segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Pobreza americana


Deu no The Economist / Special Report Poverty in America
26-09-2019, por The Economist


American poverty is moving from the cities to the suburbs
Fonte: The Economist 26-09-2019
Clique na imagem para ampliar
(..) To see the changing geography of American poverty, go instead to Harvey, a small suburban town of 26,000 just 20 miles (32 km) south of Chicago. Despite its proximity to a large city, median household income is an abysmal $24,343. After mismanagement and missed bond payments, the city’s finances are in freefall. One in four flats now sits vacant. Nearly 36% of its residents are classified as poor, higher than in many of the poorest counties in eastern Kentucky and the rest of Appalachia. Though Harvey was never rich, that is a drastic increase from the 22% poverty rate in 2000. And as politicians, journalists and sociologists continue to focus attention on the well-known urban ghettos on the city’s south and west sides, few are taking note of the worsening plight of places like Harvey or nearby Dolton, where concentrated poverty is now just as bad.
After the demographic changes over the past decade, there are now more poor people in Chicago’s southern suburbs than in the city itself. The same is true for the rest of America: a poor person is now much likelier to be found in the suburbs than in the big cities. According to the census taken in 2000, 10.5m, or 31%, of all poor people lived in the suburbs of America’s largest cities. The most recent estimates from the Census Bureau show that the number of poor people living in those suburbs has exploded to 16.3m, an increase of 56%. Unlike urban poverty, which has long been associated with destitute blacks, suburban poverty is more pronounced among poor whites and Hispanics. (Continua)

2019-09-30

sábado, 28 de setembro de 2019

Especula, Brasil


Deu no Terra
23-09-2019, por Redação
Balneário Camboriú: os novos projetos imobiliários da cidade mais ousada do Brasil
O município de Balneário Camboriú tem 140 mil habitantes 
Molhe Barra Norte, Roda Gigante de frente para o mar, edifício de mais de 100 andares, prédio da Embraed assinado pela Lamborghini, e por aí vai. São tantos projetos que vão desenvolver Balneário Camboriú nos próximos 10 anos, que deixa claro que a cidade se tornou um dos maiores polos de investimentos imobiliários do Sul do Brasil, do Brasil e da América Latina.
 Os números em 2019 já esclareceram uma coisa: o mercado está em alta! Para quem deseja investir no mercado imobiliário em 2020, Balneário Camboriú - Santa Catarina é uma das melhores opções do Brasil. As projeções mercadológicas são gigantes, com projetos internacionais abraçando a cidade e assinaturas de marcas tradicionais de design de carros inovando na arquitetura com exclusividade em BC. (Continua)

2019-09-28

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Financeirização da moradia, lado B

Deu na BBC News
23-09-2019, por BBC News
Housing crisis affects estimated 8.4 million in England – research
An estimated 8.4 million people in England are living in an unaffordable, insecure or unsuitable home, according to the National Housing Federation.
Foto: Frantzesco Kangaris / The Guardian
The federation said analysis suggests the housing crisis was impacting all ages across every part of the country.
It includes people facing issues such as overcrowded housing or being unable to afford their rent or mortgage.
(..)The research estimated:
  • 3.6 million people are living in an overcrowded home
  • 2.5 million are unable to afford their rent or mortgage
  • 2.5 million are in "hidden households" they cannot afford to move out of, including house shares, adults living with their parents, or people living with an ex-partner
  • 1.7 million are in unsuitable housing such as older people stuck in homes they cannot get around and families in properties which have no outside space
  • 1.4 million are in poor quality homes
  • 400,000 are homeless or at risk of homelessness - including people sleeping rough, living in homeless shelters, temporary accommodation or sofa-surfing
Some people may have more than one of these housing problems, the federation said. (Continua) 
2019-09-26


terça-feira, 24 de setembro de 2019

Devagar e nunca? (2)

Deu no Valor Econômico
20-09-2019, por Estevão Taiar
Ritmo atual requer 29 anos para debelar déficit habitacional
Colocar fim ao déficit habitacional com o ritmo atual de financiamento e o crescimento da população demorará 29 anos, estima o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França. 
“Portanto, é necessário um funding [para a habitação] muito acima do atual”, disse ontem em audiência pública no Senado, promovida pela comissão mista que debate a Medida Provisória (MP) 889/19. A MP trata das regras para os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) e do PIS/Pasep.
O déficit habitacional é de 7,8 milhões de moradias, de acordo com França. Para zerá-lo, seriam necessários 14 anos.
Na próxima década, entretanto, esse déficit terá um crescimento adicional de 9 milhões de moradias, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) citado por ele.
Neste caso, o período necessário para colocar fim ao déficit chegaria a 29 anos. (Continua)
Veja também, neste blog: "Devagar e nunca?"
https://abeiradourbanismo.blogspot.com/2019/04/devagar-e-nunca.html

