A few years ago, that glass of water might have come from your local government. Today, it could be courtesy of a private equity firm. It may taste the same, but there’s a good chance your bill has gone up.
Private equity firms are essentially savvy bargain hunters. They make money by buying up businesses they consider to be underperforming, looking to maximize profits and eventually sell them off.
These investors have lots of money at their disposal, mainly from rich individuals and pension funds. They also face fewer regulations than banks. Since the 2008 financial crisis, they’ve expanded their horizons and begun shopping for bargains in new places. (..)
Unesco reconhece a Pampulha como Patrimônio Mundial da
Humanidade
Igreja de São Francisco de Assis.
Foto: Acácio Pinheiro/Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
(...) Encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek
ao arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista também contou com Roberto
Burle Marx, que assina o paisagismo, e Candido Portinari, autor do painel
externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis, que é um dos
principais cartões-postais de Minas Gerais, lembra o ministério.
Também participaram do projeto original o engenheiro Joaquim Cardozo e
os artistas Paulo Werneck, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa.
Construído nos primeiros anos da década de 40, o conjunto antecipa conceitos
arquitetônicos que viriam a ser aplicados anos mais tarde na construção de
Brasília.
O valor dos edifícios é reconhecido por suas inovações. "O Conjunto
Moderno da Pampulha é uma referência na arquitetura mundial pela
utilização do concreto armado, que ainda não havia sido utilizado em
construções semelhantes. Causou assim um impacto no mundo inteiro",
acrescenta Leonardo Castriota, professor de arquitetura da UFMG e
presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil
(Icomos), órgão que assessora e dá pareceres à Unesco.
Compõem o
Conjunto Moderno da Pampulha a paisagem que se forma com a integração
entre a Lagoa da Pampulha e sua orla, os jardins de Burle Marx, a Igreja
de São Francisco de Assis, o antigo Cassino (atual Museu de Arte da
Pampulha), a Casa do Baile (atualmente Centro de Referência em
Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte), o Iate Golfe Clube
(atual Iate Tênis Clube) e a Praça Dalva Simão (antiga Santa Rosa). (..)
Paulo Cesar Baptista de Faria Herminio Bello de Carvalho
Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De sonhar, de pensar, de sofrer
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar, de sonhar, de sofrer
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
From Suburb to City and Back Again: A Brief History of the
NYC Commuter
The daily evening rush of suburbanites and travelers for the Cortlandt Street Ferry, Pennsylvania Railroad, 1899. Image ID: 809471 Clique na imagem para ampliar
(..) Many of New York’s first commuters were summer
suburbanites seeking “rural retreats away from the wearying din and unwholesome
excitement of city life” (Huguenote Park). Whether searching for a summer
country home or a permanent suburban residence, prospective home seekers had
many relocation options to speculate. By 1900, New York City was surrounded by more suburbs than
anywhere in the world (Encyclopedia of NYC).
Railroad companies and real estate developers encouraged increasing numbers of
New Yorkers to move away from the city, boasting less noise and congestion,
lower costs, quick and comfortable train rides, more light, fresh air, and
healthfulness, and even more births than deaths.
Promoting the possibilities of an idealistic country
lifestyle, many suburb guides and advertisements offered would-be commuters
practical information for relocating such as details on new real estate
developments, communities along train lines, and descriptions of towns and
their amenities. Some of these early twentieth century train schedules quite
interestingly reveal suburb-to-city travel times that are shorter or very
similar to today. Perhaps there is not much hope for commuting times to improve
over the next hundred years. (..)
Still Harlem endures as a community with high hopes, and in
2013, we felt sure we had found a champion. Bill de Blasio ran as the
mayor for everyone, which we figured had to include Harlem. Black voters were
crucial to his victory, and we thought we were covered and cared for. He even
has a likable son, as liable to get stopped by the police as ours might.
We were wrong. The man we saw as “our mayor” may talk about
housing affordability, but his vision is far from the rent control and public
housing that President Franklin D. Roosevelt and Mayor Fiorello H. LaGuardia
once supported, and that made New York affordable for generations. Instead, he
has pushed for private development and identified unprotected, landmark-quality
buildings as targets. He and the City Council have effectively swept aside
contextual zoning limits, which curb development that might change the very
essence of a neighborhood, in Harlem and Inwood, farther north. At best, his
plan seems to be to develop at all speed and costs, optimistic that the tax
revenues and good graces of the real estate barons allow for a few affordable
apartments to be stuffed in later. (..)
