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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Krugman: sobre a crise de moradia nos EUA

Substack 03-09-2025, por Paul Krugman 
https://paulkrugman.substack.com/p/yes-america-has-a-housing-emergency (pago)
 
Yes, America Has a Housing Emergency
But Trump will make it worse

(..) We do, in fact, have a housing emergency. Over the past decade home prices have risen much faster than the overall cost of living, so the popular perception that housing has become unaffordable is grounded in reality:

Why has this been happening? The home price surge since 2015 looks very different from the housing bubble of the 2000s. That bubble was largely driven by speculation, with house prices rising much faster than rents. The price surge also bypassed sunbelt cities like Atlanta, Houston and Dallas, where housing supply expanded to meet rising demand.

This time, however, we’re looking at a truly national phenomenon. As Edward Glaeser and Joseph Gyourko document in a recent paper, housing prices have risen rapidly, without eliciting a large increase in homebuilding, even in cities that avoided the 2000s bubble.

Back in July, looking at the case of Atlanta, I suggested that we might be looking at the limits of sprawl. In the 2000s cities like Atlanta could add housing by spreading ever further out, adding single-family homes at their edges. At this point, however, they’ve sprawled so far that this doesn’t work anymore. Another recent academic paper, by Orlando and Redfearn, argues that sprawl has been

pushing single-family home builders farther away from the amenities that make these urban areas attractive. Eventually, this progression reaches a limit in which commuting back to these amenities is too costly. At this point, the greenfield land is effectively “built out.”

The obvious answer is to turn inwards — to build more housing by increasing population density, in particular by building multifamily housing. As I noted in my Atlanta piece, sunbelt cities still have extremely low population densities compared with blue-state cities:

So they could add a lot more housing and bring prices down — if local politics would allow it. Unfortunately, it generally won’t. Glaeser and Gyourko conclude their paper on a despairing note, suggesting that all our major cities, in red states as well as blue, have become places where existing homeowners have become effective at stopping new construction.

Which brings me back to Bessent saying that we have a housing emergency. What will he do about it?

Another man, in another administration, might go YIMBY — “yes in my backyard” — and try to tackle the political obstacles to housing construction. But take a look at Mandate for Leadership, the manifesto issued by the Heritage Foundation’s Project 2025. It’s all for deregulation when it comes to things like pollution controls. But when it comes to housing, it goes full NIMBY:

Congress should prioritize any and all legislative support for the single-family home … American homeowners and citizens know best what is in the interest of their neighborhoods and communities. Localities rather than the federal government must have the final say in zoning laws and regulations, and a conservative Administration should oppose any efforts to weaken single-family zoning.

So no, the Trump administration won’t do anything to expand housing supply, which is the only way to make housing more affordable. (..)

domingo, 25 de maio de 2025

Aluguel rotativo é o nome do negócio

Diário do Rio 19-05-2025
https://diariodorio.com/studios-e-unidades-de-ate-50-m%C2%B2-puxam-alta-no-mercado-imobiliario-do-rio/

A preferência dos cariocas por imóveis menores vem deixando de ser uma tendência para se consolidar como realidade no mercado imobiliário. Segundo o Secovi Rio, o Estado registrou o lançamento de 1.667 studios no último período. E o movimento não é pontual. Nos anos anteriores, houve um crescimento de 35% nos lançamentos de apartamentos compactos, enquanto os imóveis com quatro quartos despencaram quase 40%. (..) 
De acordo com a Ademi-RJ, cerca de 80% das unidades com até 50 metros quadrados são vendidas ainda na planta — muitas vezes, como opção de investimento para locação. (..)

2025-05-24

sábado, 18 de novembro de 2023

Agora vai?

Carta Capital 04-11-2023
https://www.cartacapital.com.br/politica/ministro-das-cidades-assume-entidade-internacional-de-habitacao/

Montagem: Àbeiradourbanismo
Se faltava um empurrão, ele acaba de ser dado.

A indicação de Jáder Filho, Ministro das Cidades 'da cota do PMDB', para presidir o Fórum de Ministros e Máximas Autoridades de Habitação e Planejamento Urbano da América Latina e do Caribe, que traz a sigla orwelliana MINURVI, é a senha para que todos os latinoamericanos e caribenhos direta e indiretamente interessados na luta pela moradia social, a começar pelos próprios movimentos cidadãos, cuidem de organizar a sua própria entidade internacional, autossustentada e independente de Estados, governos e agências multilaterais.

