sábado, 8 de fevereiro de 2020

Famílias de baixo padrão

Deu no DL News
22-01-2020, por Fernanda Lacerda /FolhaPress
Capacidade de financiar imóvel dos mais pobres caiu 25%
Montagem: À beira do urbanismo
imagens originais: Internet
A capacidade de conseguir um financiamento imobiliário piorou para a metade mais pobre da população entre 2017 e 2018 e, mantida as tendências atuais do aumento da desigualdade, a situação deve seguir se deteriorando.
A análise é dos economistas do Observatório Brasileiro de Crédito Habitacional Henrique Bottura Paiva (pesquisador da UNB e da Fipe) e José Pereira Gonçalves, também  ex-superintendente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip). (..)
Comparando essa capacidade no ano de 2018 (mais recente disponível) com o de 2014, eles observaram que os 10% mais pobres perderam em média 25,7% da sua capacidade de financiamento -ou seja, se em 2014 eles conseguiam financiar R$ 100 mil, em 2018 esse teto passou para R$ 74 mil.
Considerando os 50% mais pobres, a perda foi de 10%. Por outro lado, o oposto ocorre entre os mais ricos: o 1% do topo viu sua capacidade de financiamento aumentar em 9,4%. A variação é positiva mesmo considerando os 5% mais ricos (aumento de 2,41%) até os 20% mais ricos (aumento de 0,43%).
A distância observada reflete em parte o agravamento da desigualdade de renda verificada no país a partir da crise econômica de 2014. O mercado imobiliário é especialmente sensível a esse movimento, uma vez que renda é um fator determinante para o acesso a crédito imobiliário entre as famílias. (Continua)

2020-02-05