domingo, 30 de outubro de 2016

Lifeline*

El País 19-10-2016, por Nuño Domínguez
http://elpais.com/elpais/2016/10/17/ciencia/1476730874_978554.html?id_externo_rsoc=FB_CC
Europa intenta aterrizar en Marte en busca de vida
Montagem www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original 
ESA / VÍDEO: REUTERS-QUALITY
 2016-10-30
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Originalmente publicado em Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona
https://avebarna.blogspot.com/2016/10/lifeline.html


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mapeando os danos

La Vanguardia / Vida 16-10-2016, por Juan Manuel García

Dónde están las viviendas vacías de Catalunya

Barcelona y su área metropolitana concentran la mayor parte de ejecuciones hipotecarias, pero el problema más grave se localiza en ciudades como Salt y Amposta

Imagem: La Vanguardia
Una de las consecuencias más graves de la larga crisis económica, directamente relacionada con el problema del paro en España, es la dificultad de los ciudadanos para encontrar una vivienda adaptada a sus necesidades o mantener la que adquirieron en propiedad durante la época de la burbuja inmobiliaria (1997-2007).

(..)  La problemática se repite en prácticamente todos los municipios españoles y catalanes: muchas familias se han visto obligadas a dejar de pagar las cuotas hipotecarias, han sido desahuciadas o están en vías de serlo y su vivienda ha pasado a manos de los bancos o de la Sareb (la Sociedad de Gestión de Activos procedentes de la Reestructuración Bancaria, también conocida como el “banco malo”), el organismo encargado de gestionar los activos transferidos por las entidades bancarias nacionalizadas por el Estado o en proceso de reestructuración.

La principal reivindicación de organizaciones como la PAH es que estos pisos que han quedado vacíos después de una ejecución hipotecaria sean destinados al alquiler social, a un precio asumible para aquellos que tienen dificultades para acceder a un vivienda. (..) 

2016-10-26

domingo, 23 de outubro de 2016

Bens públicos, negócios privados

Gazeta do Povo/Vida e Cidadania 22-10-2016, por Naiady Piva

PPPs para a gestão de parques funcionam?

Museu Afro Brasil
Parque do Ibirapuera
São Paulo
(..) O professor Marcos Silvestre Gomes, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, diz que não há exemplos de projetos de parceria público privada proeminentes, no Brasil. E alerta para o risco de estas parcerias resultarem em projetos sem conservação ambiental, “implantados em locais vazios, com espécies exóticas, priorizando questões estéticas”.

Outro risco é a concentração de recursos em regiões ricas da cidade. Geralmente é nestas áreas que ficam os parques patrocináveis, que acabam também abocanhando parte do dinheiro público. 

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chegou a propor uma taxa das associações de apoio aos grandes parques da cidade, para subsidiar os pequenos, relata o jornal The New York Times. As ONGs alegaram que isto afastaria os patrocinadores, e que faziam sua parte ao desonerar o poder público, que ficaria livre para investir nos bairros. (..) 


2016-10-23

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Paris contra-ataca

Le Monde Économie 17-10-2016, por Isabelle Chaperon

Brexit : Paris en ordre de bataille pour attirer les exilés de la City

La Defense
«Le Brexit est une véritable opportunité pour Paris-La Défense. Un certain nombre d’entreprises internationales aujourd’hui installées à Londres vont sans doute chercher à se relocaliser, notamment celles de la banque, de la finance et des assurances », explique Marie-Célie Guillaume, directrice générale de Defacto, l’établissement public gérant le quartier d’affaires des Hauts-de-Seine.

Et d’ajouter : « Paris-La Défense entend tirer son épingle du jeu concurrentiel européen et se positionner comme la seule réelle alternative à la City.»

Fini le temps des complexes ou des scrupules. Cette initiative conjointe de Defacto et du département des Hauts-de-Seine s’inscrit dans le cadre d’un vaste plan de conquête déployé par la France, dans un rare moment de collaboration public-privé. En ligne de mire, le transfert depuis Londres vers Paris d’activités à haute valeur ajoutée et de cadres à fort pouvoir d’achat, avec des créations d’emplois à la clé. (..) 


2016-10-21

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Rearranjo no mapa das cidades globais?