2023-11-18

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Fodidos de verde e amarelo


O Globo online 20-12-2020, por Cássia Almeida Casa Verde e Amarela: país fica sem política habitacional para pelo menos 42% das famílias sem moradia

Novo programa, que substitui o Minha Casa Minha Vida, exclui faixa que garantia subsídio a pessoas de mais baixa renda

Montagem: Àbeiradourbanismo
Imagens originais: Insternet


2020-12- 22

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Pandemia de conversa fiada (2)


Boletim ADEMI / O Globo 19-06-2020, por Gilberto Porcidonio 
Imagem: Internet  / Anônimo 

Favelas poderiam ter problemas de habitação resolvidos em 20 anos por valor 300 vezes menor que o custo da crise da Covid-19 ao Rio
Uma cidade sem favelas e com infraestrutura de água, luz e esgoto disponível para todas as cerca de 600 mil residências em condições precárias é possível até 2040? Essa é uma realidade possível de ser feita e foi tema de debate na série Webinários da Pandemia Para a Utopia, promovida pela Firjan junto do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e da Comerc Energia. Para eles, o interesse público sobre a questão habitacional da cidade torna a ideia real. (..) 

2020-06-19


quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Financeirização da moradia, lado B

Deu na BBC News
23-09-2019, por BBC News
Housing crisis affects estimated 8.4 million in England – research
An estimated 8.4 million people in England are living in an unaffordable, insecure or unsuitable home, according to the National Housing Federation.
Foto: Frantzesco Kangaris / The Guardian
The federation said analysis suggests the housing crisis was impacting all ages across every part of the country.
It includes people facing issues such as overcrowded housing or being unable to afford their rent or mortgage.
(..)The research estimated:
  • 3.6 million people are living in an overcrowded home
  • 2.5 million are unable to afford their rent or mortgage
  • 2.5 million are in "hidden households" they cannot afford to move out of, including house shares, adults living with their parents, or people living with an ex-partner
  • 1.7 million are in unsuitable housing such as older people stuck in homes they cannot get around and families in properties which have no outside space
  • 1.4 million are in poor quality homes
  • 400,000 are homeless or at risk of homelessness - including people sleeping rough, living in homeless shelters, temporary accommodation or sofa-surfing
Some people may have more than one of these housing problems, the federation said. (Continua) 
2019-09-26


terça-feira, 16 de abril de 2019

New Brazil Realty


Deu no UOL Notícias
15-04-2019, por Marcio Dolzan /Estadão Conteúdo
Apartamentos irregulares na Muzema custam entre R$ 60 mil e R$ 200 mil
Foto: Marcos Serra Lima/G1 
Prédios erguidos em tempo recorde junto a encostas, imóveis ocupados ainda em obras e precária infraestrutura são a regra no condomínio Figueiras do Itanhangá, na Muzema, zona oeste do Rio, onde na sexta-feira dois edifícios ruíram, matando pelo menos 11 pessoas. O baixo custo dos imóveis em comparação à média no mercado imobiliário e a falsa segurança prometida por milicianos que dominam a região acabam levando pessoas de baixa renda a adquirirem apartamentos no condomínio, que não tem autorização da Prefeitura do Rio.
Os moradores mais antigos dizem que, há menos de 20 anos, apenas casas com até dois andares eram permitidas no local. Hoje, elas são poucas em meio a dezenas de prédios erguidos em poucos meses, a maioria com o mesmo padrão - entre seis e sete andares, com quatro apartamentos por andar. Os apartamentos de dois quartos, com cerca de 50 metros quadrados, são vendidos em média por R$ 60 mil. As condições de compra são convidativas: entrada de R$ 15 mil e o restante financiado em parcelas mensais de R$ 1.000, sem juros.
Foto: Renee Rocha / Agência O Globo
Os imóveis maiores, na cobertura dos edifícios, chegam a custar R$ 200 mil - e, também podem ser financiados sem juros. Os prédios são construídos em questão de meses, a maioria sem nenhum tipo de laudo técnico. O novo morador recebe o imóvel pronto apenas do lado de fora. "Cada um é responsável por fazer a parte elétrica e hidráulica dentro de casa", contou à reportagem um comprador, que pediu para não ser identificado. (Continua)

