Mostrando postagens com marcador privatizações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador privatizações. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de junho de 2024

Estava demorando!

BBC Brasil 25-05-2024
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o

Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à reconstrução de Porto Alegre após a enchente.

A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na resposta aos efeitos do furação Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém, que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de desastre”.


No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado. (..)


2024-06-02

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Linha Amarela, Galeão, BRT: caoscessões

O Globo 14-02-2022, Redação
https://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-do-rio-vai-decretar-caducidade-do-brt-foi-tudo-abandonado-diz-paes-25394700

Prefeitura do Rio vai decretar caducidade do BRT nos próximos dias, diz Paes em entrevista

— Nós fizemos uma intervenção, hoje quem administra somos nós. (..) Estamos acabando com a concessão do BRT — respondeu o prefeito.
Foto Domingos Peixoto/Agência O Globo

Ele disse ainda que os primeiros sinais de melhora no modal devem ser observados apenas em 2023, devido a entraves no processo licitatório para o novo modelo de operação do sistema elaborado pela prefeitura. Uma das razões da demora, segundo Paes, seria a negociação sobre a devolução dos investimentos do município no BRT, que totalizaram cerca de R$ 80 milhões e ainda não aconteceu.

— Depois, com o tempo, você vai ter, sim, um ajuste de contas. Os empresários vão provavelmente dizer que o reajuste das passagens não acontece desde 2017, 2018. A prefeitura vai dizer que gastou R$ 80 milhões aqui, isso provavelmente vai gerar um debate que vai demorar muito tempo. (..)

2022-02-21


domingo, 19 de dezembro de 2021

Bens públicos, negócios privados: a guerra das concessões

O Globo 08-12-2021, por Geralda Doca
Governo avalia limitar expansão de voos no Santos Dumont e construir metrô até a Ilha do Governador para 'salvar' Galeão 
Montagem: À beira do urbanismo
Imagens originais: Internet

O governo trabalha em duas frentes para vencer resistências do governo do Rio à privatização do Santos Dumont. Autoridades locais temem um esvaziamento do Galeão (Tom Jobim), que pode perder ainda mais voos internacionais e isolar a cidade, com um eventual crescimento do terminal central da capital.

Uma das opções é limitar a expansão dos voos no Santos Dumont para dar tempo de recuperação do Galeão. Essa é uma das demandas das autoridades do Rio, que pessionam para liberar o avanço do Santos Dumont, inclusive para rotas internacionais, quando a cidade atingir patamares mínimos de passageiros.

A outra opção em estudo pelo governo federal é usar os recursos das outorgas da concessão dos terminais para a construção de um metrô ligando os dois aeroportos, projeto de R$ 5,5 bilhões.

2021-12-19

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Concorrência pelo monopólio

G1 13-06-2020, por Ana Flor

Governo vai sancionar na quarta-feira o marco legal do saneamento
O governo marcou para quarta-feira (15) a sanção do novo marco do saneamento que irá permitir maior concorrência no setor, atualmente dominado por empresas públicas.

Após mais de dois anos de debates e medidas provisórias que caducaram (perderam validade), o Congresso aprovou o texto no dia 24 de junho. A Casa Civil e a Secretaria-Geral da Presidência ainda avaliam se haverá algum veto. A possibilidade de vetos foi negociada com o Senado para acelerar a tramitação do texto. Se os senadores tivessem feito mudanças, a matéria teria que voltar para a Câmara.

A ideia do governo era realizar um evento no Palácio do Planalto para celebrar a sanção. A nova lei é vista pela equipe econômica como um dos principais pilares para atrair investimentos privados nos próximos anos. Mas o isolamento social do presidente Jair Bolsonaro, que contraiu covid-19, deve mudar os planos sobre o evento. (..) 

