domingo, 23 de fevereiro de 2020

A pergunta que não quer calar

Deu no Valor Econômico
14-02-2020, por Chiara Quintão
Imóvel residencial vai ficar mais caro em SP, prevê Secovi 


Perplexo com o depoimento do
Dr Jafet, o blogueiro recorre
uma vez mais ao Nero Wolfe
da renda urbana - que não é
outro senão o lendário
investigador mexicano
Marlos Corales devidamente
disfarçado. Sua indagação
capital, aqui adaptada ao caso,
há mais de uma década
reverbera pelas vetustas
paredes da Ciudad del Saber:

“Se já havia quem lhes pagasse
100 antes da 'alta dos custos
de produção', por que motivo
estariam os incorporadores
oferecendo os imóveis por 80?”
Depois de registrar em 2019 seu melhor ano em lançamentos e vendas, o mercado paulistano de imóveis residenciais novos deve apresentar, em 2020, “relativa estabilidade de volumes”, conforme Basílio Jafet, presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. Mas, diante da expectativa de alta de preços, o Valor Geral de Vendas (VGV) deverá crescer.

É esperada valorização de preços dos imóveis, segundo Jafet, em função de custos de produção mais elevados, como os de terrenos e de outorga onerosa (contrapartidas financeiras para que incorporadoras possam erguer empreendimentos além do potencial construtivo básico, até o limite do coeficiente de aproveitamento máximo).  (Continua)









2020-02-23



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

"Entre Rios" - a urbanização de São Paulo


Um excelente documentário sobre a urbanização de São Paulo, com um enfoque geográfico-histórico, permeando também questões sobre meio ambiente, política.
Entre Rios fala sobre o processo de transformação sofrido pelos cursos d’água paulistanos e as motivações sociais, políticas e econômicas que orientaram a cidade a se moldar como se eles não existissem.
A boa notícia é que a cidade, assim como os rios, está em constante transformação e pode tomar novos rumos dependendo dos valores e anseios de sua sociedade.
O video foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP. Assista ou faça download do documentário em HD no link abaixo:
https://vimeo.com/14770270
CRÉDITOS
Direção: Caio Silva Ferraz
Produção: Joana Scarpelini
Edição: Luana de Abreu
Animações: Lucas Barreto, Peter Pires Kogl, Heitor Missias, Luis Augusto Corrêa, Gabriel Manussakis, Heloísa Kato, Luana Abreu
Câmera: Paulo Plá, Robert Nakabayashi, Tomas Viana, Gabriel Correia, Danilo Mantovani, Marcos Bruvic
Trilha Sonora: Andrei Moyssiadis, Aécio de Souza, Mauricio de Oliveira, Luiz Romero Lacerda, Fulvio Roxo, Paulo Pla
Locução: Caio Silva Ferraz
Edição de Som: Aécio de Souza
Correção de Cor: Alexandre Cristófaro
Orientadores: Nanci Barbosa, Flavio Brito,
Orientador de Pesquisa: Helena Werneck
Entrevistados: Alexandre Delijaicov, Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira, Nestor Goulart Reis Filho, Odette Seabra, Marco Antonio Sávio, Mario Thadeu Leme de Barros, José Soares da Silva
EDITORA CONTEXTO

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

America the Beautiful

Deu no The Guardian
04-02-2020, por Martin Pengelly 
Trump wants to 'Make Federal Buildings Beautiful Again' with neoclassical order
Obras do mausoléu da família do 
imperador Trump I na localidade 
de Athens, província da Georgia, 
a cargo do Departamento de 
Arquitetura do Federal Reserve
Donald Trump wants to “make federal buildings beautiful again” by mandating a return to “the classical architectural style”, according to a draft executive order obtained by Architectural Record on Tuesday.
The Record reported that it had obtained “what appears to be a preliminary draft of the order”.
Under the order, it said, the White House would require a rewrite of the Guiding Principles for Federal Architecture, issued in 1962, “to ensure that ‘the classical architectural style shall be the preferred and default style’ for new and upgraded federal buildings”. (Continua)
2020-02-14


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Ave, Trump

Deu no New York Times 
05-02-2020, por Michael D Shear 
Trump Claims End of ‘American Decline’
Sentado em seu trono de mármore,
o imperador Trump I celebra 
a rediviva grandeza e o
glorioso destino manifesto
das Províncias Unidas da
América do Norte
no desconcerto
das nações
Imagem: http://pedroseverinoonline.blogspot
com.br/2008_06_01_archive.html
President Trump claimed credit for a “great American comeback” in a speech to Congress on Tuesday night, boasting of a robust economy, contrasting his successes with the records of his predecessors and projecting optimism in the face of a monthslong Democratic effort to force him from office.
(..) “In just three short years, we have shattered the mentality of American Decline and we have rejected the downsizing of America’s destiny,” Mr. Trump said in a speech that lasted 78 minutes. “We have totally rejected the downsizing. We are moving forward at a pace that was unimaginable just a short time ago, and we are never, ever going back!”

2020-02-11


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Parasita doméstico

Deu no Informe Diário ADEMI
27-01-2020, por Admin 
https://informediario.com.br/2020/01/27/home-equity-em-alta
Home equity em alta
Ciclo virtuoso da Nova Economia Brasileira,
de consumo financiado pelo valor
futuro da propriedade imobiliária individual.

Para uma análise menos douta e sofisticada da
financeirização da moradia na Inglaterra
e do papel da renda do solo na economia
contemporânea, examine a ilustração
abaixo e leia Ryan-Collins, Lloyd & Macfarlane,
Rethinking the Economics of Land and Housing,
2017, Zed Books.


