sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Airbnb em Barcelona

Deu no Ara.cat (Catalunha)
14-02-2019, por Pablo Feu – Advogado 
https://www.ara.cat/opinio/Pablo-Feu-Contra-canibalisme-habitacional_0_2180182171.html

La deriva cap al canibalisme habitacional
(..) Hi ha ciutadans que es veuen obligats a retroalimentar un model depredador en el seu propi perjudici
Imagem: Theodor de Bry 1593 
Domínio Público
(..) Si contraposo aquestes dades amb la realitat del que avui està passant a la ciutat en matèria d’habitatge, constato que (..) aquest nínxol de mercat és creixent perquè el turisme de negocis i d’oci a la ciutat també ho és, i això està fent que els immobles d’habitatges de la ciutat que Airbnb podrà gestionar els estiguin adquirint inversors immobiliaris per treure’n tota la rendibilitat possible. Que aquesta rendibilitat supera àmpliament el que pot pagar pel lloguer d’un pis una unitat familiar convencional que vulgui implantar la seva residència habitual a la ciutat, perquè els seus ingressos no s’incrementen. Que l’augment dels preus de lloguer està forçant els habitants habituals de la ciutat a canviar de barri o, fins i tot, a marxar-ne cada cop que expira el termini del seu contracte de lloguer. I que aquesta situació aboca al canibalisme habitacional, que apareix quan qui no pot afrontar els preus de lloguer imposats pel mercat claudica, lloga un habitatge i en relloga les habitacions amb Airbnb, de manera que retroalimenta un model depredador en el seu propi perjudici i en benefici de qui l’està imposant, i que aprofita aquesta desesperació per dir que col·labora.

Acesse a matéria completa pelo link
https://www.ara.cat/opinio/Pablo-Feu-Contra-canibalisme-habitacional_0_2180182171.html


2019-02-15



domingo, 10 de fevereiro de 2019

Mecenato de ocasião

Deu no Jornal Econômico
07-02-2019, por Rodolfo Alexandre Reis 
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/mk-premium-vai-investir-15-milhoes-de-euros-em-ativos-imobiliarios-em-portugal-408326
MK Premium vai investir 15 milhões de euros em ativos imobiliários em Portugal
““O mercado imobiliário português

adapta-se perfeitamente ao nosso
modelo de negócio. Edifícios
históricos, localizados em áreas
centrais e que são uma grande
oportunidade de negócio, com o
objetivo de dar resposta à
crescente procura, especialmente
nas duas cidades mais importantes
do país. Portugal tornou-se um
destino muito procurado, o número
de turistas aumentou e, para
empresas como a casasnossa, cujo
objetivo passa pela recuperação
arquitetónica de prédios, é uma
importante oportunidade de
negócio. Estamos muito satisfeitos
com os resultados obtidos no
nosso primeiro ano em Portugal e
em 2019 os nossos objetivos serão
muito mais ambiciosos”, refere
Daniel Leiva, sócio fundador da MK
Premium."


O financiamento da conservação do patrimônio arquitetônico, um dos maiores quebra-cabeças do urbanismo contemporâneo, resolvido de uma só tacada, em Portugal, pela especulação imobiliária globalizada.

Ao custo, porém, da sua exclusão do mercado habitacional: o parque de bens imóveis será usado e apreciado por turistas, ocasionais e sazonais.

Ali onde a especulação imobiliária globalizada não chega, a proteção do patrimônio seguirá dependendo, em qualquer parte do mundo, de capitais locais combalidos e Estados - federais, estaduais e municipais - virtualmente falidos.

Muito se tem falado, e não é de hoje, dos efeitos sociais devastadores da subida dos preços imobiliários internacionalizados nas duas grandes cidades portuguesas. Segundo o JN*, até a Comissão Europeia - insuspeita, eu imagino, de "marxismo cultural" -, reconhece em seu mais recente relatório sobre Portugal que "o aumento nos preços das casas está em grande medida concentrado nas principais cidades de Lisboa e Porto, onde as atividades do turismo se estão a expandir para as áreas residenciais, com um impacto negativo na habitação a preços acessíveis para os grupos socialmente vulneráveis".



2018-02-10


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Barato que sai caro

Deu n'OEStado (Ceará)
22-01-2019, por FolhaPress

Estudo avalia erros de concepção do Minha Casa Minha Vida
Projeto tem recordes de novas moradias, mas repete erros como construir longe de centros
Empreendimento Pau d'Alho, Guararema SP
46 mil m2, 408 unidades