2019-09-26


domingo, 22 de setembro de 2019

Percalços do rentismo socialista


Deu no UOL Economia
19-09-2019, por Henrique Almeida / Bloomberg
Mercado imobiliário português está "muito aquecido" para alguns
Imagem: Internet 
Portugal é o mercado imobiliário mais dinâmico da Europa Ocidental, graças a incentivos fiscais para estrangeiros e ao chamado programa Golden Visa, que oferece permissão de residência em troca de um investimento mínimo de 500 mil euros (US$ 550 mil). 
O outro lado da história para pessoas como Guerreiro: os imóveis mais caros se tornaram um efeito colateral sem perspectiva de que os preços caiam tão cedo. Investidores estrangeiros injetaram 4,3 bilhões de euros em imóveis em Portugal por meio do programa de residência desde o início dos incentivos em 2012.
O primeiro-ministro António Costa, favorito para um segundo mandato nas eleições do próximo mês, sinalizou que o país precisa de incentivos para continuar a trazer recursos. O ministro das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, chegou a classificar os programas de "direito soberano".
Lisboa tornou-se um ímã para turistas na Europa, pois muitos investidores renovam propriedades e as transformam em aluguéis de curta temporada através de sites como o Airbnb. Os aluguéis de curta temporada são responsabilizados pelo aumento dos preços, porque procuram atrair turistas que podem pagar mais do que os residentes. (Continua)

2019-09-22

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Bens públicos, negócios privados

Deu no ArchDaily
18-09-2019, por Romullo Baratto
Prefeitura de São Paulo assina concessão do Pacaembu a consórcio privado
A Prefeitura de São Paulo assinou nesta segunda-feira, 16 de setembro, a concessão do estádio do Pacaembu ao consórcio Patrimônio SP, formado pelas empresas Progen, de engenharia, e Savona, fundo de investimentos. O estádio passará por reformas e deverá permanecer fechado ao público pelos próximos dois anos.
As obras terão início no primeiro semestre do próximo ano e compreenderão a demolição do "tobogã" - setor onde habitualmente ficam os torcedores que adquirem os ingressos mais baratos - e a construção de um edifício de nove pavimentos no lugar da estrutura, que receberá lojas, espaços de coworking, restaurantes, escritórios e áreas para eventos, além de uma passarela peatonal conectando as ruas Desembargador Paulo Passaláqua e Itápolis.
(..) O consórcio argumenta que a diminuição da capacidade não afetará a receita do equipamento, já que o futebol deixará de ser a atividade prioritária do Pacaembu. "Com a construção de uma nova edificação, vamos atrair para o complexo inúmeras outras receitas. Aluguel de espaço, estacionamento, venda de alimentos. O futebol vai corresponder a 15% da receita total", afirma Eduardo Barella, presidente do consórcio. (Continua)

2019-09-20


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Nord Shopping

Deu no The Guardian
04-09-2019, por Angelique Chrisafis
https://www.theguardian.com/world/2019/sep/04/gare-du-nord-revamp-indecent-say-leading-french-architects
Gare du Nord revamp ‘indecent’, say leading French architects
Open letter attacks €600m plan to create vast shopping space in Paris railway station
(..) “This project is unacceptable and we demand a rethink from floor to rafters,” the protesting architects wrote in Le Monde, adding that it was indecent to send travellers up and down a mess of walkways, lifts and escalators, forcing them past shops to reach their platforms. They said that the vast volumes of the “beautiful” train hall would be “denatured” by adding high walkways. They warned of committing a “serious urban error” in the form of a giant shopping centre that risked killing smaller local trade in the Paris region.
(..) Green politicians in Paris have also complained about the plans and one local oversight body recently ruled against planning permission. But the Gare du Nord development team saw this as a minor hiccup. They will appeal and fully intend the work to go ahead. 
(..) The station in the north of Paris is Europe’s biggest rail hub, with 700,000 passengers a day – including those arriving from London on the Eurostar and 500,000 local passengers who use trains connecting the Paris suburbs. (Continua)

Leia também:
“Is the plan to revamp Paris' Gare du Nord station really 'indecent'?” The local fr 04-09-2019, por Emma Pearson