2020-07-13

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Poor households matter

Guardian online 02-07-2020, por Nina Lakhani

The scandal of millions of Americans deprived of running water
A Pickett. Foto (detalhe): Ross Mantle / The Guardian


Guardian US environmental justice reporter Nina Lakhani tels Anushka  Asthana about her water crisis investigation, which looked into why running water is becoming unaffordable for millions of Americans across the US. Water bills weigh heavily on many Americans as utilities hike prices to pay for environmental clean-ups, infrastructure upgrades and climate emergency defences to deal with floods and droughts. Federal funding for America’s ageing water system has plummeted, and as a result a growing number of households are unable to afford to pay their bills.

Albert Pickett inherited water debts from his mother after she died. Pickett applied to get on to a repayment plan, but the water department refused as he didn’t have the money, several hundred dollars, required as a deposit. Cleveland Water didn’t inform Pickett, who survives on disability benefits, about his right to appeal – instead, they turned off the taps in 2013. “Without water you can’t do anything. I lost my family, my wellbeing, my self-esteem. It was humiliating, like I was less than human,” he says.

Acesse o podcast pelo link

2020-07-02

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Agora vai!

Senado Notícias 24-06-2020, por Augusto Castro 
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/06/24/para-a-maioria-dos-senadores-o-novo-marco-legal-vai-melhorar-o-saneamento-basico-no-pais

Para a maioria dos senadores, o novo marco legal vai melhorar o saneamento básico no país

Em sessão remota nesta quarta-feira (24), o Senado aprovou o novo marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019). O projeto é de iniciativa do governo, foi aprovado em dezembro do ano passado na Câmara dos Deputados e agora segue para a sanção presidencial.  
(..) O relator do projeto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que a modernização do sistema de saneamento básico brasileiro “é absolutamente necessária e urgente”. Ele ressaltou que, atualmente, cerca de 35 milhões de cidadãos não têm acesso a água tratada e mais de 100 milhões não são atendidos por coleta de esgoto.

— Metade da população brasileira! Essa precariedade de saneamento básico prejudica, fundamentalmente, os índices de desenvolvimento humano e resulta em imensos prejuízos, sociais — principalmente sociais – e econômicos. A Organização Mundial da Saúde estima que 15 mil pessoas morrem e 350 mil são internadas no Brasil todos os anos devido a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico, situação agravada pela pandemia da covid-19 — disse Tasso.
 (..) 


Entusiasmado com o sucesso da gestão da pandemia de Covid pelo governo Bolsonaro, o senador Jereissati (esq.), que desde criancinha pensa que a crise crônica do saneamento básico no Brasil se deve à ausência de capitalistas como ele próprio e o ministro Guedes (dir.) no setor, está seguro de que, com o novo marco regulatório proposto pelo governo, os monopólios privados vão poder garantir água e esgoto para todos, de forma análoga a como a recente Reforma da Previdência, baseada em princípio similar, o da financeirização, resolveu o problema do desemprego e da falta de oportunidades em nosso país.

Hoje qualquer indivíduo minimamente instruído pode se tornar um próspero motorista de aplicativo ou entregador de comida; amanhã todas as crianças terão direito a um banho diário com água da bica comunitária à temperatura ambiente, sem geosmina.
2020-06-25

sábado, 18 de janeiro de 2020

De frente para o mar

Yahoo finanças 20-12-2019, por Alexis Christoforous

Exemplo para o Brasil? Este país superou uma grave crise econômica e teve o melhor resultado na bolsa em 2019

Imagem: Avebarna
http://avebarna.blogspot.com/2015/07/com-vista-para-o-mar.html
Estamos abertos para negócios”. Esta foi a mensagem de Adonis Georgiadis, Ministro do Desenvolvimento e Investimento da Grécia, para os investidores globais. (..)

Após uma década de ajuda vinda da União Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, e de duras medidas de austeridade, a Grécia finalmente está renascendo das cinzas da sua crise econômica. O investimento estrangeiro direto na Grécia aumentou pelo terceiro ano consecutivo, liderado por investimentos no mercado imobiliário, diante de uma transparência cada vez maior do governo e da redução na burocracia, que costumava afastar os investidores. (..)

O novo governo da Grécia, liderado pelo Primeiro-Ministro Kyriakos Mitsotakis, está priorizando políticas para atrair investimento estrangeiro direto, incluindo cortes nos impostos e a privatização de indústrias estatais, como portos e serviços de utilidade pública. (..) 