Imagem: http://www.enplan.com.br/pau-d%27alho

(..) Os resultados sugerem que o MCMV tem contribuído para provocar saltos urbanos (“leapfrog”), a ocupação de espaços além da margem da mancha urbana, locais em geral carentes de provisão de serviços e de infraestrutura, afirmam os autores. 
“Na melhor das hipóteses, o programa manteve as famílias de classe baixa na mesma localização relativa que tinham anteriormente”, diz o estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores liderada por Ciro Biderman, professor da Fundação Getúlio Vargas que foi chefe de gabinete da SPTrans e diretor de Inovação da Prefeitura de São Paulo na gestão de Fernando Haddad (2013-2016).
Para os autores, é provável que a maior parte dos beneficiários tenha piorado sua localização nas metrópoles e o acesso à infraestrutura. O impacto sobre a geração de emprego foi marginal e limitado ao período de construção. 
O relatório faz um estudo de caso para comparação dos custos entre conjuntos próximos e distantes dos grandes centros urbanos. Para tanto, foram escolhidos dois projetos da Grande São Paulo: o Gema, em Diadema (região do ABCD), e o Pau D’alho, em Guararema, na região metropolitana (79 km a leste de São Paulo). 
Em Guararema, o metro quadrado de terreno custou R$ 11,44, e cada apartamento, R$ 1.665/m2; em Diadema, esses valores saltaram respectivamente para R$ 110/m2 e R$ 2.225/m2. Nos dois casos, o custo de construção foi praticamente igual, em torno de R$ 1.500/m2 de área construída. Ou seja, o custo mais baixo no conjunto de Guararema se devia ao preço menor da terra, por ser longe do centro metropolitano. 
Dois fatores explicam a semelhança do custo da obra em si nos diferentes locais: as concorrências para escolha dos projetos tinham exigências “frouxas” quanto à localização e à oferta de infraestrutura urbana e, ao mesmo tempo, descrições minuciosas sobre as características da construção. 
“A vencedora será sempre a que tiver o menor preço. A maneira de reduzir esse preço é a localização periférica em solo sem serviços. Então, o arranjo institucional em certa medida permite que não se avance na superação de duas variáveis cruciais na precariedade: a localização na cidade e a oferta de serviços públicos”, afirma o relatório.
(..) A economia que o poder público faz no curto prazo, ao construir habitação popular em áreas distantes e sem infraestrutura, acaba por provocar custos maiores. Como sabem os urbanistas, no longo prazo é mais barato construir casas populares no centro da cidade do que na periferia. (Continua)

2019-28-01

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Alerta de temporal?

Deu no UOL Notícias
16-01-2019, por Patrick Clark/ Bloomberg
https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2019/01/16/acaba-imunidade-das-metropoles-a-queda-do-mercado-imobiliario.htm
Acaba imunidade das metrópoles à queda do mercado imobiliário
(..) Para alguns, trata-se de um recuo bem organizado. Para outros, há motivos para preocupação. Um estudo divulgado em novembro pelo Fundo Monetário Internacional alertou que a sincronia dos preços dos imóveis residenciais nas cidades globais significa que choques locais podem abalar mercados no mundo todo.
Imagem: Internet
Várias cidades globais afetam "o sentimento sobre a percepção de risco", disse Albert Saiz, professor de economia urbana do Massachusetts Institute of Technology (MIT). "Se Nova York ou Londres escorregam, sua importância talvez seja suficiente para ter impacto sobre o mercado inteiro."
Na busca por maior rendimento, investidores internacionais despejaram dinheiro em propriedades nas cidades mais caras do mundo, elevando ainda mais os preços. As autoridades reagiram com restrições aos fluxos de capital externo. Ainda neste mês, parlamentares britânicos publicarão detalhes sobre o imposto sobre a compra de imóveis por estrangeiros em Londres, após o aumento das taxas sobre casas compradas por empresas e sobre imóveis comprados por quem já tinha a casa própria. O governo também eliminou isenções tributárias para quem financia a compra de imóveis para aluguel. Nos bairros mais caros de Londres, os preços das casas caíram 19 por cento desde o pico atingido em 2014, segundo dados da Savills, mas os esforços para restringir as compras para fins de investimento ainda estão em curso.
Em outras partes do mundo, observa-se uma dinâmica parecida. (Continua)
2019-01-21

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Petróleo e estatais no Centro do Rio: uma nota

Deu no IBRAFi Notícias
07-01-2019, por Ramona Ordoñez e Bruno Rosa (O Globo  Economia 06/01/2019)

Retomada do petróleo anima mercado imobiliário do Rio


“(..) Um levantamento da Regus, 
empresa especializada no aluguel 
de salas comerciais, mostra que 
mais de 450 empresas 
relacionadas ao setor de petróleo 
e gás, entre operadores e 
prestadores de serviços, 
abriram ou ampliaram 
escritórios no Estado do Rio, 
principal zona produtora 
do Brasil, no ano passado.
A previsão da empresa é que este 
ano haja um aumento de 30% no 
número de companhias do setor 
em busca de espaços flexíveis, 
virtuais, ou em coworking, além 
de obter endereços fiscais no Rio 
para iniciar atividades no país.