Le Monde Économie 17-10-2016, por Cécile Boutelet

Brexit: Francfort veut devenir le premier centre financier européen
Dans la compétition européenne pour drainer les emplois de la City post-Brexit, la région de Francfort est persuadée qu’elle est une des mieux placées. Bien avant le référendum britannique, elle avait d’ailleurs préparé minutieusement son lobbying, avant de l’intensifier ces derniers mois. A tel point que certains banquiers se sont montrés « impressionnés » par les présentations organisées récemment à Londres par l’agence de promotion de la ville allemande, rapportait récemment le Financial Times (FT).
Selon le quotidien britannique, les membres de la délégation de la région de Francfort sont allés jusqu’à évoquer un assouplissement du droit du travail allemand s’agissant des très hauts revenus, afin de faire tomber les craintes des établissements financiers de la City. (..) 

2016-10-18

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Plano Diretor: urbanismo ou atratividade?

Construção Mercado 04-10-2016, por Luísa Cortés, do Portal PINIweb

Novo Plano Diretor de São Paulo traz menor atratividade ao setor imobiliário, diz pesquisadora da Poli-USP

Nathália Loyola, pesquisadora do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), apresentou na última quinta-feira (19) uma pesquisa sobre o novo Plano Diretor paulistano. O estudo consiste em uma simulação feita em quatro bairros da cidade e conclui que o novo plano poderá elitizar o "miolo" dos bairros, além de obrigar os empreendedores a comprimir a área útil dos apartamentos.
As mudanças também derrubam a taxa interna de retorno de novos empreendimentos em cerca de dez pontos percentuais e, para manter o mesmo nível de atratividade para o empreendedor, nas condições do antigo Plano Diretor Estratégico (PDE), há três possibilidades. São elas: diminuir o custo da obra, comprar o terreno por menor preço ou aumentar o valor de venda das unidades.

(..) "Para que o investidor dessas regiões alcance o nível de atratividade do empreendimento nas mesmas condições garantidas pelo antigo PDE por meio da alteração do preço do terreno, esse valor teria de ser reduzido em média, na melhor das hipóteses, em 32%", calcula Loyola. Na Chácara Inglesa, o cenário é pior. "Para que ele recuperasse o patamar de atratividade conseguido com o antigo PDE naquele bairro, seria necessário reduzir o preço do terreno em cerca de 78%", afirma. (..) 

2016-10-07

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A ver navios

Em algum momento da minha trajetória como profissional do urbanismo a serviço da cidade do Rio de Janeiro, fui uma espécie de inspetor de navios.

Sim, navios. Eu representava a Secretaria de Urbanismo numa comissão encarregada da regulação e licenciamento de obras e reparos nas redes de serviços públicos instaladas sob as ruas da cidade. O aspecto geral dos canteiros, definidos por tapumes orlados de baldes vermelhos emborcados sobre luzes de sinalização noturna, justificava o termo com uma pitada de irreverência carioca. 

Participante, na época, colateral mas solidário, da encantada lua de mel da administração municipal com a arquitetura dos espaços públicos, pude confirmar, na supradita Comissão, a justeza do provérbio popular que diz que não se fazem omeletes sem quebrar os ovos. Dado que as vias públicas servem à circulação de pessoas, bens e serviços, e que os condutos nelas instalados estão sujeitos, como todos nós, a deterioração, obsolescência, rupturas, vazamentos e até explosões terríveis, resulta que conviver com os navios urbanos é preciso. Não têm de ser mal ajambrados como o da foto ao lado - e eu me penitencio por não ter contribuído para a melhoria do seu design -, mas não há como evitá-los, seja no Rio, Nova Iorque ou Copenhague. A boa notícia é que eles estão sempre mudando de lugar! 

Já pensou se não fosse assim? Pois leia esta. 

Instalou-se em Niterói, há alguns anos, um grande navio urbano para a execução de uma obra viária - o Mergulhão da Rua Marquês de Paraná, a mais importante artéria da cidade. Era uma obra controversa, não tanto por sua utilidade - fora proposta anos atrás pela consultoria de Jaime Lerner no âmbito de seu plano de circulação -, mas pelo fato de que o buraco começou a ser aberto, no fim do mandato do prefeito JR, sem os indispensáveis estudos de solo, hidrografia e drenagem - um provável cambalacho até hoje muito mal esclarecido. Pulemos essa parte. 