2020-01-18

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Sai de baixo!

Época Negócios 18-12-2019 

‘Vem avalanche de investimentos no ano que vem’, diz Guedes 
Montagem: À beira do urbanismno
Imagem original: “Wolfgang Schäuble and the refugee avalanche”, Marian Kamensky

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil vai viver uma “avalanche de investimentos” em 2020, que virão tanto do mercado interno quanto de estrangeiros. Segundo Guedes, os recursos inundarão, sobretudo, a seara da infraestrutura, principalmente do saneamento, cujo marco legal está em processo de atualização no Congresso. Ainda de acordo com ministro, isso vai permitir que economia brasileira cresça elo menos 2% em 2020, numa projeção, segundo o próprio Guedes, conservadora. (..)

"O ‘S’ do BNDES agora é de saneamento. O Brasil tem 100 milhões de brasileiros com lixo a céu aberto, sem água, sem esgoto. Como (projeto de lei) foi aprovado agora (na Câmara), isso vai empurrar o Brasil para outro patamar. De um lado, investimentos em saneamento, de outro, investimentos em infraestrutura. Agora, vamos disparar uma onda de investimentos privados internos e internacionais.  Vem uma avalanche de investimentos no ano que vem", afirmou Guedes ao fazer um balanço sobre o primeiro ano do governo Bolsonaro, no Ministério da Economia. (..) 

2020-01-15

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Bens públicos, negócios privados: Pacaembu

ArchDaily 18-09-2019, por Romullo Baratto

Prefeitura de São Paulo assina concessão do Pacaembu a consórcio privado

A Prefeitura de São Paulo assinou nesta segunda-feira, 16 de setembro, a concessão do estádio do Pacaembu ao consórcio Patrimônio SP, formado pelas empresas Progen, de engenharia, e Savona, fundo de investimentos. O estádio passará por reformas e deverá permanecer fechado ao público pelos próximos dois anos.

As obras terão início no primeiro semestre do próximo ano e compreenderão a demolição do "tobogã" - setor onde habitualmente ficam os torcedores que adquirem os ingressos mais baratos - e a construção de um edifício de nove pavimentos no lugar da estrutura, que receberá lojas, espaços de coworking, restaurantes, escritórios e áreas para eventos, além de uma passarela peatonal conectando as ruas Desembargador Paulo Passaláqua e Itápolis.

(..) O consórcio argumenta que a diminuição da capacidade não afetará a receita do equipamento, já que o futebol deixará de ser a atividade prioritária do Pacaembu. "Com a construção de uma nova edificação, vamos atrair para o complexo inúmeras outras receitas. Aluguel de espaço, estacionamento, venda de alimentos. O futebol vai corresponder a 15% da receita total", afirma Eduardo Barella, presidente do consórcio. (..) 

2019-09-20

sábado, 10 de agosto de 2019

Bens públicos, negócios privados: Jd de Alah

Extra online 07-08-2019, por Gustavo Goulart

Sem dinheiro, prefeitura vai privatizar Jardim de Alah, que ganhará restaurantes e outros empreendimentos

A prefeitura divulgou o termo de referência para a concessão do Jardim de Alah à iniciativa privada (..). No documento, a justificativa apresentada para adoção da medida é a falta de recursos nos cofres municipais para investir e manter o espaço, constantemente tomado por pessoas em situação de rua e objeto de ações judiciais desde que funcionou como canteiro de obras da linha 4 do metrô.

A ideia da prefeitura é ocupar a área com restaurantes e outros empreendimentos comerciais. Na Praça Almirante Saldanha da Gama, identificada pela prefeitura como D1, está prevista a instalação de um ponto comercial de 70 metros quadrados "mais um terraço efêmero". (..)

Em tempos de economia estagnada e rápida concentração da renda familiar, a sina de toda e qualquer terra urbana bem localizada é se tornar alvo de empreendimentos cujos produtos e serviços apelem aos que consintam em pagar, por aquela vantagem, uma parte de seu cobiçado excedente orçamentário.