O mercado carioca ganhou ainda 
um impulso extra no fim de 
dezembro, quando a Petrobras 
abriu uma licitação para alugar 
espaços de trabalho para até 
4.500 posições (pessoas) ao longo 
de três anos em regime de 
coworking. Ou seja, a estatal quer 
investir em um novo modelo que 
possibilite o trabalho em conjunto 
com outras empresas perto de sua 
sede, no Centro do Rio. (..)
Imagem: Edifício sede da 
Petrobrás na Avenida Chile, 
Centro do Rio de Janeiro

O papel da indústria do petróleo na recuperação do dinamismo imobiliário do Centro do Rio na primeira década do século XXI está competentemente analisado, e profusamente documentado, na dissertação da arquiteta e urbanista Alice Belém intitulada Novos Rumos para o Centro do Rio de Janeiro - os significados da prosperidade do petróleo (Especialização em Engenharia Urbana UFRJ 2013), que o leitor pode acessar pelo link [1].

Segundo Belém, “48% das empresas de petróleo e gás do município estão instaladas no Centro do Rio de Janeiro (..) com atividades relacionadas a Serviços, Produtos, Organização e Exploração & Produção”.

Ampliando o escopo da análise, Belém observa que, apesar das privatizações, as empresas estatais remanescentes com sede no Centro do Rio representam "vultosas massas de capital e expressivos contingentes de empregos, diretos e indiretos."

Em 2008, só a Petrobrás contava 31 mil postos de trabalho no Centro, incluindo Praça da Bandeira, sendo 8,9 mil no edifício-sede (Edise) da Avenida Chile e outro tanto distribuído em edificações novas e retrofitadas, próprias e alugadas, no corredor urbano Castelo-Cruz Vermelha-Estácio.


Fonte: Belém, A. Novos Rumos para o Centro do Rio de Janeiro - os significados da prosperidade do petróleo

Tendo em conta os fluxos financeiros associados a essas "massas de capital" e o nível salarial médio desses empregos, pode-se supor a importância decisiva das estatais herdadas dos ciclos desenvolvimentistas do século XX e, mais recentemente, da renovada economia do petróleo, como contraponto aos efeitos negativos (a) da mudança da capital para Brasília em 1960, (b) das crises econômicas recorrentes e (c) da concorrência inexorável dos subcentros sobre a dinâmica do mercado imobiliário e a conservação e uso do estoque de bens públicos do Centro do Rio.

Assunto para um livro inteiro ou uma tese doutoral; no meu caso, quem sabe dois ou três artigos para este mesmo blog. Um deles, com certeza, seria dedicado a debater a hipótese de Villaça, enunciada em sua obra magna Espaço Intra-Urbano no Brasil (1998), de que “a única explicação possível para o fato de partes significativas das elites cariocas ainda usarem o centro do Rio”, fazendo dele o menos afetado dentre os centros metropolitanos brasileiros pelo abandono dos grupos sociais afluentes, “é uma só: a força da tradição e das monumentalidades herdadas do passado”. [2]

Não seria então o caso de incluir como fator de vitalidade econômica no Centro do Rio, ao lado da indiscutível “força da tradição” materializada em um tesouro de bens legados pela capital da Colônia, do Império e da República, a condição de sede do parque de empresas estatais nacionais e a circunstância de capital da indústria (cada vez menos) brasileira do pré-sal?

Não por acaso considero, faz tempo, a expansão da "indústria da administração petroleira" sobre o vetor Castelo-Cruz Vermelha-Estácio um aspecto ineludível do debate sobre os parcos sucessos e muitos desacertos da Operação Urbana Porto Maravilha e da expansão do Metrô, portanto de toda a política oficial voltada à "revitalização do Centro" nos últimos 20 anos.
___
[2] VILLAÇA, Flavio. Espaço Intra-Urbano no Brasil (1998), São Paulo: Studio Nobel; FAPESP; Lincoln Institute, 2001, p.292


2019-01-14


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ajuda mútua

Deu no Arch Daily
02-01-2019, por Eric Baldwin
Esqueletos robóticos podem ajudar os trabalhadores da construção civil a partir de 2020
Montagem: Àbeira do urbanismo
Imagens originais: Arch Daily/1Internet
A empresa norte-americana de robótica Sarcos divulgou um novo exoesqueleto de corpo inteiro para trabalhadores da construção civil que estará disponível comercialmente em 2020. Especializada em dispositivos militares e de segurança pública, a empresa anuncia agora este dispositivo robótico que permite que os trabalhadores carreguem até 90 kg por longos períodos de tempo. Chamado de The Guardian XO, o projeto está em desenvolvimento há quase duas décadas e tem como objetivo ajudar a reduzir o estresse físico dos trabalhadores da construção civil.
De acordo com a página BIM +, o desenvolvimento do Guardian XO exigiu mais de US$ 175 milhões, e o dispositivo resultante pode durar oito horas com uma única carga. O peso do traje e cargas transportadas é transferido através da estrutura do exoesqueleto para o chão. Sarcos diz que o processo contém um “conjunto de sensores integrados ao exoesqueleto, permitindo que o operador controle intuitivamente o robô de uma forma que aproveite seus instintos e reflexos e minimize a necessidade de treinamento humano”. Capaz de amplificar a força humana na proporção de 20 para 1, um saco de cimento de 50 kg pesará muito pouco para quem estiver operando o dispositivo.