2019-09-08


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

E a Califórnia também


Deu no NY Times
11-09-2019, por Conor Dougherty e Luis Ferré-Sadurní
California Approves Statewide Rent Control to Ease Housing Crisis
Foto: Richard Vogel, AP / USA Today
California lawmakers approved a statewide rent cap on Wednesday covering millions of tenants, the biggest step yet in a surge of initiatives to address an affordable-housing crunch nationwide.
The bill limits annual rent increases to 5 percent after inflation and offers new barriers to eviction, providing a bit of housing security in a state with the nation’s highest housing prices and a swelling homeless population.
(..) The measure, affecting an estimated eight million residents of rental homes and apartments, was heavily pushed by tenants’ groups. In an indication of how dire housing problems have become, it also garnered the support of the California Business Roundtable, representing leading employers, and was unopposed by the state’s biggest landlords’ group. (Continua)

2019-09-16


sábado, 14 de setembro de 2019

Mais Espanha: concentração da propriedade imobiliária urbana


Deu no El País / Vivienda
02-09-2019, por José Luis Aranda
Las empresas cotizadas que alquilan vivienda tienen más de 42.000 pisos
Las socimis han incrementado sus activos un 57% en tan solo un año
Fonte: Belén Trincado / Cinco Días / El País
https://cincodias.elpais.com/cincodias/2019/08/28/companias/1567012097_761629.html
Clique na imagem para ampliar

Las sociedades cotizadas de inversión inmobiliaria (socimis) que se dedican al alquiler de vivienda controlan una parte cada vez mayor del mercado. Según el último informe sobre el sector, presentado a principios de verano por la consultora JLL y Bolsas y Mercados Españoles (BME), las cotizadas del ladrillo incrementaron el año pasado un 57% sus activos. Así, acumularon casas por valor de 7.284 millones de euros. Entre todas suman más de 42.000 pisos, sin contar con el patrimonio de las socimis mixtas, es decir, las que además de viviendas arriendan también otro tipo de inmuebles como hoteles u oficinas.
(..) El dominio mayoritario de pequeños propietarios en el mercado inmobiliario es fuente de controversia sobre las causas que han encarecido el alquiler en los últimos años. Los grandes dueños de viviendas lo atribuyen al efecto rebote, tras una abrupta caída de precios con la crisis. También recuerdan que, según los cálculos del sector, sus viviendas solo suponen entre un 3% o un 4% del parque. “La capacidad de influir en el mercado es muy pequeña”, señala Alberto Segurado, de la consultora JLL. 
Sin embargo, un reciente informe del Banco de España cuestionó la base de ese planteamiento al asegurar que el parque de viviendas a nombre de empresas ronda el 10% y “su presencia en las grandes ciudades es más relevante”. (Continua)

Acesse a matéria completa pelo link
https://elpais.com/economia/2019/09/01/actualidad/1567338637_542150.html


2019-08-03

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O Buraco é do povo

Deu n'O Globo
11-09-2019, por O Globo
https://oglobo.globo.com/fotogalerias/um-espigao-no-lugar-do-buraco-do-lume-23938726
Um espigão no lugar do Buraco do Lume
Praça Mario Lago, vulgo Buraco do Lume 
"Crivella tomou a iniciativa um mês depois de o terreno de 2.500 metros quadrados, que pertencia a uma empresa associada à Bradesco Seguros, ser vendido durante um leilão em São Paulo. O negócio foi fechado por R$ 8,4 milhões e teve um único candidato. Tanto o leiloeiro quanto o banco não revelam o nome do comprador, alegando sigilo. No 7º Registro Geral de Imóveis no Rio, a área permanece em nome da Trenton Empreendimentos e Participações, que tem a Bradesco como sócia. Procuradas, as empresas não quiseram se pronunciar. Por falta de áreas livres no Centro, o mercado imobiliário estima que o terreno tem potencial para gerar cerca de R$ 800 milhões coma venda de lajes comerciais, caso as regras mudem. Na mensagem enviada à Câmara, Crivella defende que o terreno cumprirá sua função social se for derrubada a restrição que "vincula sua utilização unicamente para a implantação de equipamentos destinados a atividades culturais" (..). A limitação foi imposta por decreto do ex-prefeito Saturnino Braga."


COMENTÁRIO

O anônimo (!) que pagou 8,4 milhões pelo terreno deve estar seguro de que consegue a mudança da lei para viabilizar a construção. Ou quem sabe, considerando o estado da economia e a superoferta de espaço comercial no centro da cidade, especule com a desapropriação por interesse público - avaliada com base na legislação de 30 anos atrás. Na época do vale-tudo, tudo vale. Façam suas apostas. 

Em todo caso, a função social do Buraco do Lume, ao contrário do que pretende o inacreditável prefeito Crivella, está dada pelo uso já consagrado pelo povo: praça pública. Negá-lo é (mais um) crime contra a cidadania.