2019-04-16

sábado, 23 de março de 2019

SOS Holiday (2)

Deu no G1 Pernambuco 
21-03-2019, por Pedro Alves

Da inovação à degradação: Holiday representa marco arquitetônico e social para o Recife
Construído em 1956, o Edifício Holiday (..) foi um marco arquitetônico e social para a formação e ocupação da Zona Sul do Recife. Localizado no bairro de Boa Viagem, o prédio contribuiu para a mudança da paisagem da cidade, de formas que vão muito além de sua estética, então, inovadora. (..) foi projetado por Joaquim Rodrigues e segue uma tradição artística ligada ao modernismo. Com 17 andares e 476 apartamentos, o prédio, junto com o Edifício Califórnia, seu contemporâneo também localizado em Boa Viagem, é um dos primeiros arranha-céus do Recife (..).
A importância do Holiday e de sua arquitetura, nos anos 1950 e 1960, se mistura com a própria história de Boa Viagem, bairro que, atualmente, tem um dos metros quadrados mais caros da capital pernambucana.
Segundo o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE), Rafael Amaral Tenório, a ocupação do bairro, tendo em vista sua distância em relação ao Centro da cidade num tempo em que vias asfaltadas ainda eram raras, tem relação direta com a instalação de seus primeiros arranha-céus. O nome de Boa Viagem se deve, inclusive, ao fato de que o bairro era utilizado principalmente para veraneio.
(..) De acordo com o arquiteto e professor do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fernando Diniz, os edifícios Holiday e Califórnia trouxeram ao Recife uma proposta de habitação à classe média: edificações verticais, apartamentos pequenos e, principalmente, a mistura entre comércio e habitação no mesmo local. Os dois edifícios foram pensados para servir como segunda residência, pela proximidade da praia.
(..) Nos últimos anos, os 476 apartamentos do Holiday serviram de casa para mais de 3 mil pessoas, segundo o condomínio. Na quarta (20), último dia do prazo judicial, restavam 45 famílias que resistiam em deixar suas casas. (..) Os problemas apontados para a interdição vão desde a inundação do subsolo até a falta de componentes básicos de prevenção ao fogo, além de falhas e da sobrecarga das instalações elétricas. Outro problema é a quantidade de botijões no prédio, que tinha quase oito mil quilos de gás na edificação, sendo usados para vários fins, como comércio e produção de alimentos.
(..) De acordo com o presidente do CAU-PE, falhas na gestão do edifício fizeram com que ele chegasse à situação atual, que, segundo a Defesa Civil do Recife, apresenta um grau de risco nível 3, numa escala de 1 a 4. Rafael defende que a interdição é importante para preservar as vidas dos moradores. (..) uma alternativa aos moradores do Holiday seria utilizar o Serviço de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social, um direito garantido por lei, para promover orientação de arquitetos e urbanistas em obras de forma gratuita. O entrave de ser um prédio privado impede a realização dessa ajuda. 
"O problema é que o Holiday precisa ser qualificado como Habitação de Interesse Social para receber auxílio público. É possível encarar o Holiday como um Minha Casa Minha Vida. Temos a oportunidade de requalificar e dar condições dignas de moradia a mais de 2 mil pessoas. É preciso encontrar um meio-termo entre deixá-los lá, em risco, e tirá-los sem pensar no impacto social", diz.
Ainda segundo Rafael, a restauração do edifício Copan, em São Paulo, é um exemplo a ser seguido pelo Holiday. (..)