2019-01-04


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Avanço mundial

Deu no Jornal Opção
27-12-2018, por Nathan Sampaio 
https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/projeto-de-lei-sobre-distratos-de-imoveis-e-sancionado-por-michel-temer-veja-o-que-muda-155542/


Projeto de lei sobre distratos é sancionado por Michel Temer 
(..) Em tese, o presidente da comissão na OAB de Goiás ainda diz que, na legislação, a medida pode até parecer mais favorável ao mercado empresarial, e que a princípio pode dar impressão que isso prejudica o consumidor, mas ele esclarece a situação, refutando a ideia.

Montagem: à beira do urbanismo
Imagens originais: Internet
“Eu tenho entendimento que isso prejudica, na verdade, o mau consumidor. Até porque, em qualquer lugar do mundo os contratos, principalmente os imobiliários são feitos para serem cumpridos, no Brasil é que existem essas variações de interpretações do poder judiciário. Nos Estados Unidos, por exemplo, se algum comprador desiste da compra do imóvel ele perde tudo que já pagou”, justifica Diego, concluindo que se trata de um “avanço mundial”.

2018-12-27


sábado, 22 de dezembro de 2018

A novidade

Deu no Valor Econômico
21-12-2018, por Chiara Quintão

Incorporadoras de média e alta renda serão destaque em 2019 
O mercado começa 2019 com expectativas diferentes em relação às empresas com atuação nas rendas média e alta e àquelas com foco na baixa renda. Espera-se que as incorporadoras que desenvolvem imóveis para as rendas média e alta tenham crescimento, como consequência da expansão da economia, da redução dos distratos e do aumento do crédito para habitação. Já o desempenho de empresas participantes do Minha Casa, Minha Vida tende a apresentar estabilidade ou pequena variação para cima ou para baixo decorrente de cortes potenciais na faixa 1,5 do programa habitacional.


Nos últimos anos, volume expressivo de imóveis destinados principalmente à média renda retornou à carteira das incorporadoras como consequência dos cancelamentos de vendas. Aprovadas pelo Congresso Nacional, as regras para retenção de recursos pelas incorporadoras em caso de distratos só dependem de sanção presidencial. (Continua)
 
2018-12-22

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Megarry: sobre o controle e planejamento do uso do solo na Inglaterra

Última edição 06-12-2018

Esta postagem é dedicada a um texto de 1962 que, com a devida consideração ao tempo decorrido e à circunstância histórica, pode ser lido como introdução ao sistema urbanístico inglês - dito “discricionário” pela crítica especializada, por oposição ao modelo “normativo” praticado no Brasil e na maior parte do mundo ocidental. 

Topei com ele por acaso, na Internet, durante minhas pesquisas sobre as atribulações da cidade-jardim howardiana e achei, a exemplo do pientíssimo vira-casaca Henrique IV, rei católico de França, que valia, se não uma missa inteira, como Paris, pelo menos uma pequena prédica. Sinal dos tempos.

“Town and Country Planning in England: A Bird's Eye View”, [1] de R. E. Megarry, professor titular da Universidade de Cambridge e professor visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Nova York (1960-61), proporciona ao estudioso da história e dos modelos regulatórios do urbanismo um resumo dos atributos básicos e etapas de desenvolvimento do sistema legal de planejamento de uso do solo e licenciamento de projetos na Inglaterra e Gales.

A exposição de Megarry abrange os 53 anos decorridos desde a edição do Housing, Town Planning &c. Act de 1909, marco jurídico inaugural do sistema de planejamento e controle do uso do solo no país, com destaque para a reforma instituída pelo Town and Country Planning Act de 1947, que lhe deu não propriamente a sua forma atual - já lá se vão mais de 50 anos -, mas a sua configuração moderna: nas palavras do autor, um sistema compulsório para todas as autoridades locais, extensivo à totalidade do territorio da Inglaterra e Gales, flexível no duplo sentido de que os planos estão sujeitos a revisões periódicas e de que suas disposições não são vinculantes, unificado por estarem todas as autoridades locais subordinadas ao então Ministério da Habitação e Governos Locais e legitimado por um elevado grau de participação e controle cidadão, quer no processo de elaboração dos planos quer na discussão dos recursos das decisões das autoridades locais.

Essa lista de atributos me anima a matizar a ideia, expressa num texto muito mais modesto e recente de Rolnik e Lopes sobre a atualidade do zoneamento [2], de que, ao contrário do que sucede no “sistema normativo” de extração norte-americana e alemã, “que define, por texto e mapa, o que um proprietário pode ou não pode fazer em seu terreno”, no sistema "discricionário" inglês a análise “é feita a partir de méritos individuais e consultas a moradores do entorno de cada empreendimento”. 

