segunda-feira, 10 de junho de 2013

G.R.E.S. Império das Empreiteiras: Niterói Cai no Samba


Deu n'O Globo online de 10-06
por Luiz Gustavo Schmitt
http://oglobo.globo.com/bairros/prefeitura-de-niteroi-espera-1-bi-para-revitalizar-centro-8626388

Prefeitura de Niterói espera R$ 1 bi para revitalizar o Centro
Fonte: ppt que circula pela Internet, aqui sem os nomes e logotipos das empreiteiras, é claro


Um acinte à cidade, à democracia e aos milhões de trabalhadores urbanos brasileiros, sob os auspícios - é de se lamentar - do PT, do PV e do CEPAC!


A sequencia desta postagem foi retirada pelo blogueiro por considerá-la de mau gosto e, principalmente, por ferir uma decisão editorial anteriormente tomada de não tratar, no blog, de temas de política partidária. Ele poderá, se quiser, fazê-lo em outro blog ou no facebook, por exemplo.
A irritação, embora plenamente justificada neste caso, não é, definitivamente, boa conselheira em nenhum campo da vida, muito menos o da comunicação social.
Cabe, talvez, num futuro próximo, desenvolver o tema de por que é cada vez mais difícil escrever sobre urbanismo sem abordar a política urbana e escrever sobre política urbana sem abordar a política em geral e a partidária em particular. Quem, afinal, governa as nossas cidades? 
Nova York, Pequim, Atenas, Cidade do Cabo, Cairo, Istambul, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói: as culturas são distintas, mas os problemas muito parecidos. Não por acaso. Em todas as grandes cidades do mundo paira, acima dos governos, uma compacta e intrincada rede mundial de concessionárias, empreiteiras, imobiliárias e proprietários de grandes eventos, além, é claro, de financeiras e bancos privados. 
Como deixa claro a crise turca, é cada vez mais frágil e precária a barreira que hoje separa as reivindicações elementares das populações urbanas dos grandes cataclismos políticos. A culpa não é, decerto, do blogueiro furibundo. Mais provavelmente, é do papel crítico que tem, na economia contemporânea, a exploração privada cada vez mais predatória dos bens públicos, dos serviços essenciais e não essenciais e da renda da terra urbana; e, consequentemente, da influência que costumam adquirir seus principais beneficiários diretos e indiretos no governo das grandes cidades.
É por isso que, em se tratando das grandes operações urbanas contemporâneas, cada caso está longe de ser um caso. Ao contrário, cada caso é, em princípio, o mesmo caso. E cabe ao réu provar que é inocente.