O fato de um imóvel bem situado estar construído sobre, ou ser  ele próprio, terra pública é quase irrelevante: caçadores de oportunidades especulativas sempre podem justificar a iniciativa como 'parceria público-privada visando a manutenção e melhoria do equipamento'. Dependendo do tamanho do negócio, a parceria pode implicar um simples 'patrocínio' ou reivindicar um prospecto socialmente grandioso, como 'legado olímpico'.

Esse efeito se aplica a logradouros, praças e parques públicos, bens tombados, aeroportos e até para a estação ferroviária mais famosa do mundo - a Gare du Nord, de Paris. O princípio é o mesmo. Mas nem sempre dá certo, por múltiplas razões: a espiral de valorização do solo é um animal altamente sensível. 

Não será fácil aos eventuais interessados no Jardim de Alah, que acaba de ser oferecido pela Prefeitura do Rio de Janeiro à iniciativa privada, fazer o negócio acontecer e prosperar. 

Ainda que estrategicamente situado entre os bairros de Ipanema e Leblon, os mais valorizados do Rio de Janeiro e do Brasil, o Jardim de Alah é também uma área estigmatizada pelos ofertantes de excedentes orçamentários como endereço, e parque público adjacente, de pelo menos 1.000 famílias de baixa renda e pouca escolaridade, majoritariamente negras, residentes na Cruzada São Sebastião - conjunto habitacional construído na década de 1950 sob a égide da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o patrocínio de Dom Helder Câmara para receber população oriunda das favelas da Zona Sul em processo de erradicação -, sendo esta, com toda certeza, a verdadeira razão da prefeitura "não ter dinheiro para a sua manutenção".

Entre os que querem, mas não têm poder de exigir um parque público decente na porta de seu condomínio; os que podem, mas não fazem questão porque seus apartamentos já dão para ruas, calçadas e calçadões muito mais chiques e bem tratados; e os que governam mais preocupados em agradar os financiadores de suas campanhas eleitorais, o Jardim de Alah acabou virando uma 'terra de ninguém' no coração da Zona Sul.

Transformá-lo num negócio rentável dependerá da capacidade que tenham seus promotores de gentrificá-lo, segregando-o mediante barreiras físicas e econômicas. Vale dizer, de torná-lo 'exclusivo'. Outra solução, não sei se mais ou menos economicamente viável, seria fazer o oposto: convertê-lo num grande parque popular de diversões mecânicas e eletrônicas - o velho e bom mafuá. 

Na minha opinião, melhor seria deixar o lugar como está e mandar o Departamento de Parque e Jardins, a COMLURB e o policiamento regular fazerem cada um o seu respectivo serviço. É o bastante para que todos possam compartilhá-lo, nem mais nem menos democraticamente do que já ocorre nas orlas da Praia e da Lagoa - das quais o Jardim de Alah é, não esqueçamos, o inestimável espaço de conexão.
Jardim de Alah e Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon, 1960 - O conjunto habitacional Cruzada de São Sebastião (em primeiro plano) visava abrigar famílias removidas da favela do Pinto, cujos resquícios podem ser vistos à esquerda da saída do canal, criado na década de 20 para sanear a Lagoa. À direita do canal, na Lagoa, está o Clube dos Caiçaras. Ao fundo, também à direita, a favela da Catacumba
















2019-08-10

segunda-feira, 18 de março de 2019

Bens públicos, negócios privados

Correio Brasiliense 16-03-2019, por Hamilton Ferrari

Venda de 12 aeroportos em leilão atinge ágio médio de 1.000%
Montagem: À beira do urbanismo
Imagens originais: Internet
Em leilão “surpreendente”, segundo analistas, o governo federal conseguiu arrecadar R$ 2,38 bilhões com a concessão de 12 aeroportos da Infraero. Chamou a atenção dos especialistas o ágio médio — a diferença entre os valores mínimos exigidos para os lances e as quantias ofertadas pelas empresas — que foi de 986%. Regras mais atrativas e maior confiança na economia do país foram pontos fundamentais para atrair os investimentos. 