Parece faltar aqui o papel central do plano, também composto de textos e mapas a despeito do caráter não vinculante dos usos e edificabilidades propostos para as diferentes áreas e localizações. Na Inglaterra da segunda metade do século XX, explica Megarry, o licenciamento de novos usos e construções, embora sujeito à decisão discricionária da autoridade local, deve levar em conta as disposições e recomendações do plano de desenvolvimento urbano vigente, cabendo recurso à instância superior - com direito a alegações presenciais das partes envolvidas, seus representantes e assessores técnicos. Não havendo, por definição, a hipótese de decisão contrária à norma urbanística, os tribunais de justiça se limitam a garantir o respeito aos ritos.

De um modo geral, creio ser possível dizer que, no moderno sistema inglês de planejamento e controle urbano, o conceito essencialmente passivo de zoneamento é substituído por uma visão estratégica de alocação espacial de usos e recursos, públicos e privados, no marco de um plano de desenvolvimento local reconhecido e aceito pela comunidade.

Plano de Liverpool Janeiro 2002
Para melhor visualização clique


No saite do Liverpool City Council dedicado ao Unitary Development Plan de 2002, por exemplo, se lê que o UDP “é um documento legal crucial para o futuro da cidade, [que] mostra quais usos podem ser dados a cada terreno” (what every piece of land in the city can be used for), uma formulação, aliás, no mínimo ambígua para um sistema classificado como discricionário. De fato, o capítulo 6, "Recuperação Econômica", apresenta uma lista extensiva de terrenos com as respectivas áreas e usos recomendados. [3] A figura ao lado [4] é o mapa resumo do plano de desenvolvimento urbanístico da cidade de Liverpool de janeiro de 2002.

Refletindo sobre a hipótese, bastante razoável, de que um tal sistema de decisões discricionárias tende a ser mais suscetível às pressões dos grandes empreendedores, ocorreu-me por contraste o ponto de vista de Villaça, para quem, “num país de Estado fraco como o Brasil”, a localização das camadas afluentes, portanto dos produtos da indústria da incorporação, no espaço urbano resulta de “processos sociais que se desenvolvem por muitas décadas e que determinam a legislação urbanística em vez de serem determinados por ela. Imaginar que a legislação urbanística possa dobrar [no longo prazo] os interesses de um poderosíssimo setor de mercado - o setor imobiliário - é uma ilusão”.[5]

A força inercial da legislação como contraponto ao poder de pressão do negócio imobiliário é indiscutível, mas não deve ser superestimada. Ela não é igualmente eficaz em todos lugares e circunstâncias históricas e tende a ser solapada no longo prazo mesmo em países de “Estado forte” como a França e a Inglaterra - se entendo o conceito de Villaça -, por interesses que ou escapam ao controle do urbanismo ou o colocam mais ou menos legitimamente a seu serviço, como é o caso dos Grandes Projetos Urbanos da nossa e de outras épocas.

Uma década de experiência em funções de responsabilidade na Secretaria Municipal de Urbanismo da cidade do Rio de Janeiro me faz pensar que o estudo do regime discricionário inglês pode contribuir para a melhoria dos nossos sistemas municipais de regulação e licenciamento urbanístico, em geral carentes de métodos e procedimentos adequados - do ponto de vista da transparência administrativa, do controle democrático e das finalidades do planejamento - ao exame de circunstâncias não previstas nos códigos, que não são raras, e à tomada de decisão em situações interpretativas, conflituosas e de solução negociável, que são muito mais corriqueiras do que - parafraseando o mais ilustre dos ingleses - supõe a nossa vã filosofia. 

E para que o leitor possa formar a sua própria ideia sobre a atualidade do texto de Megarry, indico ao final da postagem um link do governo britânico para o sistema de planejamento de uso do solo na Inglaterra contemporânea (“Plain English guide to the Planning System”, Department for Communities and Local Government, janeiro de 2015). [6] Abaixo, segue um destaque extraído da seção dedicada aos Planos Locais, datado de 19-05-2016 e atualizado em 28-07-2017. [7]

Qual é o papel do plano local?
Os Planos Locais ocupam um lugar central no sistema nacional de planejamento. Por isso é essencial que eles estejam em vigor e atualizados. O Plano Local provê uma imagem e um marco para o desenvolvimento futuro da área, indicando necessidades e oportunidades nas áreas de habitação, economia, instalações comunitárias e infraestrutura, bem como proteção do meio ambiente, adaptação às mudanças climáticas e garantia de qualidade dos projetos. É também um instrumento crucial para a análise e aprovação de projetos, ponto de partida, ao lado dos Planos de Vizinhança em vigor, para o exame dos pedidos de licença para novos empreendimentos.
O que deve estar contemplado um plano local?
O Plano Local deve conter uma clara visão do desenvolvimento da área no período da sua vigência, indicando-se onde, quando e como ocorrerão essas transformações. Pode-se  fazê-lo mediante alocações espaciais gerais (áreas) ou especificas (terrenos) para diferentes usos; indicação de áreas com vocação de desenvolvimento ou que requeiram a aplicação de regras especiais (como os habitats protegidos); especificação de critérios a serem levados em conta na análise dos empreendimentos. As políticas de desenvolvimento urbano local devem ser sintetizadas em um mapa geral, junto com todas as informações que a Autoridade de Planejamento julgue relevantes para a sua melhor compreensão.