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O fato é que JR perdeu nas urnas e deixou, como parece ter sido a sua intenção, o abacaxi para a cidadania descascar. 

Escudado por uma ampla maioria de votos, dentre os quais o meu, seu sucessor RN decidiu, em vez de auditar a obra como recomendava a prudência e os princípios da boa governança, concluí-la tal como fora iniciada, com a imprescindível ajuda do então governador SC - na época empenhado em cavar outro buraco: o portentoso déficit nas contas do nosso estado, financiado no mercado internacional com receitas futuras de royalties do petróleo. 

Decisão fatal! Retirado o navio de tapumes, o que surge na esquina da Avenida Amaral Peixoto? Uma imensa barcaça de concreto bem no meio da rua, engalanada com vistosa pintura de bifurcação de via elevada! Um marco do urbanismo niteroiense, projetado para durar cem anos! 

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Atravessar a Marquês de Paraná neste ponto, no lado esquerdo da Amaral Peixoto, implica ou um desanimador passeio em U com dois longos intervalos semafóricos ou o sério risco de morrer esmagado na amurada. E que dizer do resultado estético e do impacto ambiental do empreendimento? (Econômico, também: quem consegue fazer vingar um negócio decente numa esquina onde ninguém mais passa?)

Assassinato da arquitetura urbana, puro e simples, premeditado e frio! Urbanicídio qualificado e sem atenuantes, que poderia ser evitado bastando fazer recuar 30 metros a rampa de descida e pedir ao estagiário para fazer o layout do cruzamento. 

Acesso ao túnel
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Mas tem mais. Você já viu, leitor, um mergulhão acabar ANTES do cruzamento que pretende evitar? 

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Imagino que por falta do dinheiro - ou do tempo político? - necessário para as indispensáveis desapropriações, os engenheiros encarregados da obra arranjaram espaço para posicionar a saída do túnel BEM NO MEIO do largo formado pelo entroncamento das ruas Dr Celestino, Eusébio de Queiroz e Marquês de Paraná!


Saída do túnel
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Durante algum tempo, o governo da cidade alardeou o agora SEU mergulhão como uma grande realização no campo dos transportes, resultando em significativa economia de tempo para os niteroienses. Hoje até o reivindica como seu trunfo eleitoral.

Não disse, naturalmente, e continua não dizendo, que essa economia é um privilégio dos cidadãos motorizados oriundos da Ponte Rio-Niterói em detrimento dos usuários de ônibus que partem da Estação das Barcas com destino aos bairros populares e não populares da Região Litorânea.

Todos os dias, a partir do meio da tarde, esses ônibus formam uma longa fila indiana na faixa seletiva da rua Dr Celestino para negociar, um a um, com os automóveis que sobem a mesma rua, o acesso à única faixa que lhes foi deixada, pelo conflito com a rampa de saída do Mergulhão, para entrar no fluxo da Marquês de Paraná! 


R Dr Celestino.
 Automóveis e coletivos oriundos das Barcas são "afunilados" contra a mureta da rampa de subida do mergulhão para tomar a única faixa disponível de acesso à Marquês de Paraná. Não há mais, nesta esquina, travessia de pedestres para o Hospital Antônio Pedro, ao fundo.
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Rua Marquês de Paraná / saída do túnel. 
Sem a desapropriação do edifício à esquerda, era melhor não ter mergulhão.
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Para o sistema de transporte de Niterói, o Mergulhão significa: automóveis têm precedência; ônibus, entrem na fila!

Para os pedestres, por outro lado, a estrutura física de saída do túnel acrescenta um bloqueio formidável à entrada do Hospital Universitário Antônio Pedro, equipamento urbano que é referência absoluta do lugar.


À esquerda o Hospital Universitário Antônio Pedro; à direita a estrutura da saída do Mergulhão. Esta travessia é o único acesso de pedestres ao Hospital desde o Centro da cidade
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Cagada na entrada, cagada na saída - com a permissão do leitor. E no caminho?

Ao nível da rua, o espaço livre gerado pela cobertura do túnel formou um vazio incompreensível, inóspito e absolutamente desorganizado. Uma terra de ninguém separada da pista de rolamento por um guarda-corpo rodoviário com recortes improvisados nos pontos de travessia semaforizada. 


