte do País e frustra as construtoras

O corte de juros do financiamento no Casa Verde e Amarela, novo programa habitacional do governo, anunciado na terça-feira, 25, acabou deixando de fora uma boa parte do mercado imobiliário do País, especialmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A decisão surpreendeu empresários da construção, que desde o começo do ano vinham negociando com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) uma diminuição generalizada dos juros do Minha Casa Minha Vida. (..)

2020-08-27

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Sua Casa Minha Vida (4)

Cidadeverde / Folhapress 26-11-2019 

Mercado imobiliário retoma lançamentos, mas crédito para os mais pobres preocupa

Montagem: À beira do urbanismo
Os indicadores imobiliários divulgados pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) nesta segunda-feira (25) mostram um aumento de 23,9% no volume de lançamentos no país no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros nove meses deste ano, o número de lançamentos ficou em 82.044 unidades. Em 2018, entre janeiro e setembro foram registrados 70.059 lançamentos. Para o presidente da Cbic, José Carlos Martins, os números demonstram consistência na recuperação do setor, que aposta em resultados ainda melhores no trimestre final deste ano.

(..) Os números vão bem, mas o financiamento da habitação popular preocupa. O Minha Casa Minha Vida ainda responde a 56,9% dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano. A participação é relevante também em São Paulo, onde representa 44% dos lançamentos e 46% das vendas. Crítico da liberação de recursos do FGTS para o estímulo ao consumo, o presidente da Cbic diz que a habitação de médio e alta padrão encontrará outros caminhos para o crédito, mas que o crédito para os mais pobres ainda precisa de soluções. "Todas as projeções são de otimismo, mas a fonte de financiamento é uma preocupação.  Temos certeza de que o mercado de classe média vai embora, vai em frente, mas nos preocupa o orçamento cada vez menor justamente onde se concentra o déficit", diz. (..) 
2019-12-04

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Barato que sai caro

O Estado (Ceará) 22-01-2019, por FolhaPress

Estudo avalia erros de concepção do Minha Casa Minha Vida
Projeto tem recordes de novas moradias, mas repete erros como construir longe de centros

Empreendimento Pau d'Alho, Guararema SP
46 mil m2, 408 unidades

Imagem: http://www.enplan.com.br/pau-d%27alho
(..) Os resultados sugerem que o MCMV tem contribuído para provocar saltos urbanos (“leapfrog”), a ocupação de espaços além da margem da mancha urbana, locais em geral carentes de provisão de serviços e de infraestrutura, afirmam os autores. 

“Na melhor das hipóteses, o programa manteve as famílias de classe baixa na mesma localização relativa que tinham anteriormente”, diz o estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores liderada por Ciro Biderman, professor da Fundação Getúlio Vargas que foi chefe de gabinete da SPTrans e diretor de Inovação da Prefeitura de São Paulo na gestão de Fernando Haddad (2013-2016).

Para os autores, é provável que a maior parte dos beneficiários tenha piorado sua localização nas metrópoles e o acesso à infraestrutura. O impacto sobre a geração de emprego foi marginal e limitado ao período de construção. 

O relatório faz um estudo de caso para comparação dos custos entre conjuntos próximos e distantes dos grandes centros urbanos. Para tanto, foram escolhidos dois projetos da Grande São Paulo: o Gema, em Diadema (região do ABCD), e o Pau D’alho, em Guararema, na região metropolitana (79 km a leste de São Paulo). 

Em Guararema, o metro quadrado de terreno custou R$ 11,44, e cada apartamento, R$ 1.665/m2; em Diadema, esses valores saltaram respectivamente para R$ 110/m2 e R$ 2.225/m2. Nos dois casos, o custo de construção foi praticamente igual, em torno de R$ 1.500/m2 de área construída. Ou seja, o custo mais baixo no conjunto de Guararema se devia ao preço menor da terra, por ser longe do centro metropolitano. 

Dois fatores explicam a semelhança do custo da obra em si nos diferentes locais: as concorrências para escolha dos projetos tinham exigências “frouxas” quanto à localização e à oferta de infraestrutura urbana e, ao mesmo tempo, descrições minuciosas sobre as características da construção. 

“A vencedora será sempre a que tiver o menor preço. A maneira de reduzir esse preço é a localização periférica em solo sem serviços. Então, o arranjo institucional em certa medida permite que não se avance na superação de duas variáveis cruciais na precariedade: a localização na cidade e a oferta de serviços públicos”, afirma o relatório.

(..) A economia que o poder público faz no curto prazo, ao construir habitação popular em áreas distantes e sem infraestrutura, acaba por provocar custos maiores. Como sabem os urbanistas, no longo prazo é mais barato construir casas populares no centro da cidade do que na periferia. (..)

2019-01-25

sábado, 25 de abril de 2015

American ghetto

The Guardian / Cities / A history of cities in 50 buildings 22-04-2015, por Colin Marshall

Pruitt-Igoe: the troubled high-rise that came to define urban America

Pruitt-Igoe, St Louis, 1956. 
Foto: Bettmann/Corbis/The Guardian
If you propose a high-rise public housing project in America, your opponents will almost certainly use Pruitt-Igoe as a rhetorical weapon against you – and defeat you with it. The Captain WO Pruitt Homes and William L Igoe Apartments, a racially segregated, middle-class complex of 33 11-storey towers, opened to great fanfare on the north side of St Louis between 1954 and 1956. But within a decade, it would become a decrepit warehouse exclusively inhabited by poor, black residents. Within two decades, it would undergo complete demolition.

Whether you call Pruitt-Igoe’s short, troubled existence a failure of architecture, a failure of policy, or a failure of society, its fate remains bound up with, and reflective of, the fate of many American cities in the mid-20th century.

Even before the dust settled from the infamous, widely televised 1972 implosion of one of Pruitt-Igoe’s buildings (the last of which wouldn’t fall until 1976), the argument that the design had doomed it gained serious traction. Architectural historian Charles Jencks cites that much-seen dynamiting as the moment “modern architecture died”. (..)

2015-04-25