Clique na imagem para ampliar
A fintech Bcredi viu a oferta de crédito pessoal com garantia de imóvel, o famoso home equity no jargão do mercado, dar um pulo de mais de seis vezes em dezembro último frente um ano antes. O motor vem, principalmente, dos juros menores no País e o maior conhecimento dos brasileiros em torno do produto, que mira aqueles com imóveis quitados. 
Com o salto no home equity, a novata viu sua carteira de empréstimos quase dobrar em 2019, encostando nos R$ 700 milhões, ante R$ 400 milhões em 2018. As razões para o desempenho foram parcerias com empresas como Loft, Stone, Nexoos, FinanZero, além da presença em meios digitais. 




The house price-credit feedback cycle
Ryan-Collins, Josh. Rethinking the Economics of Land and Housing (p. 122). Zed Books. Edição do Kindle.
Clique na imagem para ampliar


Leia também neste blog

2020-02-11


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Famílias de baixo padrão

Deu no DL News
22-01-2020, por Fernanda Lacerda /FolhaPress
Capacidade de financiar imóvel dos mais pobres caiu 25%
Montagem: À beira do urbanismo
imagens originais: Internet
A capacidade de conseguir um financiamento imobiliário piorou para a metade mais pobre da população entre 2017 e 2018 e, mantida as tendências atuais do aumento da desigualdade, a situação deve seguir se deteriorando.
A análise é dos economistas do Observatório Brasileiro de Crédito Habitacional Henrique Bottura Paiva (pesquisador da UNB e da Fipe) e José Pereira Gonçalves, também  ex-superintendente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip). (..)
Comparando essa capacidade no ano de 2018 (mais recente disponível) com o de 2014, eles observaram que os 10% mais pobres perderam em média 25,7% da sua capacidade de financiamento -ou seja, se em 2014 eles conseguiam financiar R$ 100 mil, em 2018 esse teto passou para R$ 74 mil.
Considerando os 50% mais pobres, a perda foi de 10%. Por outro lado, o oposto ocorre entre os mais ricos: o 1% do topo viu sua capacidade de financiamento aumentar em 9,4%. A variação é positiva mesmo considerando os 5% mais ricos (aumento de 2,41%) até os 20% mais ricos (aumento de 0,43%).
A distância observada reflete em parte o agravamento da desigualdade de renda verificada no país a partir da crise econômica de 2014. O mercado imobiliário é especialmente sensível a esse movimento, uma vez que renda é um fator determinante para o acesso a crédito imobiliário entre as famílias. (Continua)

2020-02-05



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

A putrefação... da governança!

Deu no Terra
21-1-2020, por DW Brasil
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/o-que-esta-por-tras-da-crise-da-agua-no-rio,14fe899d18ee9f4cb2784c405378ad0dh33sdmhf.html
O que está por trás da crise da água no Rio
Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro.
Foto Tânia Rêgo / Agência Brasil
Há três semanas, muitos cariocas lidam com água turva e malcheirosa saindo das torneiras, enquanto nos mercados o preço da água mineral assusta consumidores. Crise traz temor de consequências graves para saúde pública.
(..) Segundo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), responsável pelo abastecimento de água, uma substância chamada geosmina, produzida por algas, estaria causando o gosto e cheiro de terra na água. Especialistas em saúde pública dizem que a geosmina não faz mal à saúde. Mas, mesmo assim, muitos cariocas estão passando mal.
(..) "Essa situação é fruto de um desequilíbrio, produto do esgoto que é lançado próximo ao ponto de captação da Estação de Guandu", relata o biólogo Mario Moscatelli à DW Brasil. "Essa estação foi feita para tratar água, e não esgoto. Infelizmente, esgoto vindo de outros municípios, principalmente através dos rios Queimados, Poços e Ipiranga, é jogado sem tratamento a alguns quilômetros da estação."
(..) Para o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, a privatização da Cedae é fundamental para esses investimentos necessários. Ao mesmo tempo, Witzel nega que a atual crise seja fruto de erros ou da incompetência da Cedae. "Eu, particularmente, não acredito [em incompetência]. Eu acredito e está sendo apurada uma sabotagem, por conta do leilão. Há muitos interesses envolvidos nesse leilão. Pedi à polícia que apurasse", afirmou o governador nesta segunda-feira (20/01).
(..) A privatização da Cedae está sendo preparada desde 2017, quando o governo do Rio de Janeiro ingressou no Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo então governo federal. Com a venda da empresa agendada para este ano, estima-se que serão investidos até 32,5 bilhões de reais ao longo dos próximos 35 anos. (Continua)

2020-02-05


domingo, 2 de fevereiro de 2020

É luxo só

Deu no Jornal do Commercio
21-01-2020, por Cristiano Cruz
O mercado imobiliário de alto padrão no Brasil
https://academicosdesantacruz.com.br/passistas/
O mercado imobiliário de alto padrão é o último a entrar na crise econômica, assim como também é o primeiro a sair dela.
É com essa afirmação que percebemos a solidez de um segmento em constante desenvolvimento no Brasil. De acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi), esse setor cresce 20% a cada ano justamente pela queda/baixa da taxa básica de juros Selic. Além disso, esse movimento impulsiona novos investimentos no mercado, estimulando os negócios da iniciativa privada. (Continua)

2020-02-02


É Luxo Só (1957) 
Ari Barroso e Luiz Peixoto