2019-09-11


terça-feira, 10 de setembro de 2019

Na Espanha, morar de aluguel é uma tourada

Deu no El País
04-09-2019, por Pilar Calleja
Alquiler, ¿nueva burbuja inmobiliaria?
Buscar un piso se ha convertido en una ardua tarea en los últimos años, sobre todo, en las grandes ciudades. Pero, ¿por qué?
(..) Según el mencionado informe del Banco de España, muchas han sido las razones que han desembocado en un aumento de la demanda de pisos en alquiler y por ende en la subida de los precios. Entre ellos, destacan motivos económicos como la precariedad laboral, la dificultad para la concesión de hipotecas o la concentración de la actividad económica en determinadas zonas de España (sobre todo en las grandes ciudades), donde el mercado del alquiler es escaso.
Para Toribio se suman otras razones como "los salarios bajos de los más jóvenes que les impide acceder a la compra de una vivienda y la falta de alquiler social". Un aspecto, este último, que registró una bajada de 3,5% en 2005 a 2,7% en 2018, según Eurostat. (Continua)

Fonte:  Preço da Habitação na Espanha 1T2017-2T2018 Mitula Group/Magnet.
Ler também
“Dos mapas para entender la indignación de los españoles con el precio del alquiler”. 
Magnet 18-12-2018 por Esther Miguel Trula
https://magnet.xataka.com/preguntas-no-tan-frecuentes/dos-mapas-para-entender-indignacion-espanoles-precio-alquiler


2019-09-06


domingo, 8 de setembro de 2019

Quanto mais caro melhor?

Deu no Diário do Nordeste 
04-09-2018, por Redação
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/negocios/online/fortaleza-tem-segundo-metro-quadrado-mais-caro-do-nordeste-para-compra-de-imoveis-1.2145407

Fortaleza tem segundo metro quadrado mais caro do Nordeste para compra de imóveis
Capital ficou atrás apenas de Recife
Fortaleza CE
Bairros mais e menos valorizados
segundo o Fipe-Zap
Montagem: À beira do urbanismo
O preço médio do metro quadrado em Fortaleza foi apontado em R$ 5.774 em agosto. Com o resultado, a capital cearense é a segunda mais cara do Nordeste, atrás apenas de Recife (R$ 5.792), de acordo com o índice FipeZap, que monitora o valor médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4).
(..) Entre os bairros com os maiores preços por metro quadrado estão Meireles (R$ 7.470), Praia de Iracema (R$ 7.227), Mucuripe (R$ 6.961), Guararapes (R$ 6.519), Engenheiro Luciano Cavalcante (R$ 6.473).
Na ponta oposta, os bairros com menores preços por metro quadrado são Vila União (R$ 2.688), Jangurussu (R$ 2.594), Farias Brito (2.547), Bela Vista (R$ 2.403) e Pedras (R$ 2.110).
 (..) O Rio de Janeiro teve o preço médio mais caro do País, custando R$ 9.364, seguido de São Paulo (R$ 8.978), Brasília (R$ 7.268), Balneário Camboriú (R$ 7.237), Florianópolis (R$ 6.875) e Niterói (R$ 6.743).
Em contrapartida, as cidades Betim (R$ 3.076), São José dos Pinhais (R$ 3.402), Contagem (R$ 3.516), Pelotas (R$ 3.742) e Novo Hamburgo (R$ 3.878) tiveram os menores preços do metro quadrado no Brasil. (Continua)


Leia também
“Moradores do Meireles recebem 14 vezes mais que os do Conj. Palmeiras”, G1 CE 16-05-2015, por G1 CE

  

2019-09-08


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

República do vale-tudo

Deu no G1 SP
03-09-2019, por Mariana Aldano
Após demolição, vila no Tatuapé da década de 50 é tombada
Sem autorização da prefeitura, maior parte das casas foi demolida nesta segunda-feira (2).
Imagem: Internet
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp) decidiu nesta segunda-feira (2) tombar a Vila Operária João Migiari, no Tatuapé, na Zona Leste da cidade de São Paulo um dia depois da maior parte das casas ser demolida. O tombamento acontece quatro meses depois da solicitação.
A Prefeitura de São Paulo embargou no sábado (31) a demolição por falta de tapumes no local. Mesmo sem a autorização, a empresa fez a demolição e foi multada em R$ 40 mil por ter realizado o serviço sem tapumes. Além disso, por ter desrespeitado o embargo, recebeu outra multa, de R$ 4 mil.
Em fevereiro, 20 dessas casas foram demolidas por uma empresa. Isso fez com que vizinhos e arquitetos se mobilizassem por assinaturas para um abaixo-assinado, pedindo que a construção fosse protegida pelo patrimônio público. A reunião estava marcada para esta segunda-feira (2). (Continua)