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Dirão, talvez, que este espaço destina-se à urbanização da área adjacente a um futuro BRT, ou VLT, ligando a Estação da Barcas à Região Litorânea. Pode ser. Mas não há projeto, prazo, explicação e, o mais impressionante, sequer promessa eleitoral! 

Do interior do túnel nada direi. Observe bem o leitor a imagem abaixo ou, se puder, faça a sua própria experiência.

Interior do mergulhão
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O Mergulhão da Marquês de Paraná é, como se vê, um poderoso fator de degradação arquitetônica, ambiental e econômica da via pública mais crucial da cidadeUma reedição tardia do pior tipo de desatino urbanístico do período rodoviarista, que todos teríamos o direito de crer superado depois da demolição do Elevado da Perimetral, no Porto Maravilha. 

É difícil dizer se se trata de uma intervenção urbana mal concebida, de uma estrutura provisória, de uma solução improvisada, de uma obra inconclusa ou apenas de um projeto de engenharia grosseiro e mal-acabado. Com segurança, o Mergulhão é um sério candidato ao prêmio de pior obra urbana do Brasil no século XXI. Niterói não o merece.

Estou convencido: muito melhor teria sido fechar o buraco do JR, colocar o insigne ex-prefeito aos cuidados de uma Lava-Jato municipal e fazer, na Marquês de Paraná, um "Rio-Cidade" com faixa prefencial para ônibus, ciclovia, calçadas civilizadas e cruzamentos corretamente desenhados com semáforos e travessias de pedestres - especialidade indisputável da nossa secretária de Urbanismo! 

E para não deixar sem solução o mote desta mal-alinhavada prosa, concluo dizendo que, diante do U-Boot encalhado na Marquês de Paraná, os navios da minha comissão de licenciamento de obras e reparos em vias públicas não passavam mesmo, convenhamos, de inofensivos barquinhos de cartolina.

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Fotos: (Clique na imagem para ampliar)










2016-09-16

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cidade da música: Estácio, Holly Estácio

 

Luiz Melodia
(1951-2017)



Estácio, Holly Estácio
Luiz Melodia

Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço

Fico manso, amanso a dor
Holliday é um dia de paz
Solto o ódio, mato o amor
Holliday eu já não penso mais

Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Urbi et orbi

NY Times 01-08-2016, por Jennifer Daniel, Josh Williams, Ben Protess e Danielle Ivory


Imagem (det): NY Times
You wake up thirsty.

A few years ago, that glass of water might have come from your local government. Today, it could be courtesy of a private equity firm. It may taste the same, but there’s a good chance your bill has gone up.

Private equity firms are essentially savvy bargain hunters. They make money by buying up businesses they consider to be underperforming, looking to maximize profits and eventually sell them off.

These investors have lots of money at their disposal, mainly from rich individuals and pension funds. They also face fewer regulations than banks. Since the 2008 financial crisis, they’ve expanded their horizons and begun shopping for bargains in new places. (..)


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terça-feira, 19 de julho de 2016

Pampulha dos povos

ECB – Agência Brasil 17-07-2016, por Leo Rodrigues

Unesco reconhece a Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade
Igreja de São Francisco de Assis. 
Foto: Acácio Pinheiro/Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

(...) Encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista também contou com Roberto Burle Marx, que assina o paisagismo, e Candido Portinari, autor do painel externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis, que é um dos principais cartões-postais de Minas Gerais, lembra o ministério.

Também participaram do projeto original o engenheiro Joaquim Cardozo e os artistas Paulo Werneck, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa. Construído nos primeiros anos da década de 40, o conjunto antecipa conceitos arquitetônicos que viriam a ser aplicados anos mais tarde na construção de Brasília.

O valor dos edifícios é reconhecido por suas inovações. "O Conjunto Moderno da Pampulha é uma referência na arquitetura mundial pela utilização do concreto armado, que ainda não havia sido utilizado em construções semelhantes. Causou assim um impacto no mundo inteiro", acrescenta Leonardo Castriota, professor de arquitetura da UFMG e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (Icomos), órgão que assessora e dá pareceres à Unesco.

