segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Em pauta: a 'desmercantilização' da moradia

The Berliner 21 09 2026

(..) Die Linke received the most votes but can only govern in a coalition with other parties on the left of centre, as the CDU refuses to cooperate with Elif Eralp’s party. A joint government with the Greens and the SPD would be realistic. (..)

Elif Eralp (Die Linke) is confident that her party will approve exploratory talks with the Greens and the SPD. She also promised to work towards forming a coalition to tackle the rent crisis in Berlin. Specifically, this means they will seek partners with whom the housing corporations can be socialised. “I’ve always said that if the Left Party joins the government, then socialisation will happen,” Eralp said in an interview. (..)

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GdW, the Federal Association of German Housing and Real Estate Companies is the umbrella organization of the relevant sectors in Germany with its headquarters in Berlin. It represents nearly 30 percent of all rental flats in Germany, about 1,2 million of which are social housing. 2,2 million flats are managed by housing cooperatives. (..)

Members: 15 regional federations with around 3.000 housing enterprises
Housing stock: About 6 million rental dwellings for more than 13 million tenants

https://www.housingeurope.eu/member/bundesverband-deutscher-wohnungs-und-immobilienunternehmen-e-v/

2026-09-21

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Cidade de 15 minutos, para variar

Terra Trend 14-09-2026
https://www.facebook.com/profile.php?id=61556497571551

Imagem: Terra Trend
A Rocinha está entre São Conrado e a Gávea, enquanto o Vidigal ocupa parte do Morro Dois Irmãos, junto ao Leblon. São duas grandes comunidades inseridas em uma região marcada também por imóveis de alto padrão, condomínios, clubes e bairros de alta renda. (..)

Não se trata apenas de uma diferença estética entre tipos de construção. O território registra desigualdades sociais e urbanas construídas ao longo da expansão do Rio. 

O aspecto mais marcante é a proximidade. 
Rocinha e Vidigal não estão geograficamente distantes das áreas ricas da cidade. Pelo contrário: estão dentro de uma das regiões mais valorizadas do Rio.

Vista do alto, essa proximidade transforma a paisagem em um retrato direto da desigualdade carioca: padrões urbanos profundamente diferentes ocupando praticamente o mesmo espaço da cidade. (Conteúdo de IA / Imagem ilustrativa).


Donde se conclui que a cidade de 15 minutos foi inventada, entre nós, há pelo menos um século pelas famílias trabalhadoras que ocuparam os morros próximos de suas fontes de rendimento.

Cavando mais fundo, descobre-se que a cidade de 15 minutos foi inventada há vários séculos, na medida em que, nas urbanizações herdadas da época medieval-mercantilista e também naquelas que não tinham passado algum, compradores e vendedores de mercadorias, serviços e força de trabalho passaram a competir pela redução da distância entre as residências e os negócios, assim criando, com a arbitragem da renda do solo, o centro comercial urbano por oposição à periferia residencial. 

A cidade capitalista nasceu como, e para continuar sendo, cidade de 15 minutos; e é exatamente por isso que acabou se transformando, como tudo mais na economia de mercado, em seu contrário - no caso, a metrópole de 1,5 horas!

2026-09-16

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Financeirização e renda do solo: aula prática

Isto É Dinheiro 22-08-2026 / Redação
https://istoedinheiro.com.br/mercado-luxo-imobiliario-sp-atinge-90-mil-metro-quadrado

Mercado de luxo imobiliário em SP atinge R$ 90 mil por m²

Foto: Isto É Dinheiro 
O mercado imobiliário de altíssimo padrão da cidade de São Paulo estabeleceu um novo patamar histórico de preços. O valor do metro quadrado em empreendimentos ultra-exclusivos alcançou a marca de R$ 90 mil, consolidando uma trajetória de valorização que acumula alta de 181,3% desde as fases iniciais de lançamento. Um dos maiores exemplos desse movimento é o projeto 280 ART Boulevard, da Benx, onde a referência inicial do metro quadrado saltou de R$ 32 mil para os atuais R$ 90 mil, registrando rentabilidade anualizada de 25,8%.

Essa escalada expressiva evidencia uma mudança fundamental no perfil e nas motivações de compra dos investidores de alta renda. A precificação tradicional por metro quadrado perde espaço para a valoração de ativos que não podem ser replicados. Elementos como grandes dimensões territoriais na malha urbana já adensada, afastamento arquitetônico em relação às vias públicas e vistas panorâmicas permanentes tornaram-se os reais vetores de precificação.

A dinâmica desse nicho opera à margem dos solavancos da macroeconomia tradicional. Enquanto os segmentos de média e baixa renda sofrem os impactos da Selic e do custo do financiamento habitacional bancário, o público do ultra-luxo atua predominantemente com capital próprio. Essa característica protege as incorporadoras focadas no nicho contra taxas de inadimplência e garante uma liquidez acelerada nas fases de pré-lançamento.

Analistas ressaltam, contudo, que os percentuais de valorização refletem o avanço nominal dos preços de tabela das incorporadoras. Eles não configuram retorno líquido imediato para o investidor individual, uma vez que não descontam a inflação do período, a incidência de impostos (como o ITBI e Ganho de Capital), emolumentos cartorários e custos de manutenção do imóvel.

Orientações Práticas para Imóveis de Ultra-Luxo

Para investidores que buscam preservação de patrimônio ou valorização de capital no segmento de altíssimo padrão em São Paulo, é necessário adotar critérios rigorosos antes da alocação:
  • Mapeamento de Escassez Irreplicável: Dê preferência a projetos situados em terrenos com metragens difíceis de serem reunidas novamente na cidade (como eixos Jardins, Itaim Bibi, Faria Lima e Vila Nova Conceição) ou que possuam vista definitiva para áreas protegidas/parques.
  • Cálculo do Retorno Real Liquido: Ao projetar a rentabilidade, deduza do ganho nominal o imposto sobre ganho de capital (de 15% a 22,5%), o ITBI (3% em São Paulo), as taxas de intermediação imobiliária e o custo de carregamento (condomínio e IPTU) durante o período de vacância.
  • Análise do Perfil das Incorporadoras: Verifique se o projeto possui estrutura de “torre boutique” com poucas unidades, garantia de baixa concorrência interna para futuras revendas e liquidez pré-testada na fase de pré-lançamento.
  • Comparativo com Fundos Imobiliários (FIIs): Avalie o custo de oportunidade entre a aquisição direta do imóvel físico (menor liquidez, maior barreira de entrada) e a compra de cotas de FIIs com portfólios corporativos prime, que oferecem isenção de imposto de renda sobre proventos para pessoas físicas. [Destaques PJ]
2026-09-02