http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/iol-push/parque-das-nacoes-uma-ilha-de-bem-estar-ou-de-caos-urbano
O Parque das Nações foi criado de raiz há 15 anos em Lisboa.
Sendo uma zona sem paralelo na cidade, nomeadamente na ligação ao rio, não está
a salvo de críticas. O «boom» de construção habitacional tornaram a zona numa
das mais movimentadas de Lisboa, pelo menos, na hora de ponta.
(..) Atualmente
vivem na zona da antiga Expo mais de oito mil prédios onde moram mais de 14 mil
pessoas, segundo os dados dos últimos Censos. Visto como muitos como uma
zona nobre da cidade, especialmente para morar, o certo é que comprar casa no
Parque das Nações continua a não ser para todas as bolsas. Atualmente o preço
de um apartamento ronda os 2.685 euros por metro quadrado e das vivendas os
2.550 euros por metro quadrado, segundo a Associação dos Profissionais e
Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
(..) Para José Rio Fernandes, especialista em Urbanismo e Geografia Urbana da Universidade do Porto, o Parque das Nações não deixa de ser um projeto de sucesso, mas o que funciona «menos bem» é a «relação deste espaço com a envolvente», porque, considerou, «este espaço respira mal» com o resto da cidade e, constitui-se «quase como uma ilha, uma ilha de conforto e de qualidade e de elevadas densidades construtivas», disse à Lusa.
O especialista admite que existe ali construção em excesso e admitiu também que o planeamento daquele espaço esteve «muito condicionado por questões de natureza financeira». José Rio Fernandes defendeu ainda que a zona devia ser «menos shopping, mais comércio de rua, mais comércio independente e menos comércio de grande marca». Já o arquiteto Manuel Salgado, que fez parte do plano de urbanização do Parque das Nações, defendeu que a construção podia ter ido ainda mais além, por exemplo, com implementação com uma urbanização de luxo. «Eram iniciativas que podiam ter sido muito importantes para requalificar a zona oriental e estender o "efeito Expo"», referiu à Lusa. (..)
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(..) Para José Rio Fernandes, especialista em Urbanismo e Geografia Urbana da Universidade do Porto, o Parque das Nações não deixa de ser um projeto de sucesso, mas o que funciona «menos bem» é a «relação deste espaço com a envolvente», porque, considerou, «este espaço respira mal» com o resto da cidade e, constitui-se «quase como uma ilha, uma ilha de conforto e de qualidade e de elevadas densidades construtivas», disse à Lusa.
O especialista admite que existe ali construção em excesso e admitiu também que o planeamento daquele espaço esteve «muito condicionado por questões de natureza financeira». José Rio Fernandes defendeu ainda que a zona devia ser «menos shopping, mais comércio de rua, mais comércio independente e menos comércio de grande marca». Já o arquiteto Manuel Salgado, que fez parte do plano de urbanização do Parque das Nações, defendeu que a construção podia ter ido ainda mais além, por exemplo, com implementação com uma urbanização de luxo. «Eram iniciativas que podiam ter sido muito importantes para requalificar a zona oriental e estender o "efeito Expo"», referiu à Lusa. (..)
2013-05-24
Ver também
“Intervenções urbanas na cidade de Lisboa”. Pavilhão de Portugal (blog) 16-11-2009