Chinese pour $110bn into US real estate, says study
O hotel Waldorf Astoria, em Nova York, foi comprado pelo grupo chinês Anbang
Foto: Mark Lennihan/AP/The Guardian
Chinese nationals have become the largest foreign buyers of US property after pouring billions into the market in search of safe offshore assets, according to a study. A huge surge in Chinese buying of both residential and commercial real estate last year took their five-year investment total to more than $110bn, according to the study from the Asia Society and Rosen Consulting Group.
The sheer size of that total has helped the real estate market recover from the crash that began in 2006 and precipitated the 2008 economic crisis, they said. (destaque do blog)
Chinese investment in propertyhas also helped to inflate prices in other developed countries, notably the UK and Australia in the wake of the dip in world stock markets in 2015. (..)
(..) So perhaps now, on the 100th anniversary of her birth,
we should all be asking: what is it that Jane Jacobs made us want to see in the
city?Thinking about this question leads me to focus on the
conditions that make a metropolis – the enormous diversity of workers, their
living and work spaces, the multiple sub-economies involved. Many of these are
now seen as irrelevant to the global city, or belonging to another era. But a
close look, as encouraged by Jacobs, shows us this is wrong.
She would ask us to look at the consequences of these
sub-economies for the city – for its people, its neighbourhoods, and the visual
orders involved. She would ask us to consider all the other economies and
spaces impacted by the massive gentrifications of the modern city – not least,
the resultant displacements of modest households and profit-making,
neighbourhood firms. (..)
A uma plateia que pagou mil dólares por cabeça para um baile republicano, Donald Trump falava sobre o prédio que abriga o evento, o primeiro que reformou em Manhattan, na cidade de Nova York (EUA), no ano de 1980: o hotel Grand Hyatt. Do lado de fora, a aposentada Elizabeth Cooper, 68 anos, aplaudiu um protesto contra o pré-candidato à Casa Branca, no qual o rosto de Trump aparece em cartazes em formato de fezes com a frase: “Está tudo uma merda mesmo”. Ela conta que sua filha de 34 anos não sai de casa porque “os aluguéis estão ridiculamente caros”.
As duas racham 3,8 mil dólares (mais de 13 mil reais) por um estúdio a seis quadras da Trump Tower, onde o empresário mora em uma cobertura tríplex decorada em ouro e mármore. Uma canga divide o espaço entre mãe e filha, garantindo “alguma privacidade”. O drama não é só de Elizabeth. No último trimestre de 2015, o setor imobiliário em Manhattan estourou a champanhe. O preço médio de um apartamento na ilha beirou 2 milhões de dólares (7 milhões reais). E o drama não é só de Manhattan. “Boa parte do Brooklyn ficou ainda mais cara na última década. Bairros como Brooklyn Heights sofrem ‘hipergentrificação’, com bilionários expulsando os milionários”, diz Kennedy Gould, diretor do Programa de Sustentabilidade Urbana. (..)
Valuations in globalised cities are rising
much faster than in their hinterlands
Fonte: The Economist 02-04-2016 Clique na imagem para ampliar
Globalization has created a handful of metropolises that attract
people, capital and ideas from all over the world, almost irrespective of how
their national economy is doing. House prices in such places, unsurprisingly,
outpace the national average. In our latest round-up of global housing, we find
that prices have risen in 20 of the 26 countries we track over the past year,
at an (unweighted) average pace of 5.1% after adjusting for inflation. Prices
in pre-eminent cities in these countries, however, have risen by 8.3% on
average.
(..) In the conurbations in question, the number of households
is rising fast as hordes of ambitious millennials pour in. Two in five of
Zurich’s residents were born outside Switzerland; 44% are between the ages of
20 and 44. The boom towns also have tight labour markets and therefore
relatively high income growth: the unemployment rate in San Francisco and
Stockholm
is around a percentage-point lower than the national averages. Some are havens
for second homes and money seeking safety: foreigners snap up half of London’s
princeliest dwellings, according to Savills, an estate agent. Finally, they
provide a decent return: net yields in Vancouver were 11% in 2015, according to
MSCI, a data provider, three percentage points above the average for Canadian
housing. (..)