(..) O bloco Nordeste obteve o maior lance, de R$ 1,9 bilhão, sendo que o valor mínimo estabelecido era de R$ 171 milhões. O ágio registrou mais de 1.101% e a empresa espanhola Aena Desarrolo Internacional comandará os terminais de Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB).

O principal destaque, porém, foi o ágio de 4.739% do bloco Centro-Oeste, conquistado pelo consórcio Aeroeste, que é formado pela Socicam, conhecida por administrar o terminal rodoviário do Tietê, em São Paulo, e Sinart Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico. O lance mínimo era de R$ 800 mil, mas o grupo investiu R$ 40 milhões. A oferta envolvia os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.

Para completar o domínio das empresas estrangeiras, a Zurich Airport, da Suíça, arrematou os terminais de Vitória e Macaé (RJ) por R$ 437 milhões. O lance mínimo era de R$ 46,9 milhões e o ágio atingiu 830%. O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Venilton Tadini, classificou o leilão como um sucesso. (..) 

2019-03-18

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Cidade inteligente, enclave privado

Yahoo Finance 15-02-2019, por Jessy Bains 
https://ca.finance.yahoo.com/news/google-sister-company-wants-cut-torontos-property-taxes-developing-smart-city-164129521.html

Google sister company wants a cut of Toronto's property taxes for developing smart city

Alphabet’s Sidewalk Labs wants a cut of Toronto’s revenue to build out its vision of a futuristic data-driven smart city.

Sidewalk Toronto’s vision for urban development (Sidewalk Toronto)
Fonte: Yahoo Finance
Clique na imagem para ampliar
The project has been controversial from the start. Critics have been calling out the Google (GOOG) sister company and its partner Waterfront Toronto for lack of clarity around data collection and intellectual property. 

Sidewalk Toronto is offering to help finance transit projects through the neighbouring Portlands area to speed up the process. Sidewalk Toronto says it should get a portion of developer fees and property taxes in exchange for developing the currently rundown area which is 30 times larger than the Quayside neighbourhood where Sidewalk Toronto plans to build its smart city.

Sidewalk Toronto also says it could build a new Canadian headquarters on Villiers Island and a timber factory in Ontario to build help build the smart city — creating 4,000 jobs in the process. (..) 

2019-02-20


sábado, 2 de junho de 2018

PIU / São Paulo: gestão privada da cidade?

Labcidade 25-05-2018 por Paula Freire Santoro e Flávia NunesProjetos de Intervenção Urbana (PIUs) em São Paulo: transferência de terras para exploração comercial por terceiros

Imagem: Prefeitura de São Paulo
Um novo instrumento está sendo largamente utilizado na política urbana de São Paulo: o Projeto de Intervenção Urbana (PIU). Em uma de suas versões, a do PIU dos terminais, concessionários privados podem definir áreas e imóveis no entorno dos terminais de ônibus que desejam desapropriar para explorar comercialmente. Além de alargar para a exploração privada um instrumento (desapropriação) que era de uso exclusivo do Estado, e com fins estritamente de promover obras e equipamentos públicos, a atuação através de PIUs se dá de forma fragmentada e muito pouco transparente. Com processos decisórios cada vez mais enxutos, os projetos de intervenção urbana (PIUs) buscam afastar o debate público na elaboração e implantação de projetos que provocam transformações significativas nas áreas onde são implantados.


Nos últimos dois anos, a Prefeitura de São Paulo colocou 35 Projetos de Intervenção Urbana (PIUs) em debate, sendo que alguns deles foram oriundos de propostas dos proprietários de glebas, através de Manifestações de Interesse Privado. Se aprovados, podem afetar cerca de 102 km² ou quase 10% de toda área urbanizada da cidade. São muito fragmentados, de distintos tamanhos e tipos, que podem ser organizados em alguns grupos: (..) 

