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domingo, 18 de maio de 2025

Péssima notícia, como de costume

Diário do Rio 15-05-25
https://diariodorio.com/construtora-mineira-e-responsavel-pelo-projeto-que-pode-destruir-area-verde-do-centro-do-rio-com-espigao-de-22-andares/

O Centro do Rio segue à beira de perder um dos poucos e mais importantes espaços verdes da região e ganhar um ‘paredão’ que vai ser visto desde o Morro de Santo Antônio. A possível e polêmica construção de um espigão de 22 andares e 720 apartamentos no Buraco do Lume — área localizada na Praça Mário Lago que representa quase 50% de seu tamanho total — tem sido acompanhada de perto pelo DIÁRIO DO RIO. (..) O projeto, orquestrado pela construtora mineira Patrimar, anda gerando uma onda de opiniões contrárias de urbanistas, arquitetos e também do empresariado do Centro. Obtivemos acesso exclusivo à documentação do processo de licenciamento do futuro espigão perante a Prefeitura, revelando falhas e ocultações consideradas suspeitas que envolveriam o projeto. (..)

2025-05-18

domingo, 7 de abril de 2024

O Marco Zero e o Zepelim

FNA - Federação Nacional dos Arquitetos 28-03-2024
https://fna.org.br/entidades-recorrem-ao-iphan-para-barrar-construcao-no-marco-zero/

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) assinou, no dia 13 de março, solicitação para que o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) impeça a construção de restaurante em formato de zepelim na cobertura de prédios tombados da Praça do Marco Zero, localizados na Av. Rio Branco n° 23 e Av. Marquês de Olinda n°58, na cidade de Recife, em Pernambuco. O documento é contrário que a instalação tenha cunho reversível e/ou temporário.

O requerimento, igualmente assinado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), pelo Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil), Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) e pela Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (Fenea), entre outras entidades pede pela reforma da decisão do atual superintendência do Iphan-PE, que deferiu a concessão da construção em 4 de março, que seguiu adiante após a autarquia desaprovar o projeto.

Também assinaram: Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/PE), Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (PPGMDU-UFPE), Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca) e Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro*. (..)


2024-04-07

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

"Tem que vender essa porra logo!"*

Folha de S Paulo 13-08-2021, por Catia Seabra
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/08/governo-decide-vender-palacio-capanema-edificio-iconico-no-rio.shtml

Governo decide vender Palácio Capanema, edifício icônico do Rio

Símbolo do modernismo é incluído em feirão

Palácio Gustavo Capanema / MEC

Ícone da arquitetura moderna Brasileira, o Palácio Gustavo Capanema, também conhecido como MEC (Ministério da Educação e Cultura), destaca-se pela sua composição arquitetônica e pela sua inserção singular no contexto urbano local.

O volume do edifício é marcado pelo contraste entre dois blocos que se interceptam perpendicularmente. No bloco horizontal localizam-se o hall de entrada, o auditório e o salão de exposições (com extensão para um terraço verde). No bloco vertical localizam-se os escritórios que originalmente compunham o Ministério da Educação e Saúde (posteriormente Ministério de Educação e Cultura).

Além de explorar os princípios básicos do modernismo ‘Corbusiano': (1) Edifício sobre pilotis, (2) Planta livre, (3) Fachada livre, (4) Janelas em fita, (5) Terraço Jardim; o edifício se adapta ao clima tropical da região através da combinação de artifícios projetuais tais como ventilação cruzada, terraços verdes e brise-soleils.

A integração entre arquitetura e artes plásticas é outro elemento marcante no edifício que pode ser notado na azulejaria e nas esculturas presentes.

A implantação livre do edifício na quadra e a suspensão de seu volume vertical através de pilotis, combinados a elementos paisagísticos diferenciados, agregam valor ao espaço urbano construído ao redor.