Desabamento de viaduto na Índia deixa ao menos 15 mortos
Calcutá, março de 2016
Qualquer
semelhança com a tragédia do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, em
novembro de 1971, não é mera coincidência: é a calamidade do
desenvolvimento urbano nos países ditos periféricos (quanto ao custo da mão de
obra e padrões de qualidade e, por isso mesmo, centrais quanto às taxas de
crescimento e lucro) de uma economia mundial manifestamente insustentável.
Story of cities #7: Philadelphia grid marks birth of America's urban dream
A Portraiture of the City of Philadelphia (1683),
by Thomas Holme. Illustration: HCQC
William Penn’s city was planned as a utopian ideal; a grid of broad streets to promote green urban living for settlers to this 17th-century colony. While Penn grew disillusioned, his design lives on in Philadelphia, and around the world
(..) Penn – a well-connected Englishman who made it his mission to create a refuge in America for Quakers and other persecuted religious groups from Europe – was prone to celebrating his colony as a free gift from God. In fact, Philadelphia’s construction depended on a cunningly negotiated deal with the English king.
Filadélfia 1777
In March 1681, a cash-strapped Charles II, unable to repay a debt owed to Penn’s late father Adm Sir William Penn, instead made the young heir sole owner of 45,000 square miles of land south-west of New Jersey and north of Baltimore – the king assuming, in a god-like fashion typical of British imperial monarchs, that the territory was his to give. As a feudal-style proprietor, Penn could in turn grant out land as he saw fit.
Within a month, he published the first in a series of promotional tracts with the aim of generating investor interest in his plan to “settle a free, just and industrious colony”. His promised land guaranteed freedoms, rights and liberties – for white Europeans at least. The first cargo of enslaved Africans sold fast to his settlers on its arrival in 1684. (..)
Belo Horizonte, a La Plata brasileira: entre a política e o urbanismo moderno
O objetivo
deste trabalho é analisar o processo de construção da cidade de Belo Horizonte
através de uma comparação com as experiências de reformulação urbanística e de
construção de cidades novas de meados do século XIX, em especial, La Plata,
capital da província de Buenos Aires. Minha hipótese é que o trânsito de ideias
acerca do processo de planejamento urbano, apesar de não reconhecido pelo
projetista de Belo Horizonte, pode ser considerado também, como um trânsito de
ideários políticos que se veem representados na malha urbana. Este trânsito não
indica apenas uma transferência de modelos (urbanísticos, arquitetônicos,
artísticos), mas uma tentativa de atualização das antigas elites políticas a
uma modernidade formal.
Além disso, essa adesão não significou abandono,
ruptura com o passado, mas incorporação plástica daquele mundo social no
ambiente hierarquizado das novas cidades. O termo aqui utilizado para tratar do
fenômeno de construção de núcleos urbanos, “novas cidades”, refere-se de forma
geral a comunidades “planificadas e criadas conscientemente em resposta a
objetivos claramente formulados”, pressupondo, “a existência de uma autoridade
ou organização suficientemente efetiva para assegurar o lugar, reunir os
recursos necessários e exercer um controle contínuo até que a cidade alcance um
tamanho viável” (Galantay, 1977: 15).
Belo
Horizonte insere-se nesta definição pelo fato de – ao contrário das sucessivas intervenções
urbanas executadas em várias cidades, tanto na América quanto na Europa, como
no caso de Paris, Barcelona e algumas cidades coloniais brasileiras – ter sua
origem num ato criador ex-nihilo. A cidade sustenta ainda em seu plano o sonho
de construção de uma cidade harmônica, cuja tradição remonta às utopias urbanas
de Platão, Campanella, Morus. etc. (Freitag, 2001; Kohlsdorf, 1996) e consagram
o ideal de controle da natureza e dos homens num só movimento.
