Rejeitar o adensamento significa optar pela expansão periférica, uma escolha ambientalmente predatória e socialmente injusta.
O debate sobe as cidades brasileiras precisa urgentemente de lucidez. A maior parte dos problemas urbanos atuais é consequência direta de decisões mal planejadas – ou da completa ausência de políticas públicas - ao longo de décadas. (..)
Confundindo astuciosamente verticalização com adensamento, adeptos do imobiliário desregulado deitam e rolam na tese, hoje em voga em alguns círculos acadêmicos progressistas, de que são as leis do urbanismo, não as do mercado, a causa da periferização e da segregação espacial nas grandes metrópoles brasileiras.