Autores: Lúcio Costa (coordenador), Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Vasconcelos, Jorge Machado Moreira, Oscar Niemeyer

Ano Projeto/Ano Construção: 1936 / 1937-1943

Endereço: Rua da Imprensa n°16, Centro

Fonte: ARQGUIA RIO
http://arqguia.com/obra/palacio-gustavo-capanema-mec/

____
*Paulo Guedes, Ministro da Economia, em 22-04-2020, a propósito do Banco do Brasil.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Glória aos homens de bem

Extra online 01-06-2020, por Glauce Cavalcanti

Hotel Glória será transformado em residencial com serviços

Hotel Glória na década de 1930 
O destino do icônico Hotel Glória está, enfim, selado. Será transformado em um residencial com serviços pelo Opportunity. O fundo de investimento imobiliário do empresário Daniel Dantas fechou um acordo para adquirir o imóvel do Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, que recebeu o edifício num pacote de ativos do antigo Grupo EBX — de Eike Batista — como pagamento de dívidas.

 Na época, o ex-bilionário tentava vender o Glória por R$ 230 milhões a R$ 250 milhões, mas não encontrou interessados. O negócio, antecipado pelo Diário do Rio, não teve o valor revelado. (..) 

2020-06-01

terça-feira, 19 de maio de 2020

Patrimônio bruto

Jornal da USP 18-05-2020, por  Leila Kiyomura

Pandemia da ignorância cresce com o desmonte do Iphan

“O desmonte do Iphan corre em paralelo ao desmonte de toda a área da cultura que perdeu seu Ministério no início do governo Bolsonaro, transformando-se em Secretaria, e já teve cinco ocupantes do cargo”, comenta Giselle Beiguelman. A professora comenta que essa Secretaria, inicialmente subordinada ao Ministério da Cidadania, passou para o Turismo e é responsável por sete entidades.
Larissa Dutra, a nova presidenta
do IPHAN,é funcionária de carreira 
do Ministério do Turismo, casada
com agente da PF que fez segurança 
 de Jair Bolsonaro em 2018 e é próximo
de Leo Índio. 
É também graduada
em Turismo e Hotelaria
.
Fonte: Folha de S Paulo
Imagem Internet

Algumas das quais são centrais na definição e na gestão das políticas públicas de memória no País. São elas: o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Agência Nacional do Cinema (Ancine), Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Fundação Cultural Palmares (FCP), Fundação Nacional das Artes (Funarte) e Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
“Todos esses órgãos passaram por várias trocas de comando, numa sucessão de substituições que têm como característica comum total falta de experiência no setor e o despreparo técnico para ocupar esses cargos de direção”, destaca a professora. “O caso do Iphan é emblemático, porque ficou sem presidente durante muitos meses e vem sofrendo um processo de ocupação de suas superintendências por profissionais que não têm preparo e formação para atuar nesse campo.”

Segundo a colunista, a nomeação da nova presidente do Iphan é muito grave e exige nossa atenção “Não apenas porque seu perfil para dirigir o órgão é incompatível com o cargo, o que seria suficiente para nos preocupar, mas também porque está alinhada com uma desqualificação completa da área da cultura e, em particular, com as políticas de memória.” (..) 

2020-05-19

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

De joia ferroviária a sucata imobiliária

Globo Rio 31-10-2019, por Mariana Teixeira

Estado refaz projeto de revitalização para a Estação Leopoldina orçado inicialmente em R$ 7 milhões

Sem receber passageiros desde 2002, a Estação Leopoldina, construída em 1926, poderá ganhar vida nova.
O secretário estadual de Cultura, Ruan Lira, promete revitalizar o espaço, que também deverá abrigar um Museu do Trem e atividades culturais abertas ao público. A imponente construção, tombada pelo Iphan e pelo Inepac, ainda se destaca na Avenida Francisco Bicalho, uma das principais vias do Centro, mas sua beleza está ofuscada pelo abandono.


(..) O edifício principal pertence à Superintendência de Patrimônio da União (SPU) e ao governo do estado. Já as estações de trem, na parte de trás, são da SuperVia, empresa responsável pelos trens urbanos do Rio. 

Devido à negligência do poder público, o Ministério Público Federal entrou com uma ação em 2010 para obrigar os responsáveis a restaurarem a estação já que o imóvel corre riscos de desabamento e até de incêndio. Nove anos depois, nada foi feito. (..) 
2019-11-07

domingo, 20 de outubro de 2019

A celebração do Centenário

Diário do Rio 18-10-2019, por Felipe Lucena
 
Engenheiros recomendam implosão do Hotel Glória

O histórico Hotel Glória passou por uma vistoria feita por engenheiros convidados pela Prefeitura do Rio e a constatação é que seria melhor implodir o imóvel a fazer uma reforma.(..)
Hotel Glória, inaugurado em agosto de 1920
Há mais de 10 anos, em 2008, após 86 anos de atividade e 50 anos como propriedade da família de Eduardo Tapajós, o hotel foi vendido ao empresário Eike Batista por R$ 80 milhões. Eike declarou, à época, que traria de volta o “charme dos anos 1920” e transformaria o estabelecimento em um 6 estrelas.