Outra tradição
remota tem suas raízes no projeto de cidade ortogonal. Com forma
pré-estabelecida por normatizações da Leye das Índias, as cidades coloniais da
América espanhola assumiam a forma do traçado quadriculado que tinha no centro
a Plaza Mayor “cuja largura correspondesse pelo menos a dois terços do
cumprimento (...). A praça servia de base para o traçado das ruas: as quatro
principais sairiam do centro de cada face da praça. De cada ângulo sairiam mais
duas, havendo um cuidado de que os quatro ângulos olhassem para os quatro
ventos” (Holanda, 1995: 97). Resquício da tradição clássica romana de
estabelecimento de cidades – através das linhas mestras (cardo e decumanus) que
serviam como referência para o desenvolvimento futuro da rede urbana – as
aglomerações criadas na América a partir do século XVII exerciam uma função
muito mais que estética. Procuravam estruturar a vida social, econômica,
militar e política da povoação através do estabelecimento de sua ordenação
mental.
Atravessar o Atlântico e afastar-se da Europa significava afastar-se
da concepção da cidade orgânica medieval. Aplicando o princípio da tabula rasa,
tais centros urbanos deveriam permitir a representação espacial do corpo
social, ou ao menos, sua expectativa. Por isso é que, para Rama:
A
transladação da ordem social a uma realidade física, no caso da fundação das
cidades, implicava o desenho urbano prévio mediante as linguagens simbólicas da
cultura sujeitas à concepção racional. Mas se exigia desta que, além de compor
um desenho, previsse o futuro. De fato, o desenho devia ser orientado pelo
resultado que se haveria de obter no futuro, conforme o texto real diz
explicitamente. O futuro que ainda não existe que é apenas sonho da razão, é a
perspectiva genética do projeto. (Rama, 1985: 27) (..)
(..) The ideals of the Metabolist Manifesto were perhaps best exhibited and advocated by Kenzo Tange in his 1960 Plan for Tokyo. In 1958 the Tokyo Regional Plan was released, which proposed a series of satellite cities and general decentralization to solve Tokyo’s rapid population boom (rising from 3.5 million in 1945 to 10 million in 1960).
Tange argued that the movement that the automobile introduced into urban life had changed peoples’ perception of space and that this required a new spatial order for the city in the form of the megastructure, not merely a continuation of the radial zoning status quo. He proposed a linear megastructure based on a ‘fixed’ open network of highways and subways around which a ‘transient’ program would create as the population’s needs dictated. The scheme, featuring a linear series of interlocking loops expanding Tokyo across the bay, has often been regarded as initiating the decade-long megastructural movement. (..)
Marseille versus Euroméditerranée / Marseille versus the Euromediterranean
Euroméditerranée - Marselha
Perímetro original e extensão em 2008
Clique na imagem para ampliar
(..) Le projet urbain,
planche de salut de la planète urbaine? Barcelone, élue “poisson
pilote” de l'urbanisme contemporain (Masboungi 1998), constitue aujourd’hui une référence incontournable en matière de
projet urbain. Dès le début des années 1980 la municipalité de Barcelone
entreprend ainsi une requalification globale de la ville à partir d’une
multitude d’interventions urbanistiques de petite envergure portées par les
comités de quartier. Le responsable du développement de la ville, Oriol Bohigas
parle alors d’urbanisme “métastasique” à savoir la prise en compte des besoins
spécifiques de chaque quartier de Barcelone. La démarche change de rythme et de
formule lorsque Barcelone est désignée pour accueillir les Jeux olympiques de
1992. L’ organisation de la manifestation apparaît alors comme une opportunité
pour entreprendre une restructuration de grande échelle en appui sur des grands
projets et encadrée par un plan stratégique associant de nombreux représentants
de la société civile (J.M Pascal Esteve 1999, Rodrigues-Malta 1999).
La démarche adoptée par
Marseille est très différente de celle observée Barcelone: elle se cantonne au
périmètre central de 313 hectares et ne s’inscrit pas véritablement dans une
vision de requalification globale de la ville. Quant à la participation des
habitants, l’absence de modalités préalablement définies en a longtemps limité l’expression
à une simple diffusion d’informations. Six ans après le lancement de l’opération,
l’ établissement public se dote des moyens d’implication et d’accompagnement de
la population résidante du périmètre en créant notamment “la Maison
Euroméditerranée”, bureau d’information sur les questions du logement et de l’emploi.
