sexta-feira, 6 de abril de 2012

Caio Martins, o escoteiro-padrão do Brasil, vai servir ao esporte ou só vai levar a tocha olímpica? II

Faltam 4 anos e 3 meses para a Olimpíada do Rio de Janeiro e, a julgar pelo silêncio sepulcral a pairar sobre o destino do Conjunto Esportivo Caio Martins, só se pode chegar à conclusão de que os promotores e fiadores da Olimpíada brasileira – o COB e os governos municipais, estadual e federal – têm coisas mais importantes a tratar do que o único autêntico legado olímpico a ser deixado para Niterói, um plano de reforma e utilização do mais importante equipamento esportivo da cidade por seus escolares, secundaristas, universitários, trabalhadores, idosos e demais cidadãos.

Eu não me espantaria se, no projeto olímpico e nacional Rio-2016 (que imagino estar ao menos esboçado em algum lugar), o papel atribuído ao Caio Martins fosse... dar lugar a um shopping-center e um complexo residencial travestido de hotelaria para os milhões de turistas que desembarcarão em tropel do Novo Aeroporto Tom Jobim para animar, com uma fabulosa torrente de olimpo-dólares, mais uma década inteirinha de desenvolvimento sustentado da economia brasileira.

O que significa, afinal, a expressão “legado olímpico”?

Legado olímpico não é hotelaria nem transporte: é esporte! Para todos.


PS. Para que os amigos não cariocas possam espantar-se com a aparente exclusão do Caio Martins do planejamento  olímpico brasileiro, segue uma imagem da sua situação em relação à cidade do Rio de Janeiro, seus aeroportos e o novo centro de negócios vendido como "centro olímpico"? Ignorância ou má fé? Cartas para a redação.  







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