https://revistas.usp.br/plural/pt_BR/article/view/75232/78997
Distorções recentes dos modelos clássicos de estrutura urbana
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| Hoyt c. 1964 |
Enquanto a teoria dos círculos concêntricos de Burgess se baseava num estudo de Chicago – uma cidade situada numa pradaria muito plana cortada a leste pelo Lago Michigan – e os padrões de crescimento de outras cidades seriam influenciados por sua topografia única, sua formulação teve uma aplicação muito difundida às cidades americanas de 1929. Burgess trouxe uma contribuição brilhante e vívida para a sociologia e geografia urbanas, que inspirou o presente autor assim como os sociólogos e geógrafos que fizeram estudos subsequentes dos padrões das cidades.
Na época das cidades gregas no século V a.C., uma cidade era considerada uma criação artística que deveria manter sua forma estática sem alteração. Para dar conta do crescimento da população, os gregos mandavam sair colônias, como enxames de abelhas, para fundar novas cidades com base no modelo ideal. Platão dizia que a cidade ideal não deveria conter mais de 5 mil habitantes, embora ele próprio fosse produto de uma Atenas com uma população de 250 mil habitantes. Na Idade Média, a maioria das cidades do continente europeu eram circundadas por muralhas e muitas, como Milão, na Itália, preservaram uma forma inalterada por centenas de anos.
Nos Estados Unidos, todavia, tem havido um enorme crescimento das áreas urbanas desde 1930. O número de grandes concentrações urbanas com população de um milhão de pessoas ou mais cresceu de dez para 22. A população nos 140 distritos metropolitanos era de 57.602.865 pessoas em 1930, das quais 40.343.442 viviam nas cidades centrais e 17.259.423 viviam fora dessas cidades. (..)