Ainsi, si ele ne s’apparente pas vraiment à un programme d’actions concerté, la
notion de “projet urbain” désigne davantage un objectif à atteindre, celui d’élever
Marseille au rang de capitale Euroméditerranéenne. Plus q’un “projet de forme”
ou q’un “projet de ville”, Euroméditerranée est déclinée avant tout en “projet
de positionnement territorial”.Les actions d’Euroméditerranée:
accélérer la métropolisation de MarseilleL’opération vise doter
Marseille des éléments qui permettront de légitimer son statut de Métropole. Trois
grandes orientations structurent le projet de transformation du centre de l’agglomération:
action économique, la création de grands équipements structurants et la dotation
/ modernisation des infrastructures de transport.
Un pôle économique méditerranéen
À l’instar d’autres grandes opérations de transformation, le projet
Euroméditerrannée contient un important volet économique qui s’appuie sur le renouvellement
urbain des quartiers centraux. Les
aménageurs souhaitent offrir aux entreprises un cadre de vie requalifié, doté
des services et des fonctions à la hauteur de celle une metrópole. Il s’agit
de rendre Marseille incontournable pour les investisseurs étrangers qui visent
un développement sur Europe du Sud et le bassin Méditerranéen.À l’horizon 2010-15], ce sont 20.000 nouveaux emplois qui sont attendus.
Un bilan au 30 juin 2000 réalisé par Agence urbanisme de l’agglomération
marseillaise (AGAM) et l’établissement public (EPAEM) annonce que, depuis 1995,
7800 emplois bruts ont été créés, soit un accroissement net de 2500 et une
installation de 390 entreprises. Certes, il conviendra de s’attacher une
analyse fine de ces nouveaux emplois dont l’effet d’annonce stimule de
nouvelles initiatives entrepreneuriales. Il est déjà possible de constater que le projet s’appuie davantage sur
les composantes internationales que sur celles locales et régionales. (B. Bertoncello,
R. Rodrigues-Malta 2000, p. 411. Les nouveaux emplois tertiaires fortement
concentrés dans le secteur de la Joliette génèrent aujourd’hui l’émergence de
nouveaux services aux personnes (restauration, pressing, agences de voyage...): reste à
savoir si les activités induites seront la seule forme recherchée du
développement économique accessible aux populations locales?Dans ce projet, le port bénéficie d’une attention particulière. Il ne s’agit plus ici d’envisager le
réaménagement physique de l’appareil portuaire ou de consolider son hinterland
industriel immédiat, mais de retenir à Marseille les richesses produites par le
flux des échanges des biens et des personnes. Soulignons à ce propos les
efforts du Port Autonome de Marseille et du milieu économique local pour
développer l’activité de croisière, en plein essor en mer Méditerranée. Dans
ces perspectives, de nouveaux services tertiaires plus diversifiés, liés aux
activités maritimes et au transport, doivent être développés dans la “zone
arrière-portuaire”.
Des équipements qualifiés Ce type de grande opération urbaine s’appuie généralement
sur la création d’équipements qualifiés appelés à fonctionner comme des signaux
forts. Àce jour, l’ Euroméditerranée privilégie la création d’équipements
dans le domaine de la connaissance et de la culture distribués sur deux pôles
distincts. La bande urbano-portuaire de 25 kilomètres qui s’étend du Fort St Jean
à Arène, accueillera une Cité de la Méditerranée actuellement en cours de définition.
Pensée comme une vitrine urbaine où seront exposés les “trésors” d’une Méditerranée
revisitée, d’une Euroméditerranée en construction, les différents équipements d’excellence
qui la composent participeront directement au changement d’image escompté.
Quant la Friche de la Belle de Mai où sont déjà implantées des activités
artistiques (système friche théâtre), elle participe au renforcement de la
vocation culturelle deMarseille en
accueillant un “pôle patrimoine” et un hôtel réservé aux entreprises de la culture et de la
communication.
Des infrastructures de transport repensées Au delà de la revalorisation de toutes les composantes
des secteurs transformés (logement, espaces publics...), cette opération de
renouvellement urbain est dans tous les cas un grand chantier de consolidation
et de développement des infrastructures de transport. Elle favorise amélioration
de l’accessibilité nationale et internationale avec notamment les aménagements liés
à la ligne TGV-Méditerranée, sans négliger pour autant la requalification/modernisation
des infrastructures existantes et le développement du réseau de transport
collectif. Ces interventions constituent un maillage fort, apte à mieux
satisfaire les besoins en mobilité des usagers de la ville mais aussi à impulser
un nouvel ordonnancement des quartiers traversés. (..)