Compõem o Conjunto Moderno da Pampulha a paisagem que se forma com a integração entre a Lagoa da Pampulha e sua orla, os jardins de Burle Marx, a Igreja de São Francisco de Assis, o antigo Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (atualmente Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte), o Iate Golfe Clube (atual Iate Tênis Clube) e a Praça Dalva Simão (antiga Santa Rosa). (..) 


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2016-07-19

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cidade da música: Sei lá, Mangueira

Herminio Belo de Carvalho
e Paulinho da Viola

Sei lá, Mangueira

Paulo Cesar Baptista de Faria
Herminio Bello de Carvalho

Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar

Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar

Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração

Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De sonhar, de pensar, de sofrer

Sei lá, não sei
Sei lá, não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação

Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar

Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar

Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração

Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar, de sonhar, de sofrer

Sei lá, não sei
Sei lá, não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei



terça-feira, 31 de maio de 2016

Commuting em Nova York

New York Public Library 10-05-2016, por Megan Margino
 
From Suburb to City and Back Again: A Brief History of the NYC Commuter

The daily evening rush of suburbanites
and travelers for the Cortlandt Street Ferry,
 Pennsylvania Railroad, 1899. Image ID: 809471
Clique na imagem para ampliar
(..) Many of New York’s first commuters were summer suburbanites seeking “rural retreats away from the wearying din and unwholesome excitement of city life” (Huguenote Park). Whether searching for a summer country home or a permanent suburban residence, prospective home seekers had many relocation options to speculate.
By 1900, New York City was surrounded by more suburbs than anywhere in the world (Encyclopedia of NYC). Railroad companies and real estate developers encouraged increasing numbers of New Yorkers to move away from the city, boasting less noise and congestion, lower costs, quick and comfortable train rides, more light, fresh air, and healthfulness, and even more births than deaths.
Promoting the possibilities of an idealistic country lifestyle, many suburb guides and advertisements offered would-be commuters practical information for relocating such as details on new real estate developments, communities along train lines, and descriptions of towns and their amenities. Some of these early twentieth century train schedules quite interestingly reveal suburb-to-city travel times that are shorter or very similar to today. Perhaps there is not much hope for commuting times to improve over the next hundred years. (..)

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2016-05-31

sábado, 28 de maio de 2016

Expulsão branca

NY Times 27-05-2016, por Michael Henry Adams
The End of Black Harlem

Harlem, N York
Still Harlem endures as a community with high hopes, and in 2013, we felt sure we had found a champion. Bill de Blasio ran as the mayor for everyone, which we figured had to include Harlem. Black voters were crucial to his victory, and we thought we were covered and cared for. He even has a likable son, as liable to get stopped by the police as ours might.

We were wrong. The man we saw as “our mayor” may talk about housing affordability, but his vision is far from the rent control and public housing that President Franklin D. Roosevelt and Mayor Fiorello H. LaGuardia once supported, and that made New York affordable for generations. Instead, he has pushed for private development and identified unprotected, landmark-quality buildings as targets. He and the City Council have effectively swept aside contextual zoning limits, which curb development that might change the very essence of a neighborhood, in Harlem and Inwood, farther north. At best, his plan seems to be to develop at all speed and costs, optimistic that the tax revenues and good graces of the real estate barons allow for a few affordable apartments to be stuffed in later. (..)

2016-05-28

terça-feira, 17 de maio de 2016

Capitalismo de rendas: um novo ciclo?

The Guardian 16-05-2016, por Agence France-Presse

Chinese pour $110bn into US real estate, says study

O hotel Waldorf Astoria, em Nova York, foi comprado pelo grupo chinês Anbang
Foto: Mark Lennihan/AP/The Guardian

Chinese nationals have become the largest foreign buyers of US property after pouring billions into the market in search of safe offshore assets, according to a study.

A huge surge in Chinese buying of both residential and commercial real estate last year took their five-year investment total to more than $110bn, according to the study from the Asia Society and Rosen Consulting Group.

The sheer size of that total has helped the real estate market recover from the crash that began in 2006 and precipitated the 2008 economic crisis, they said. (destaque do blog)
 
Chinese investment in property has also helped to inflate prices in other developed countries, notably the UK and Australia in the wake of the dip in world stock markets in 2015. (..) 