Em agosto de 2010, o BNDES anunciou um financiamento de R$ 146,5 milhões para a reforma do hotel, dentro da linha “ProCopa Turismo”, visando a Copa do Mundo de 2014. Em 2013, contudo, veio a bancarrota do Grupo EBX, de Eike Batista, e as obras foram paralisadas.

Todavia, logo após desfeito o primeiro negócio, o empresário cedeu o Hotel, para pagar dívidas, ao fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala. O valor da transação não foi divulgado. Os novos donos do Hotel ainda não começaram as obras e o prédio segue em estado de abandono. (..)  

2019-10-19

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

República do vale-tudo

G1 SP 03-09-2019, por Mariana Aldano

Após demolição, vila no Tatuapé da década de 50 é tombada

Sem autorização da prefeitura, maior parte das casas foi demolida nesta segunda-feira (2).
Imagem: Internet
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp) decidiu nesta segunda-feira (2) tombar a Vila Operária João Migiari, no Tatuapé, na Zona Leste da cidade de São Paulo um dia depois da maior parte das casas ser demolida. O tombamento acontece quatro meses depois da solicitação.

A Prefeitura de São Paulo embargou no sábado (31) a demolição por falta de tapumes no local. Mesmo sem a autorização, a empresa fez a demolição e foi multada em R$ 40 mil por ter realizado o serviço sem tapumes. Além disso, por ter desrespeitado o embargo, recebeu outra multa, de R$ 4 mil.

Em fevereiro, 20 dessas casas foram demolidas por uma empresa. Isso fez com que vizinhos e arquitetos se mobilizassem por assinaturas para um abaixo-assinado, pedindo que a construção fosse protegida pelo patrimônio público. A reunião estava marcada para esta segunda-feira (2). (..) 

Foto Eduardo Anizelli / Folha press
2019-08-06

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O turismo pede passagem

Deu no La Vanguardia
05-08-2019, por Redação
Bélgica derrumba un puente medieval para dar paso a los cruceros
Bélgica ha empezado a derribar un puente del siglo XIII. El Puente de los Agujeros [Pont des Trous], situado sobre el río Escalda, en la ciudad de Tournai, había protegido la ciudad y en su momento sirvió como puerta de entrada. Tras resistir 700 años, ahora las autoridades locales han considerado que había que derribarlo para dar paso a cruceros.
A finales de enero, el Ayuntamiento de Tournai tomó la decisión de reformar el puente para que pudieran pasar embarcaciones más grandes, aunque la polémica se remonta a un plan de 2015, que ya estudiaba reemplazar la estructura por una más moderna.
Hasta ahora por el río podían transitar barcos de hasta 1.500 toneladas. Cuando finalicen las obras, esta cifra aumentará hasta 2.000.
Más de 20.000 personas firmaron una petición para paralizar las obras, pero de nada ha servido. Hasta el consejo internacional de Monumentos y Sitios había pedido informar a la UNESCO de esta decisión. (Continua)

Leia também

“Grave menace sur le pont médiéval de Tournai”, por Didier Rykner, La Tribune de l’Art 21-01-2019 

WIKIPEDIA. “Pont de Trous”.