Acesse a maéria complete pelo link

2019-03-23

terça-feira, 19 de março de 2019

SOS Holiday

Deu no G1 Pernambuco
14-03-2019, por Marina Meireles
Moradores resistem a deixar Edifício Holiday após ordem judicial de desocupação
Inquilinos e proprietários não querem deixar os imóveis e alguns não consideram opção de abrigo provisório oferecida pela Prefeitura do Recife, nesta quinta-feira (14).
Marco da arquitetura moderna em Recife,
construído em 1957
(Arq. Joaquim Rodrigues).
(..) A aposentada Evanize Fernandes, que mora há 30 anos no Holiday, foi até o ônibus e conversou com os profissionais da prefeitura. Depois de conhecer a proposta apresentada, ela afirmou que está decidida a ficar em casa. Proprietária do apartamento 222, ela critica a falta de alternativas para quem vive no edifício.
"Eu tenho a escritura do meu apartamento, paguei meu IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], paguei as contas de luz. Estão nos tratando como cachorros. Fiz esse cadastro, mas não me ofereceram casa para morar, só esse abrigo provisório. E por aí, os apartamentos de quarto e sala têm o aluguel caro. Isso aqui é meu. Eu só saio se for presa", afirma.
(..) O desempregado Rogério Inácio buscou informações com os profissionais do município e declarou que a situação é muito complicada. Considerando a saída inevitável, ele tem dúvidas sobre onde vai ficar com os pais quando a família deixar os dois imóveis. "A gente mora aqui há 41 anos. Eu não tenho dinheiro pra alugar um apartamento porque estou vivendo de bicos", declara.
Foto: Admilson Santos 24-07-2013
https://www.flickr.com/photos/sadmilson/9387108199
(..) A decisão de interditar o Holiday foi proferida pelo juiz Luiz Gomes da Rocha Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em caráter liminar, na terça (12), após uma tutela de emergência requerida pela prefeitura do Recife. A desocupação, segundo o documento, deve ser feita em até cinco dias úteis, contados a partir da data de intimação ao edifício.
(..) Caso o prédio não seja desocupado nesse período, a remoção à força dos moradores do loc al pode ser feita a partir do dia 21 de março, com apoio dos agentes de segurança estaduais e municipais, conforme solicitado pelo magistrado.


2019-03-16


terça-feira, 5 de março de 2019

Barcelona més que mai

Deu no 20 minutos (Catalunha) 
04-03-2019, por EFE 
https://www.20minutos.es/noticia/3578191/0/barcelona-multa-fondos-buitre-pisos-vacios
Barcelona multa con 2,8 millones a dos fondos buitre por tener pisos vacíos
Imagem: Europa Press / 20 minutos
El Ayuntamiento de Barcelona cerrará esta semana con sanciones que suman 2,8 millones de euros dos expedientes a dos sociedades (fondos buitres) por tener desde hace más de dos años dos edificios enteros con un total de 24 pisos vacíos, en aplicación de la ley catalana de vivienda.
La alcaldesa de la ciudad, Ada Colau, ha anunciado estas multas, las más altas impuestas para penalizar el mal uso de la vivienda desde que en 2007 se aprobó la ley catalana, en declaraciones a la cadena Ser.
Colau ha subrayado que estas multas no responden a una voluntad recaudatoria, sino que quieren que los propietarios "entiendan el cambio de lógica y pongan en alquiler asequible estas viviendas", ya que la ley no permite su expropiación forzosa en estos casos, de la que se ha manifestado partidária. (Continua)

Acesse a matéria completa pelo link
https://www.20minutos.es/noticia/3578191/0/barcelona-multa-fondos-buitre-pisos-vacios

2019-03-04

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Buraco sem fundo

Deu no UOL Economia
07-01-2019, por Douglas Gavras
Déficit habitacional é recorde no país
A redução do crédito para financiamento de imóveis, o desemprego em alta a partir dos anos de crise e a queda na renda das famílias tornaram o sonho da casa própria ainda mais distante para milhares de brasileiros. O déficit habitacional do país, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o déficit de moradias cresceu 7% em apenas dez anos, de 2007 a 2017, tendo atingido 7,78 milhões de unidades habitacionais em 2017. "Chegamos ao recorde da série histórica de déficit habitacional. Hoje, ele ocorre, sobretudo, pela inadequação da moradia -famílias que dividem a mesma casa, moram em cortiços, favelas - e pelo peso excessivo que o aluguel passou a ter no orçamento das famílias nos últimos anos", afirma Robson Gonçalves, da FGV.
Ele explica que a maior parte do déficit é formada por famílias que ganham até três salários mínimos por mês, mas a demanda por moradias também atinge consumidores de rendas intermediárias, que viram o mercado de trabalho ficar instável nos últimos anos e o crédito imobiliário mais escasso. (Continua)
Acesse a matéria completa pelo link
https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2019/01/07/deficit-habitacional-e-recorde-no-pais.htm  



2019-01-08