Interstate 75 slices the city of Cincinnati in half
like an orange. On one side is the city’s Catholic working class west, while
the east side is favored by the wealthier academics and industrials holed up in
enclaves with names like Indian Hill. On all sides are cars. Simple commutes
from Cincinnati’s suburbs to downtown can take an hour or more. One hundred
thousand cars and trucks a day clog both directions on I-75, many of them
headed to towns elsewhere in Ohio.
But it was almost a different story. If just a few things
had gone differently Cincinnati would today be a city of straphangers and
bustling underground stations.
The Cincinnati subway stations are still there. But if
you’re still waiting for a train to come, you’ve been waiting for almost a
century. To this day Cincinnati remains home to the largest unused subway
system in the world, with over two miles of empty tunnels. Engineers who inspected the tunnels recently
deemed them in “very good condition.” (..)
Marseille se redessine-t-elle? Le projet Euroméditerranée
tend en effet à redéfinir la cartographie sociale, économique et infrastructurelle
de la ville. Un nouveau centre, plus riche et plus équipé, est-il en train
d’apparaître provoquant l’éviction de l’ancien qui ne parvient à sortir de la
paupérisation?
Dans le courant des années 90, Marseille tire la sonnette
d’alarme. Le maire Robert Vigouroux, et Jean-Claude Gaudin, président de la
région et qui prendra la municipalité en 1995, constatent le déclin de la cité
phocéenne. En l’espace de vingt ans, Marseille a perdu 200 000 habitants et 50
000 emplois. La raison : la chute de son moteur économique, l’activité maritime
et portuaire. Le projet Euroméditerranée naît pour contrecarrer cette tendance. L’objectif
est double : diversifier les activités en créant un pôle tertiaire et faire
revenir des habitants par la construction d’équipements structurels, écoles,
transports, espaces publiques et culturels. Le territoire de développement de ce projet est identifié. François
Jalinot, directeur général d’Euroméditerranée, présente l’espace à aménager qui
s’étend sur une surface de 310 hectares: (..)
A la demande de la municipalité, l’Etat soutient
financièrement le projet, qui devient une opération d’intérêt national, dans le
but de palier les difficultés économiques de la deuxième ville de France. A
cette même période, naît un projet européen destiné au développement du
pourtour méditerranéen, appelé le processos de Barcelone. Le projet de
Marseille est donc baptisé Euroméditérranée. En octobre 1995 est créé un
établissement public d’aménagement (EPA) qui bénéficie des financements des
quatre collectivités territoriales (municipalité, département, région et plus
tard la communauté urbaine de Marseille Provence Métropole), de l’Etat et de
l’Europe. En 2007, une extension du projet a été décrétée étandant le
périmètre de 170 hectares. Pour autant, la première phase qui a nécessité 2,2
milliards d’investissements ne sera achevée que d’ici trois ou quatre ans.
Alors pourquoi cette extension qui demande 4 milliards d’investissements
supplémentaires, alors même que le centre-ville continue à
se paupériser?(..)
“Operation Euromediterranee Une Affaire D’etat”, por Brigitte
Bertoncello, Rachel Rodrigues-Malta et Jérôme Dubois. POPSU – Plateforme d’Observation
des Projets et Stratégies Urbaines, Jan 2009
Aumenta la brecha económica entre los barrios de
Barcelona
Montagem: À beira do urbanismo Imagem original: Internet
(..) El barrio más rico, Pedralbes, lo es todavía más
que el año anterior. Tiene una renta de 251,7 sobre una media de 100. Y la
renta en el barrio más pobre, Trinitat Vella, baja: de 38,5 a 34,7. Es
decir, si hace un año la riqueza de los vecinos más ricos multiplicaba por 6,3
la de los más pobres, ahora la multiplica por 7,2.
(..) Los datos también muestran con crudeza cómo la
brecha social [ha] dado un salto negativo durante la crisis. El año 2007 sólo
había seis barrios muy pobres y cinco muy ricos. Siete años más tarde, los
barrios muy pobres son 19 y los muy ricos, ocho.