Foto Eduardo Anizelli / Folha press

2019-08-06


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Senzala pós-moderna

Deu no The Guardian / Cities
03-09-2019, por Will Coldwell
'Co-living': the end of urban loneliness – or cynical corporate dormitories?
Imagem: Web Urbanist
(..) Each company presents its accommodation as a solution to the urban housing crisis. Here, at last, is a way to provide affordable homes for younger people cut out of the market, while at the same time pooling resources, fostering community and catering for an increasingly mobile generation. With 4.8 million Britons now self-employed, co-living is pitched as a utopian response to a rapidly changing society.
But what from one angle looks like a revolutionary proposition can just as easily be seen from another as a cynical ploy by property developers to cash in on a generation living in the “age of loneliness”, locked in a perpetual struggle to find a place they can call home.
(..)“Co-living is purely a new way for developers to squeeze profit from an already broken housing market,” says Hannah Wheatley, researcher on housing and land at the New Economics Foundation. (Continua)


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Muito mais do mesmo

Deu na Folha de S Paulo
03-09-2019, por Artur Rodrigues
Pelos lados e para o alto, SP cresce 60% em área construída em 25 anos
Levantamento feito a partir de IPTU indica gentrificação no centro e 'cidades' sem estrutura na periferia
Conjunto Habitacional Barro Branco
Cidade Tiradentes - S Paulo

Imagem: Internet
Do alto, Cidade Tiradentes é composta de grandes fileiras de conjuntos habitacionais que lembram peças de dominó. Ao redor dos prédios, pequenas casas se espalham, avançando sobre montanhas ainda verdes.
Casas e prédios não param de ser construídos no bairro no extremo leste da cidade de São Paulo, onde, proporcionalmente, deu-se a maior expansão de área construída dos últimos 25 anos: 1.617%.
Levantamento realizado pela Folha a partir de bases de dados da Secretaria Municipal de Urbanismo e do cadastro do IPTU municipal mostra que São Paulo avança pelas bordas e para cima, de forma desenfreada e desigual.
No último quarto de século, a área construída regularizada (e frise-se o regularizada) na capital paulista aumentou 60%, de 330 milhões de metros quadrados para 531 milhões. É o dobro do avanço registrado pela população da cidade, de 30% no período.
Município de S Paulo
Localização dos bairros citados:
Cid Tiradentes, Barra Funda (azul)
e Centro (vermelho)
Os dados indicam que o boom imobiliário na cidade empurrou pessoas de baixa renda para os extremos antes de o transporte e serviços chegarem, enquanto bairros nobres se verticalizaram radicalmente e ficaram ainda mais caros. 
(..) Em bairros centrais, com ampla infraestrutura, residências horizontais consideradas de baixo padrão foram demolidas para dar lugar a prédios de classes média e alta — o fenômeno conhecido como gentrificação. 
Com duas estações de metrô, equipamentos culturais e unidades médicas, a Barra Funda, por exemplo, reduziu em 46% o número de lotes residenciais horizontais simples, enquanto apartamentos de alto padrão cresceram acima de 1.000%, e os de baixo, 25%.
Esses apartamentos menores e mais baratos foram empurrados para dez distritos da periferia, onde a área que ocupam chegou a aumentar mais de 1.000% na esteira do programa Minha Casa Minha Vida. (Continua)

2019-09-05


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Interessante…

Deu no Money Times
02-09-2019, por Avelino Andrade
Economia estagnada não barra crescimento do mercado imobiliário brasileiro
Imagem: Internet
(..) Diante de previsões de baixo crescimento do PIB para 2019, balança comercial estagnada, inadimplência em alta, crédito curto e taxas de desemprego que não dão sinais de distensão, investir com sabedoria é uma prerrogativa mais do que necessária.
O número de investidores em fundos imobiliários, por sua vez, mais que dobrou nos últimos 12 meses, segundo a B3, superando a marca de 317 mil pessoas em abril, em um crescimento de 10,6% em relação ao mês anterior. 
(..) Mas, o mercado imobiliário não está em baixa? Ao contrário, ele dá todos os sinais de que é o fim definitivo do biênio negro do setor (2016/2017). Um levantamento feito pela Cbic – Câmara Brasileira da Indústria da Construção – revela aumento de quase 10% na venda de imóveis residenciais entre janeiro e março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2018. (Continua)

2019-09-02