2019-08-05


sábado, 27 de julho de 2019

Lei da selva: uso rentável ou demolição

The Guardian / Cities 17-07-2019, por Paul Talling
‘The city has changed beyond all recognition': Derelict London – in pictures
Paul Talling photographs the land of long-forgotten tube stations, burnt-out mansions and gently decaying factories

The Cinematograph Theatre, Shepherd’s Bush W12

The cinema first opened in 1910. It stopped showing films in 1981. After standing empty for several years, it was converted into a live music venue, the Bottom Line, and later as an Australasian-themed bar called Walkabout, which closed down in 2013. The council has refused permission to demolish and replace it with a 16-storey block

Fonte: The Guardian / Cities

2019-07-27

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Transporte urbano também tem arquitetura

Deu no NY Daily News 
12-04-2019, por Clayton Guse 
https://www.nydailynews.com/new-york/ny-city-hall-subway-station-tour-20190412-akpl563n4ve43ms37qjrtsfgnq-story.html
Abandoned for more than 70 years, City Hall subway station from 1904 is an architectural marvel
Estação City Hall, Metrô Nova YorkFonte: Internet
Arched ceilings, chandeliers and world-renowned architecture are not features riders typically associate with the New York City subway — but that’s because the system’s most beautiful station has been closed to the public for more than 70 years.
The original City Hall station debuted in 1904, and was taken out of service at the end of 1945. The Daily News last week was given a rare tour of the space by staff from the New York Transit Museum.
The public can view the historic spot with a simple trick — riders who stay on a southbound No. 6 train when it departs its terminal station at Brooklyn Bridge-City Hall will be given a brief, free tour around the station’s looped track. (Continua) 
2019-04-25

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Subutilização, abandono e ruína

Blog Sonia Rabello - A Sociedade em Busca de Seu Direito 24-07-2017, por Sonia Rabello
http://www.soniarabello.com.br/tres-questoes-distintas-com-diferentes-solucoes-imoveis-abandonados-sem-uso-e-imoveis-em-ruinas/

Três questões distintas com diferentes soluções: imóveis sem uso, imóveis abandonados, e imóveis em ruínas

Av Rui Barbosa 170 Rio de Janeiro
Fonte: Blog Sonia Rabello
Publicou-se, ultimamente, várias opiniões e manifestações sobre imóveis abandonados, vazios  e em ruínas. Estes últimos com ênfase naqueles preservados em centros históricos como Rio, Salvador, Recife, São Luís e outras inúmeras cidades brasileiras.

(..) As três palavras mais usadas quando se mencionam estes imóveis são vazios, em ruínas e abandonados. As três locuções significam diferentes problemas, seja quando o foco da questão for a preservação do patrimônio, seja quando formos tratar dos problemas urbanísticos, especialmente do acesso à moradia e o uso do estoque imobiliário das cidades.

(..) Cada uma dessas situações do patrimônio imobiliário de uma cidade são juridicamente distintas, embora, em muitos casos, possam estar sobrepostas.Mas, em todos os casos, as soluções não são pontuais, nem mágicas, e todas dependem necessariamente de um planejamento urbano bem construído, de medidas permanentes de médio prazo e, especialmente de órgãos e servidores públicos que construam e participem permanentemente de sua efetivação.

Sem eles, os servidores, nada poderá ser corretamente implantado e concretizado. (..) 

Sonia Rabello é jurista e Professora Titular de Direito Administrativo da UERJ 

2017-07-24

domingo, 22 de julho de 2012

Memória do subsolo


Deu no CityLab
18-07-2012, por Eric Jaffe
New York's Lovely Abandoned Subway Station
(..) The forgotten City Hall Station was the original terminal of New York's subway system. It opened on the evening of October 27, 1904, along with 27 other Interborough Rapid Transit (I.R.T.) stations up to 145th Street on the west side. The inauguration began with a private ride conducted by Mayor George McClellan and ended with a fascinated public standing in awe of the strange new technology.
(..) Even in its day the City Hall station stood out as unique. Tickets were purchased from an oak ticket booth on a mezzanine level above the platform. Glass skylights let sunshine onto the platform during the day, and wrought-iron chandeliers lighted it at night. The walls of the station were decorated with tall beige and emerald tiles. The train passed beneath arched ceilings designed by curve-loving architect  Rafael Gustavino.
(..) The track itself looped at a radius of roughly 147 feet beneath the express tracks to the uptown platform of the Brooklyn Bridge station. Ultimately this distinctive curve proved the City Hall station's undoing. By mid-century, as it became apparent the system needed longer trains to keep up with ridership, officials realized the City Hall platform wouldn't accommodate them without being lengthened. Given the difficulty of this reconstruction — as well as the low station traffic of only 600 passengers a day — the city retired the station at the end of 1945. (Continua) 
2012-07-22