Boa leitura.


“Town and Country Planning in England: A Bird's Eye View”
Megarry, R E. M.A., LL.D., Universidade de Cambridge. Professor Visitante na Faculdade de Direito da Universidade de Nova York 1960-61
(Transcrição revisada de palestra ministrada na Faculdade de Direito da Western Reserve University, Ohio / EUA, em 1961). Publicado em Case Western Reserve Law Review, Vol 13 No 4 (1962). 
(..) 
THE ACT OF 1947
These defects, and many others, were corrected by the Act of 1947. This scrapped the old system completely. It wiped the slate dean: in effect Parliament said, "We are going to start all over again. We will learn from our experience and mistakes under the old system and have a better and more comprehensive system of control." First, the old town planning schemes were all completely repealed and replaced by a very much modified version of the town planning scheme. Every local planning authority was required to prepare within three years what was called a "development plan." Unlike the old planning schemes, development plans are compulsory. As a preparatory step, the authority was required to carry out a survey of its area and submit a report of the survey to the Minister, who is now the Minister of Housing and Local Government, in place of the Minister of Health. Although the report of the survey is not a formal part of the development plan, it usually contains far more reasoning and explanation of policies than will be found in the plan itself: the report explains, the plan states.
The development plan itself does not look very different from the old town planning scheme. There is still a complex of maps, including a basic map and a town map for each urban area. The town map has various markings and colorings on it; there may be red for the residential zones, dark purple for the heavy industrial zones, light purple for the noiseless, colorless, and odorless industries, brown for shopping areas, and so on. There are also program maps to show when during the next twenty years each of the changes is likely to take place.
Generally speaking, all our zoning is exclusive. We have never had a system of Euclidian zoning in which there is a hierarchy of uses, and where in each class any use in a superior class is permitted. Thus an industrial zone does not embrace housing or shops. The furthest we go along this road is that some local planning authorities provide a table in the written statement which is part of the development plan showing certain compatible uses (e.g., shops and houses, or offices and public buildings) which will probably be permitted, or will be considered on their merits. Thus in a heavy industrial zone, permission for light industrial development will in all probability be granted; commercial development will be considered on its merits; and permission for housing development will in all probability be refused. Euclidian zoning would permit all these.
In addition to all the maps, the development plan includes a written statement. This sets out the broad outline of planning policy and the general rules to be applied in the area, together with various definitions. So the development plan does not look much different from the old town planning scheme. However, as you will see later there are some important differences.
Every local planning authority is thus obliged to prepare a development plan. Having prepared the plan, the authority must submit it to the Minister for approval. The plan must first be advertised. At least six weeks notice must be given to allow for objections,"' and anyone can inspect the development plan in the local city hall to see how it affects his own land. There will then be a public local inquiry into any objections to the development plan.
These inquiries are usually well attended by objectors. The inquiry will often last a long time. Perhaps the simplest of these inquiries will be completed in about a week, whereas the more complex ones take many weary months. At the intuiry there is a detailed examination of every objection that has been made to the development plan. The objections may be on matters of broad principle; on the other hand, they may be on the particular application of a planning policy to an individual plot of land. (..)

Acesse a íntegra do artigo pelo link 

também
____
NOTAS
[1] “Town and Country Planning in England: A Bird's Eye View”, por R. E. Megarry, 13 Cas. W. Res. L. Rev. 619 (1962) 

[2] “100 anos de zoneamento: ainda faz sentido?” ObservaSP 29-11-2016, por Raquel Rolnik e Mathews Vichr Lopes 

[3] “Plan making in Liverpool - Unitary Development Plan November 2002” Liverpool City Council 27-11-2018
https://liverpool.gov.uk/council/strategies-plans-and-policies/environment-and-planning/plan-making-in-liverpool/current-local-plan-documents/unitary-development-plan/

[4] "A Plan for Liverpool - proposals map". The City of Liverpool
https://liverpool.gov.uk/media/9626/the-udp-map.pdf

[5] VILLAÇA, F. Espaço Intra-Urbano no Brasil, Capítulo 8: "Os bairros residenciais das camadas de alta renda", Nota 15. p 224. SãoPaulo 2001: Studio Nobel; FAPESP; Lincoln Institute

[6] “Plain English guide to the Planning System”, January 2015 Department for Communities and Local Government