2018-06-02

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O planejamento olímpico e a revolução dos transportes (2)

Estado considera inviável tarifa social no catamarã Charitas-Praça XV
Segundo secretaria, para haver uma diminuição na tarifa a linha precisa ter um acréscimo de 40 mil novos passageiros

Montagem: à beira do urbanismo
Imagens originais: Internet
Dois anos depois da prefeitura de Niterói ter dado início à construção da infraestrutura do sistema BRT, dita Transoceânica - que além de ter custado muito dinheiro multiplicou por não-se-sabe-quanto os efeitos da crise recessiva sobre o comércio e serviços do corredor Piratininga-Itaipu -, os cidadãos ficam sabendo, pelo noticiário de O Fluminense, que inexistem até hoje quaisquer planos para a integração do novo sistema ao transporte aquaviário Charitas-Praça XV. 

Até sabe Deus quando, o trabalhador que não puder pagar os atuais R$ 16,50 cobrados para atravessar a Baía de Guanabara a partir do ponto final do BRT terá de pegar um ônibus municipal pela tarifa de R$ 3,70 para chegar, 30 minutos depois se o trânsito permitir, à Estação Hidroviária da Praça Arariboia, no Centro de Niterói, de onde deverá desembolsar mais R$ 6,50 para chegar à Praça XV.

Em qualquer caso, se seu destino não estiver nas redondezas terá de desembolsar outros R$ 3,80 para tomar o VLT ali do lado ou, mais provavelmente, o Metrô a R$ 4,30 ou um ônibus municipal a R$ 3,60 depois de uma caminhada cheia de obstáculos até a Avenida Rio Branco. Se quiser pegar o VLT na praça XV para ir ao Metrô da Carioca, perderá tempo, paciência e dinheiro. Eu garanto: é melhor respirar fundo e ir a pé.

Integração tarifária? Talvez, em algum momento desse périplo, alguns centavos de desconto que não dão nem para um café! 

Pode-se, é claro, alegar que nada disso é necessário. Basta ao trabalhador continuar utilizando uma das inúmeras linhas de ônibus que ligam os bairros de Niterói - Charitas, por exemplo - ao Rio de Janeiro pela Ponte Rio-Niterói. Demora mais, mas custa menos. E se der sorte de ir sentado, pode ser bem mais confortável! 

O porquê dessa balbúrdia? Para mim, é o resultado da gestão público-privada dos transportes metropolitanos: metade má fé e malfeitos diversos contra o patrimônio público e a economia popular, metade puro efeito da moderna exploração privada monopolista, ou cartelizada, dos serviços urbanos. E vá saber onde terminam uns e começa a outra...

Montagem: à beira do urbanismo
Imagens originais: Internet

Leia também
"O Planejamento olimpico e a revolução dos transportes" (Abril 2012)
http://abeiradourbanismo.blogspot.com.br/2012/04/o-laboratorio-de-planejamento-urbano-do.html

2017-10-31

sábado, 14 de janeiro de 2017

Bens públicos, negócios privados

O Globo 14-01-2017, por Glauce Cavalcanti

Empresas de saneamento de oito estados serão privatizadas

O programa de concessões em saneamento do governo federal, capitaneado pelo BNDES, ganha fôlego neste início de 2017 com o anúncio de uma primeira onda de licitações. Pelo menos oito estados que aderiram ao programa — ao todo são 18 — vão dar partida à contratação dos estudos técnicos que definirão a modelagem para conceder companhias públicas de saneamento à iniciativa privada.
Fonte: Internet
O banco de fomento já publicou aviso de licitação em sua página na internet para os primeiros seis editais, referentes a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). O edital sai até o fim de março. (..)

2017-01-14


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Por via das dúvidas: não à privatização do Caio Martins!

Tem sido anunciado que o governo do Estado prepara a privatização do Maracanã após a Copa do Mundo.

Perguntinha tola: será que o preço de venda vai cobrir o custo das obras? Ou ele será concedido, como o Engenhão, a preço de banana – e as obras saem a fundo perdido: um imensa fileira de casas zeradas no fluxo de caixa do concessionário?

Por isso, atenção: nem um metro quadrado do Caio Martins deverá ser vendido para financiar o que quer que seja. Se os capitalistas recebem de graça, porque a cidadania tem de pagar? 

2011-12-02