2016-05-17


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sassen on Jacobs

The Guardian / cities 04-05-2016, por Saskia Sassen

How Jane Jacobs changed the way we look at cities

Jane Jacobs
(..) So perhaps now, on the 100th anniversary of her birth, we should all be asking: what is it that Jane Jacobs made us want to see in the city? Thinking about this question leads me to focus on the conditions that make a metropolis – the enormous diversity of workers, their living and work spaces, the multiple sub-economies involved. Many of these are now seen as irrelevant to the global city, or belonging to another era. But a close look, as encouraged by Jacobs, shows us this is wrong. 

She would ask us to look at the consequences of these sub-economies for the city – for its people, its neighbourhoods, and the visual orders involved. She would ask us to consider all the other economies and spaces impacted by the massive gentrifications of the modern city – not least, the resultant displacements of modest households and profit-making, neighbourhood firms. (..) 

Acesse o artigo completo pelo link

2016-05-05

terça-feira, 3 de maio de 2016

Se meu container falasse...

O Sul 01-05-2016, por Folhapress
http://www.osul.com.br/ricos-e-pobres-disputam-cubiculos-em-nova-york/

Ricos e pobres disputam cubículos em Nova York

A uma plateia que pagou mil dólares por cabeça para um baile republicano, Donald Trump falava sobre o prédio que abriga o evento, o primeiro que reformou em Manhattan, na cidade de Nova York (EUA), no ano de 1980: o hotel Grand Hyatt. Do lado de fora, a aposentada Elizabeth Cooper, 68 anos, aplaudiu um protesto contra o pré-candidato à Casa Branca, no qual o rosto de Trump aparece em cartazes em formato de fezes com a frase: “Está tudo uma merda mesmo”. Ela conta que sua filha de 34 anos não sai de casa porque “os aluguéis estão ridiculamente caros”.

As duas racham 3,8 mil dólares (mais de 13 mil reais) por um estúdio a seis quadras da Trump Tower, onde o empresário mora em uma cobertura tríplex decorada em ouro e mármore. Uma canga divide o espaço entre mãe e filha, garantindo “alguma privacidade”. O drama não é só de Elizabeth. No último trimestre de 2015, o setor imobiliário em Manhattan estourou a champanhe. O preço médio de um apartamento na ilha beirou 2 milhões de dólares (7 milhões reais). E o drama não é só de Manhattan. “Boa parte do Brooklyn ficou ainda mais cara na última década. Bairros como Brooklyn Heights sofrem ‘hipergentrificação’, com bilionários expulsando os milionários”, diz Kennedy Gould, diretor do Programa de Sustentabilidade Urbana. (..)

2016-05-03

domingo, 10 de abril de 2016

Benza Deus

Faceboook 31-03-2016, por Valter Caldeira
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1003687746386574&set=a.349403978481624&type=3

Desafiando a matemática, a física, a geometria, o tempo, o espaço, a carreira de arquitetura, a NASA, Einstein, e o Espírito Santo

2016-04-10

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Localização globalizada

The Economist 02-04-2016, por The Economist

Hot in the city
Valuations in globalised cities are rising much faster than in their hinterlands
Fonte: The Economist 02-04-2016
Clique na imagem  para ampliar 
Globalization has created a handful of metropolises that attract people, capital and ideas from all over the world, almost irrespective of how their national economy is doing. House prices in such places, unsurprisingly, outpace the national average. In our latest round-up of global housing, we find that prices have risen in 20 of the 26 countries we track over the past year, at an (unweighted) average pace of 5.1% after adjusting for inflation. Prices in pre-eminent cities in these countries, however, have risen by 8.3% on average.

(..) In the conurbations in question, the number of households is rising fast as hordes of ambitious millennials pour in. Two in five of Zurich’s residents were born outside Switzerland; 44% are between the ages of 20 and 44. The boom towns also have tight labour markets and therefore relatively high income growth: the unemployment rate in San Francisco and Stockholm is around a percentage-point lower than the national averages. Some are havens for second homes and money seeking safety: foreigners snap up half of London’s princeliest dwellings, according to Savills, an estate agent. Finally, they provide a decent return: net yields in Vancouver were 11% in 2015, according to MSCI, a data provider, three percentage points above the average for Canadian housing. (..)

2016-04-04