sexta-feira, 25 de maio de 2012

Se a memória não me falha e se a vista não me pisca, era tudo pra ser feito com dinheiro... do Batista!



Deu no Destak SP de 04-05-2012:

Custo inicial com estádios triplica e vai a R$ 6,9 bilhões
Previsão em 2007, segundo a CBF, era de R$ 2,12 bilhões para a reforma das arenas visando a 2014


Se bem me lembro, primeiro vieram as indefectíveis declarações dos interessados diretos de que seria tudo feito com dinheiro privado, ante o silêncio conivente das autoridades federais, estaduais e municipais, todas perfeitamente conscientes de que tal promessa não passava de uma conveniente mentira - como no Pan2007. 


Todavia, um aspecto incontornável da política de gastos públicos (se não é política é o que?) com a Copa do Mundo e as Olimpíadas é deixarem-se de lado, ou postergarem-se, projetos alternativos. A propósito, vale refletir sobre  uma notícia que deu n'O Globo há algum tempo:
http://comentandoanoticia.blogspot.com.br/2012/04/arco-rodoviario-do-rio-atrasa-e-tera.html

Arco Rodoviário do Rio atrasa [4 anos] e terá dobro do preço
Obra, que custaria R$ 536 milhões, vai sair a mais de R$ 1 bilhão

Na linguagem do Maracanã de antigamente, ficaria assim:
"A SSSUDERJ in.formaaa: SSSubs.tituiçãão  no  RRRio de Janeiroooo: Sai... Arco RRRo.doviário, en.traaa... Ma.racafifaaaa". 


O "trade off" governamental entre  infraestruturas críticas e estádios de retorno duvidoso é um  interessante tema para um futuro desdobramento do artigo “Copa e Olimpíada: política anti-crise, de desenvolvimento ou de prestígio?”
postado em Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona em 09-10-2011. 

O leitor pode acessá-lo clicando no link



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