[7]  “Local Plans”. 19-05-2016 (atualizado em 28-07-2017), Ministry of Housing, Communities and Local Government, Planning practice guidance and Planning system


2018-11-27

domingo, 11 de novembro de 2018

Mirador de Sanchinarro

Deu no La Vanguardia Madrid
10-11-2018, por Juan Sardá
https://www.lavanguardia.com/local/madrid/20181110/452808379811/madrid-secreto-mirador-sanchinarro.html  

El edifico más raro de Madrid está en Sanchinarro 
Foto: Juan Sardá / La Vanguardia
(..) Construido por la arquitecta Blanca Lleó en colaboración con el estudio holandés MVRD, el Mirador de Sanchinarro es un edificio de viviendas protegidas y recibe este nombre porque tiene vistas sobre la sierra de Guadarrama desde su patio central, situado a una altura de casi 40 metros. Es precisamente ese patio, situado en la planta doce con una superficie de 600 metros cuadrados el elemento más audaz y sorprendente, motivo de elogio para algunos y de crítica para otros. 
Recuerda un poco a la “unidad habitacional” de Le Corbusier en Marsella y su organización se guía por una suerte de idealismo arquitectónico parecido porque más que meros edificios ambos aspiran a convertirse en verdaderos hogares comunes para sus habitantes facilitando que hagan vida en común. De esta manera, ese famoso patio de la planta doce se convierte en lugar para los juegos de los niños y de reunión para los vecinos. Asimismo, los 23 mil metros cuadrados del Mirador están ordenados en 9 distribuciones diferentes que se corresponden con los distintos colores de la fachada a modo de “barrios”. (Continua)

2018-11-11

domingo, 30 de setembro de 2018

Arquitetura madrilenha

Deu no El País / Guía del Ocio
01-10-2018, por Silvia Álvarez

Fascinantes edificios modernistas y ‘art déco’ de Madrid

Cine Barceló, Madri
Foto Silvia Álvarez/El País

CINE BARCELÓ 
El cine era el espectáculo moderno de la época y sus templos ocuparon una parte importante en el trabajo del ya conocido miembro de la Generación del 25, Gutiérrez Soto. El Barceló es su cuarta sala dedicada al séptimo arte, y él mismo la consideró como una de las más logradas de la arquitectura racionalista madrileña. En sintonía con las obras de Mendelsohn, destacan las franjas horizontales de su fachada que recuerda la iconografía naval. Su terraza también se diseñó para exhibir películas al aire libre. Pero la actividad cinematográfica y su interior se transformaron, dando paso ahora a una discoteca que, tras varias denominaciones, ha retomado la original y ahora se hace llamar Teatro Barceló.
El Cine Europa, la desaparecida piscina La Isla o el antiguo aeropuerto de Madrid fueron algunos otros proyectos suyos.
Fecha: 1930 Arquitecto: Luis Gutiérrez Soto Dirección: calle Barceló, 11. Madrid

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2018-09-30


sábado, 29 de setembro de 2018

República de Barcelona


Deu no La Vanguardia online
28-09-2018, por Redação
https://www.lavanguardia.com/local/barcelona/20180928/452063070352/barcelona-ratifica-que-el-30-de-nuevos-edificios-sean-vivienda-protegida.html

Barcelona ratifica que el 30% de nuevos edificios sean vivienda protegida
Imagem: www.airpano.com
El pleno de Barcelona de este viernes ha ratificado la norma que obligará a los promotores de vivienda de Barcelona a destinar el 30% a pisos protegidos, con los votos de BComú, PDeCAT, ERC, PSC, CUP y los concejales no adscritos Gerard Ardanuy y Joan Josep Puigcorbé, mientras que Cs se ha abstenido y el PP ha votado en contra.
La medida consiste en modificar el Plan General Metropolitano (MPGM) para reservar a vivienda de protección oficial (VPO) el 30% de promociones residenciales de 600 metros cuadrados de nueva construcción o reforma: ahora se elevará a la subcomisión de Urbanismo de la Generalitat, y entraría en vigor cuando lo publique el Boletín Oficial de la Provincia de Barcelona (Bopb). (Continua)
2018-09-29


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Eficiência de mercado

Deu no El País Economía 
19-09-2018, por Elena Sevillano 
https://elpais.com/economia/2018/09/18/actualidad/1537296380_348253.html 
La recesión acabó con dos tercios de la vivienda nueva protegida de España


El año pasado se entregaron las llaves de 4.938 viviendas, la cifra más baja en 30 años 
(..) “En los años del boom inmobiliario las viviendas libres eran una alternativa quizá más rentable que las protegidas. Los inversores privados abandonaron la construcción de este tipo de pisos y se fueron a la vivienda libre. A partir del año 2008 es cuando se produce una reducción dramática y la vivienda protegida prácticamente desaparece. En Euskadi hemos sido como el tuerto en el país de los ciegos, porque nuestra producción cayó, pero menos, sobre todo por la apuesta por el alquiler. Y tenemos una particularidad, que es que la vivienda protegida cuesta la mitad que la libre, cuando en otras ciudades ese diferencial es muy pequeño”, afirma Yoldi.
Ahora, pasados 10 años, las cifras no muestran mejoría. “La vivienda protegida no se está recuperando”, afirma tajante Yoldi. Y no repuntará, añade, hasta que las comunidades recuperen capacidad presupuestaria, muy mermada desde la aplicación de las restricciones del Pacto de Estabilidad. “Si no hay dinero, no hay política”, resume. Pone el ejemplo de la vivienda protegida de alquiler, quizá la más costosa de todas: “No la hace ningún promotor privado porque no es rentable. Así que la tenemos que construir las administraciones. Pero nuestro presupuesto de vivienda, al menos en el País Vasco, ha caído a la mitad”. (Continua)
 2018-09-19


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Anti-sem-teto


Deu no El País online
17-09-2018, por J M A Liñán, D Alameda e J Galán

Una guía de la arquitectura contra los pobres en España
Las calles están salpicadas de obstáculos que impiden el descanso de las personas sin hogar que casi siempre pasan desapercibidos para el resto de ciudadanos. Este es un recorrido por la llamada 'arquitectura hostil' en una treintena de ciudades españolas.

Imagem: D.A. / El País
(..) Y, en el espacio público, ¿cómo distinguir una intención genuina, por higiene o seguridad, de una medida de marginación enmascarada? Es difícil saberlo, según el arquitecto Luis Alonso, que investiga en el Medialab del MIT (EE UU) las ciudades a partir del análisis de grandes volúmenes de datos. "En las normativas municipales jamás se pondrá algo así por escrito". Antes de trasladarse a la prestigiosa universidad norteamericana, Alonso trabajó en proyectos con municipios durante 10 años. "Algunos ayuntamientos te decían off the record: '¿Podemos encontrar alguna solución para, por ejemplo, un diseño de banco en el que no se puedan sentar?' Te lo vendían como algo antivandálico o se direccionaba la cuestión hacia la seguridad. En algún caso eran algo más explícitos: planteaban poner una barra en un banco para que la gente no se pueda tumbar".
(..) Eliminar los obstáculos de la arquitectura hostil, aunque sea necesario, no aporta una solución de fondo, como apunta Ramon Noron, responsable de incidencias de Fundació Arrels (Barcelona), dedicada específicamente a la atención de los sin hogar. “El mayor problema arquitectónico es que no hay vivienda”, sentencia el experto. “Los cajeros de los bancos o los aparcamientos no son para dormir. La gente no ‘molestaría’ en esos sitios si hubiera vivienda y alojamiento accesibles para todos, porque dormir en la calle no es normal”.


2018-09-17


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Tudo bem na crise que vem

Deu no Idealista News – Portugal
06-09-2018, por Redação

BCE avisa que a próxima crise internacional estará ligada ao mercado imobiliário
"Sibilia Cumaea" 
Elihu Veder 1898, óleo sobre tela

Uma nova crise internacional vai rebentar. Desconhece-se onde e quando, mas sabe-se que vai acontecer e estará relacionada com o mercado imobiliário. Quem o diz é a presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE). Danièle Nouy (..) assegurou que o "único" que sabe a "ciência exata" é que haverá outra crise, ainda que desconheça quando e onde vai surgir. A reguladora europeia indicou que suspeita que a próxima crise vai ser provocada pelo mercado imobiliário. "Muitas das crises anteriores estiveram relacionadas com o mercado imobiliário, ainda que não seja de maneira direta", sublinhou.
Não obstante, Nouy assegurou que, graças ao Mecanismo Único de Resolução [que] está em marcha, os bancos estão "muito melhor preparados" para afrontar um 'schock' económico, uma vez que os mecanismos de gestão de crise são "mais fortes".

2018-09-18



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Seguro morreu de velho

Deu no Boletim ADEMI
11-09-2018, por Correio 24 Horas Economia 06/set

Imóveis são apostas para ampliar renda e garantir previdência
Montagem: à beira do urbanismo
Imagem original: Internet
Nos últimos anos a preocupação dos brasileiros com investimentos que ampliem a renda mensal ou sirvam como uma reserva financeira para o futuro cresceu consideravelmente. Porém, o receio em relação à instabilidade econômica levou muita gente a desistir de modalidades mais arrojadas para apostar em aplicações mais seguras (ou conservadoras, como se fala no jargão econômico), a exemplo da compra de um segundo imóvel para vendê-lo após um período de valorização ou para alugá-lo como forma de garantir uma renda fixa mensal. Apesar de os imóveis serem considerados como um investimento sólido, especialistas do mercado imobiliário apontam que não há receita pronta para o sucesso, os rendimentos da modalidade estão sujeitos a uma série de variáveis que devem ser analisidadas com cautela para que um horizonte de ganhos não se converta em um cenário de dívidas e frustração. (Continua)



2018-09-12